Por LÚCIO FLÁVIO PINTO - Via blog do autor -
Os
paraenses devem estar acompanhando com legítimo e preocupado interesse o drama
vivido por Chimbinha e Joelma. Eles conseguiram montar o maior negócio da
música popular paraense, a banda Calypso, com escala nacional e internacional,
graças a esforço mútuo e talento em torno da família que constituíram e
mantiveram durante 18 anos.
Agora a família se desfaz
e o empreendimento está ameaçado, segundo o músico, por uma campanha de boatos
maldosos que lhe atribuíram uma amante e provocaram a revolta de Joelma. Ela
rompeu o casamento e a partir de dezembro se desligará da banda, iniciando
carreira solo. Chimbina passou os últimos dias mandando mensagens de amor à
esposa, pedindo para recomporem a relação pessoal e profissional, e ameaçando
processar os autores dos boatos.
É um drama pungente.
Cabe num dos maravilhosos boleros de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Serve para
Chimbinha e quem se encontrar na difícil situação que ele agora atravessa,
enquanto Joelma parece ter superado o trauma, como só as mulheres são capazes
diante desse tipo de drama. Diz a letra da música:
Hoje a notícia correu
vieram logo me dizer
mas a verdade é que eu
já estava farto de saber.
Um comentário é fatal
a um grande amor
que chega ao fim
e quem sou eu afinal
para mudar coisas assim.
Os meus problemas são meus
deixem comigo a solução,
os meus fracassos a Deus
é que eu revelo quantos são.
Um conselho é tão fácil de dar
cada um cita exemplos no fim,
mas se um dia eu tiver que chorar
ninguém chora por mim



