11.10.15

OPOSIÇÃO, ENFIM, ABANDONA CUNHA. Ele rompeu o silêncio sobre as contas e chama Janot de ‘acusador do governo’

Via Congresso em Foco -

Presidente da Câmara divulgou nota em que nega possuir contas na Suíça e ainda diz ser alvo de procurador-geral da República com vazamentos de dados seletivos.


Após lideranças da oposição ao governo no Congresso divulgarem nota em que pedem o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o peemedebista rompeu o silêncio. Ele, que evitava falar sobre as denúncias de ser beneficiário final de duas contas em banco suíço, divulgou nota dizendo que não irá renunciar ao cargo e, ainda, atribuiu o vazamento das informações ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“Até o presente momento, o procurador-geral da República divulgou dados que, em tese, deveriam estar protegidos por sigilo, sem dar ao presidente da Câmara o direito de ampla defesa e ao contraditório que a nossa Constituição assegura,” disse ele por meio da nota.

Segundo ele, os dias e a forma que as informações chegaram à imprensa – sobre a investigação que tramitou na Suíça e que foram encaminhadas a Procuradoria-Geral da República nesta semana, sobre a contas no exterior supostamente ligadas ao deputado – lhe causaram estranhamento.

De acordo com o peemedebista, o vazamento de dados “de forma ostensiva e fatiada” foi realizado propositalmente para lhe causar “constrangimento político da divulgação de dados que, por serem desconhecidos, não podem ser contestados.”Segundo Cunha, Janot, a serviço do governo da presidente Dilma Rousseff, expôs dados que deveriam ser sigilosos.

Ainda disse que o atual procurador-geral da República faz serviço contrário a de Geraldo Brindeiro, ex-chefe do Ministério Público Federal que ficou popularmente conhecido como o “engavetador-geral da República”.“Saímos de um passado em que se acusava um procurador-geral da República de atuar como engavetador-geral da República para um que se torna o acusador do governo geral da República”, afirmou Cunha.

Confira a íntegra da nota AQUI