HELIO FERNANDES -
Francisco reúne Peres
e Abbas
Foi emocionante e altamente positivo, assistir o presidente
de Israel e da Autoridade Palestina, se abraçarem e se beijarem carinhosamente
em pleno Vaticano. Apertaram as mãos, demoradamente, um perguntou pela saúde do
outro.
Francisco firmou e confirmou sua liderança. Nenhum Papa,
antes, teve essa ideia simples e ao mesmo tempo profunda, de juntar no Vaticano
os dois presidentes. Já escrevi muito, desde a Tribuna da Imprensa, que os dois
povos são os mais interessados na paz, que traria vida normal e democrática
para todos. Só Francisco pode conseguir.
“Fala sério”
“Líderes” do PT, de Lula e de Dona Dilma, não escondem:
“Estão pessimistas e desiludidos com a candidatura Padilha a governador de São
Paulo”. Já escrevi que o ex-ministro da Saúde é o primeiro poste que o
ex-presidente não consegue fazer penetrar nem 5 centímetros na terra.
O problema: não
existe substituto
Esse é o maior temor. Maior do que esse só mesmo o
presidenciável do PT para 2018. Não existe ninguém, nem mesmo que Dona Dilma
seja reeleita. Analisando de forma objetiva, a conclusão é a mais negativa
possível. Assim como Lula se projetava para 2014, vai se esvair para 2018.
Clemenceau em 1917,
economistas contra a economia, 100 anos depois
Na equivocadamente chamada de Primeira Guerra Mundial, a
França estava vencendo, (surpresa) quase chegava a Berlim. O acordo de 1917 na
entrada de Moscou, resultou na paz em separado. Todos, Alemanha, Inglaterra, russos,
franceses precisavam das tropas fora dali.
Os russos para vencerem a terrível guerra civil. Os alemães
se defenderam. Inglaterra e França reforçaram o ataque a Berlim. O Primeiro
Ministro da França, Clemenceau, desesperado, retumbou a frase eterna: “A guerra
é importante demais para ser comandada por militares”.
70 anos da invasão da
Europa a inesquecível Segunda Frente
No dia 6 de junho de 1944, depois do planejamento de mais de
1 ano, os americanos atendiam o apelo desesperado dos aliados da Europa. Incluindo
a Rússia já União Soviética, contra Hitler, ainda poderoso, que fora massacrado
pelos soviéticos.
Em 1943/1944, da mesma forma que o genial Napoleão Bonaparte
em 1809/1810. Ambos não resistiram ao que se chamou de “general inverno”, até
50 e 60 abaixo.
Napoleão dizimado ainda no tempo da cavalaria, Hitler já na
era das “panzer divisions”, as mesmas que entraram em Paris em junho de 1940.
O general Marshall,
líder civil e militar
Chefe geral do Estado Maior das Forças americanas, acima
dele só o presidente Roosevelt. Sua competência e liderança desmentiram o
julgamento de Clemenceau. Eisenhower, chefe de gabinete é um produto e uma
consequência da sua importância.
Marshall coordenou tudo, criou cinco locais onde poderia
acontecer a invasão da Europa. Essa precaução, para que os alemães não se
defendessem. Marshall sabia que eles se informariam dos planos da Segunda
Frente mas não conheceriam o local exato.
A tragédia do
sacrifício de milhões
Eles salvaram a democracia mesmo esfarrapada. Os “Mil anos
do Reich”, prometido por Hitler, naufragaram naquele mar gelado. Os filmes que
tratam do assunto, mostram de forma impressionante e até emocionante a luta
daqueles bravos. Os alemães corriam de um lado para o outro, acabaram
descobrindo o lugar correto. Perderam uma multidão de combatentes. E perderam
também a guerra.
Marshall não quis ser
presidente
Nenhuma ambição. Criou o Plano Marshall que livrou a Europa
se “comunizar”. Bilhões de dólares jorraram. Seu nome surgiu naturalmente,
Roosevelt morreu pouco antes. Com sua recusa apareceu Eisenhower, que ganhou
fácil em 1952. Não fez nada durante 8 anos, mas deixou uma frase perfeita:
“Agora eu sei porque o mundo é dominado pelo complexo industrial-militar”.
Apesar da frase e da constatação, nada mudou, tudo igual.
Esse complexo cada vez mais poderoso.
Os EUA dominam o
mundo. Em 1944 plantam a vitória militar. No mesmo 1944, em Bretton Woods,
implantam o dólar, moeda universal
Agora, 70 anos depois, os EUA mantêm a condição de maior
potência mundial. Contrariando os próprios “pais fundadores” (como eles mesmos
se denominaram) que pretendiam um país isolado e isolacionista, como está na
Constituição (única) do país.
Isso durou 110 anos, até 1898. A Espanha invadiu Cuba, os
EUA resolveram defender a ilha. Construíram a Fortaleza de Guantánamo, salvaram
Cuba, derrotaram a Espanha. Curiosamente Guantánamo hoje, é prisão onde os EUA
torturam de forma bárbara, prisioneiros que não podem torturar no próprio país.
Em 1941 foram
obrigados a quebrar o isolacionismo, para sempre
Os EUA mandaram apenas 13 mil homens para a Primeira Guerra
Mundial. Não quiseram mais do que isso. Tinham um presidente (Woodrow Wilson)
muito doente, que se elegeu em 1916, com a mulher assinando tudo por ele. E na
Segunda pretendiam ficar bem longe. A guerra começou em 1939, fundaram um
“comitê isolacionista”, presidido pelo coronel Lindbergh.
O espantoso ataque a
Pearl Harbor
Em 7 de dezembro de 1941, inesperadamente, os japoneses, num
trajeto tão longo que parecia impossível, destruíram em pleno EUA um terço da
frota do país.
Acaba o
“isolacionismo”
Lindbergh dissolve o Comitê, se apresenta à Aeronáutica, combate
até o fim. Os EUA juntam o poder militar com o “dólar papel pintado” (como chamei
sempre e desde o início), domina o mundo. E ficam como “sherifes” do mundo, até
onde pode se observar.
Só a China pode
ameaçar
É o único adversário visível, possível e previsível. Mas a
longo prazo. Não haverá “guerra fria” EUA-China. Primeiro o pavor de um
confronto nuclear. Segundo, que a China tem quase 2 trilhões de dólares
investidos nos EUA. Os dois serão personagens principais do mundo, até que a
morte os separe. Ou que a vida e o bom senso, os una e reúna.
Padilha, o primeiro
poste de Lula, desenterrado
Pesquisa não ganha jogo. Só que faltando mais ou menos 4
meses para cidadãos completamente descrentes, desanimados e desconfiados
caminharem para as urnas, ficar em quinto lugar entre 5 candidatos, não é nada
satisfatório. Essa é a posição do ex-Ministro da Saúde.
Não tem voo próprio, o ex-presidente garantiu que seria um
Boeing, não passa de um helicóptero, sem piloto e sem combustível.
Nem adianta mais chamá-lo de poste, compará-lo com Dilma ou
Haddad. Ainda mais para enfrentar o favoritíssimo Alckmin desde 1994 no poder.
PS – Faltam 48
horas para que 32 países tentem conquistar a tão desejada Copa do Mundo. Desses
32 apenas 5 ou 6 têm chance, os outros são apenas coadjuvantes, mas com muito
orgulho e satisfação.
PS2 – Depois de
amanhã, o Brasil começa a maratona de 7 jogos. Só pode perder 1 e assim mesmo
na chave. Se passar da chave todos os outros 4 jogos serão eliminatórios. Se
perder dois nessa classificação, estará eliminado, repetindo 1966 na
Inglaterra.
PS3 – Se chegar à
final sem conquistar o título, será outro “maracanaço”, no mesmo espaço,
remodelado. Se isso acontecer estará dando razão a García Márquez: “O segundo
colocado é o primeiro perdedor”.
PS4 – Tenho mais
receio da egolatria de Felipão-Parreira do que mesmo da seleção, que não é a
dos nossos sonhos. O que pensar ou acreditar no Felipão e na sua afirmação
depois do fiasco contra a Sérvia: “A seleção melhorou visivelmente”. Sem
comentário.
PS5 – Façanha
inédita e sensacional, que precisa ser ressaltada, registrada e ressalvada:
Nadal jogou 10 vezes em Roland Garros, foi a 10 finais. Ganhou 9 e perdeu
apenas uma, para Federer.
PS6 – Nadal
acabou de fazer 28 anos. Seu aniversário é sempre em Roland Garros. Estreou com
18 anos, ninguém conhecia aquele garoto audacioso. Anteontem, frustrou mais uma
vez o sérvio, que tem todos os títulos, menos esse.


