ALCYR CAVALCANTI -
No Ano Olímpico a
segurança da cidade do Rio de Janeiro é uma falácia, simplesmente não existe.
Assaltos em toda parte, a qualquer hora, na previsão de um triste legado que
vai ser deixado a uma população sofrida que paga impostos escorchantes. Andar
pelo Centro da cidade é uma aventura e uma corrida de obstáculos que rivaliza
com os obstáculos que serão apresentados nas competições. A prefeitura da
cidade deveria premiar com medalhas aos cidadãos que conseguem escapar da fúria
dos assaltantes esfaimados. Um bando de "mortos de fome" arrancam
cordões, anéis, relógios, celulares, enfim tudo que possa dar lucro para
entregar aos "chefes" e poder comprar uma pedra de crack ou um pouco
de cola ou solvente para dar uma alegria efêmera de um "barato" que
pode sair muito caro.
A
policia como sempre diz que não pode fazer nada, ou como afirmou um policial
"A gente prende e o juiz manda soltar". Tristes Trópicos.
Para
piorar a situação e dificultar o trabalho de alguns policiais, as
obras que espalham buracos por todo o centro impedem a perseguição
aos assaltantes, que como autênticos atletas olímpicos da fome conseguem
migalhas para alimentar o vício e espantar por alguns segundos a miséria a
que foram condenados.



