Ativistas de diversos movimentos sociais e sindicais realizaram um
animado ato público, em frente à antiga Bolsa de Valores do Rio, na Praça XV,
hoje um centro de convenções. A manifestação foi um veemente repúdio
àqueles que pretendem entregar o pré-sal às petrolíferas estrangeiras.
Hoje quem melhor simboliza essa corrente é o
senador tucano José Serra, um dos palestrantes convidados para um debate que
teve como tema “as perspectivas de abertura do pré-sal”, patrocinado pela
Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O senador provavelmente chegou e saiu
de helicóptero, furtando-se ao contato com o público.
Participaram do evento petroleiros,
representando o Sindipetro-RJ e o Sindipetro-Caxias, a Federação Nacional
dos Petroleiros (FNP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), militantes do
MST, MAA, MAB, FIST, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Niterói, São
Gonçalo e Itaboraí, a CUT, jovens do Levante Popular da Juventude,
representantes de vários partidos políticos de esquerda e muitos populares que
se somaram aos protestos.
O pré-sal tem tanto petróleo que colocará o Brasil
entre os três países detentores das maiores reservas do mundo: ao lado da
Arábia Saudita e da Venezuela. Isso está despertando a cobiça dos abutres
internacionais.
É papel de todos os brasileiros proteger as
riquezas do país, para que ela seja utilizada e prospectada, levando em conta
um projeto de desenvolvimento nacional e o atendimento às necessidades básicas
dos brasileiros, sobretudo nas áreas de saúde e educação.
O senador José Serra (PSDB/SP) é autor de um
projeto (PLS 131) que derruba a Lei de Partilha e retira a Petrobrás da
condição de operadora única do pré-sal. Além disso, elimina a prioridade
atualmente garantida às empresas nacionais que atuam no setor petróleo, visando
a desenvolver a indústria local e garantir emprego aos brasileiros.
O senador José Serra e seu partido, o PSDB, assim
como seus aliados no Congresso, estão à serviço dos interesses do imperialismo
norte-americano, logo estão contra o Brasil e os brasileiros.
O senador tucano foi a estrela maior do seminário
desta sexta. Intitulado “Perspectivas sobre o futuro do pré-sal: o cenário do
desenvolvimento do pré-sal e as perspectivas para uma possível abertura”, foi
realizado pelo Comitê de Energia AmCham Rio e Grupo de Trabalho de Óleo e
Gás do Brazil-US Business Council, vinculado à Câmara de Comércio dos Estados
Unidos.
Do lado de fora do prédio da antiga Bolsa de
Valores as vaias ao senador entreguista e as palavras de ordem de quem quer que
o pré-sal fique sob controle dos brasileiros, provavelmente ecoaram em seus
ouvidos e da seleta plateia.



