HELIO FERNANDES -
Será um choque tumultuado, que Bolsonaro pretende
amenizar, (é completamente desinformado, a não ser quando segue o determinado
pelos filhos) com um discurso, que talvez seja transmitido em cadeia nacional.
Acredita que com isso, favorecerá a aprovação. No momento é impossível e
imprevisível calcular a repercussão, primeiro na Câmara, da crise provocada
pela cumplicidade dele com o filho, está prometendo mais, para o seguimento e
continuação dos fatos.
Tem confiança na coordenação e no apoio do presidente da
Câmara, mas quer ajudá-lo. Mesmo desmentindo afirmação de campanha:
"Cortarei todas as verbas de publicidade". Agora, sentindo o desgaste
irrefutável, garante: "O governo, (ele) fará uma grande campanha de
publicidade, para esclarecimento da comunidade, sobre os meandros do
projeto da reforma da Previdência".
Projeto confuso, atabalhoado, incógnita completa e
indecifrável para a comunidade e consequentemente para os parlamentares. Na
Câmara, Rodrigo Maia continua aliado e coordenador. E no senado, em quem Bolsonaro
poderá confiar numa replica de Maia?
De qualquer maneira, tudo está começando e tem no mínimo 6
meses de tramitação parlamentar e de esclarecimento para a comunidade. Se Bolsonaro
não recuar, (como é do seu estilo, habito e comportamento), as agencias de
publicidade, e os inafastáveis intermediários, gozarão durante meses, de gordas
verbas de publicidade.
Como sempre, tudo será pago pelo
cidadão-contribuinte-eleitor.
O único imperturbável e inarredável no comportamento, é o
presidente da Câmara. Sabe que está exagerando no otimismo, "estaremos em condições
de votar a reforma da Previdência em 2 meses". Talvez votem em 6 meses, e
podem aprovar com dificuldade. Imaginem, dificuldade na Câmara, a fortaleza
parlamentar do governo.
Rodrigo Maia não alterou a agenda, na mesma quarta feira,
estará conversando em Brasília com os 27 governadores. Os dois lados, ávidos por
trocarem concessões. De agora até quarta-feira, muita coisa acontecerá. Mas as
prioridades serão estas, apresentadas aqui.
PS-A crise Bebianno, provocada pela imprudência e arrogância
do filho Carlos, (visivelmente insuflada pelo pai) produziu um desgaste irrefutável
e irrevogável pessoal e no governo. Até os 7 ou 8 generais, que militarizaram
seu governo, estão insatisfeitos.
PS- Sem falar na sombra de outro general, esse eleito. Que
faz publicamente vestibular de sensatez, para uma eventualidade.
PS2- Na Historia do Brasil, muitos vices assumiram, sem
serem generais, ou apresentarem vestibular de sensatez.
PS3- A tão prometida "avaliação dos 100 dias de
governo", completa hoje 50 dias. E já tem muita gente reprovada.



