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Congresso em Foco -
Presidente da Câmara divulgou nota em que nega possuir contas na Suíça e ainda diz ser alvo de procurador-geral da República com vazamentos de dados seletivos.
Após lideranças
da oposição ao
governo no Congresso divulgarem nota em que pedem o afastamento do presidente
da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o peemedebista rompeu o silêncio. Ele, que
evitava falar sobre as denúncias de ser beneficiário final de duas contas em
banco suíço, divulgou nota dizendo que não irá renunciar ao cargo e, ainda,
atribuiu o vazamento das informações ao procurador-geral da República, Rodrigo
Janot.
“Até
o presente momento, o procurador-geral da República divulgou dados que, em
tese, deveriam estar protegidos por sigilo, sem dar ao presidente da Câmara o
direito de ampla defesa e ao contraditório que a nossa Constituição assegura,”
disse ele por meio da nota.
Segundo
ele, os dias e a forma que as informações chegaram à imprensa – sobre a
investigação que tramitou na Suíça e que foram encaminhadas a
Procuradoria-Geral da República nesta semana, sobre a contas no exterior
supostamente ligadas ao deputado – lhe causaram estranhamento.
De
acordo com o peemedebista, o vazamento de dados “de forma ostensiva e fatiada”
foi realizado propositalmente para lhe causar “constrangimento político da
divulgação de dados que, por serem desconhecidos, não podem ser contestados.”Segundo
Cunha, Janot, a serviço do governo da presidente Dilma Rousseff, expôs dados
que deveriam ser sigilosos.
Ainda
disse que o atual procurador-geral da República faz serviço contrário a de
Geraldo Brindeiro, ex-chefe do Ministério Público Federal que ficou
popularmente conhecido como o “engavetador-geral da República”.“Saímos de um
passado em que se acusava um procurador-geral da República de atuar como
engavetador-geral da República para um que se torna o acusador do governo geral
da República”, afirmou Cunha.
Confira a íntegra da nota AQUI



