REDAÇÃO -
Nas redes sociais foram muitas as manifestações de repúdio a respeito do incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio neste domingo (2). Um bom exemplo veio do professor de arqueologia Thomas de Toledo. “Uma tragédia sem precedentes”, lamentou no Facebook. O acadêmico também pediu mais compromisso com a cultura e a educação nestas eleições.
Nota:
Nota:
Uma tragédia sem precedentes é o incêndio no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Seu presente de 200 anos foram cortes orçamentários que levaram à completa destruição de 20 milhões de peças. O museu mais antigo do país, onde funcionou a sede da Monarquia, foi abaixo pela irresponsabilidade de como as autoridades vêm tratando a memória histórica e o conhecimento. Perdemos um acervo histórico, arqueológico, antropológico, etnográfico e de História Natural respeitável internacionalmente. Tínhamos a maior coleção egípcia da América Latina, com múmias intactas dentro de seus sarcófagos. Acervo africano, americano pré-colombiano, grego, mediterrâneo, do Brasil pré-histórico e fósseis até mesmo da mais antiga brasileira já encontrada: Luzia. Havia ainda animais desde a explosão cambriana, dinossauros, a megafauna do pleistoceno, como a preguiça gigante e até mesmo milhares de borboletas. Perdemos uma biblioteca insubstituível, com obras raríssimas como os livros da expedição de Napoleão no Egito e o diário de viagem de Dom Pedro II às pirâmides e a Luxor. Pesquisas em andamento viraram pó. A memória e a ciência brasileira e mundial estão em luto. Uma dor irreparável! Que nestas eleições, haja um compromisso dos políticos com a memória, a história e a ciência. Minha solidariedade a todos os trabalhadores e pesquisadores.
Prof. Thomas de Toledo, doutorando em Arqueologia pelo MAE/USP
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O MUSEU E O BRASIL CHEGAM AO FIM
(Por Bemvindo Sequeira)



