ALCYR CAVALCANTI -
Um ano depois do vexame da Copa 2014 a seleção de futebol não consegue
honrar um futebol cinco vezes campeão do mundo, Dunga bota a culpa do
vexame em uma virose devido ao clima e revive a "Era Dunga" de triste
memória.
Infelizmente o futebol brasileiro não produz mais craques como em um
passado distante. Temos somente uma estrela Neymar que brilha solitário
em meio a um bando de jogadores que oscilam entre o nível médio e a
mediocridade. Em 2014 após as derrotas de 7X1 para a Alemanha e 3X0 para
a Holanda parecia que tudo iria mudar. Afinal como dizem os
"especialistas" de futebol somos os melhores do mundo, um celeiro de
craques. No entanto se fizermos uma análise fria podemos verificar que
somos em matéria de futebol um país decadente que vive do passado, de
glórias mortas. A seleção amarelinha há muito tempo não apresenta um
futebol envolvente, sem opções de jogo para derrotar seus oponentes.
Veio a derrota massacrante para a Alemanha logo depois outro vexame para
a Holanda mas nada mudou. Saiu Felipão entrou Dunga. Trocaram seis por
meia dúzia. O estilo brucutu, de defender com oito, nove jogadores é a
norma, como exemplo os jogos contra o Chile, a Venezuela e a maior parte
do fatídico jogo contra uma seleção bem fraquinha do Paraguay. Thiago
Silva um dos zagueiros mais bem pagos do mundo, em jogos da seleção tem
sempre "deixado a porta aberta" para os atacantes adversários. fez um
pênalti infantil, digno de pelada no Aterro ou em campinho na Favela da
Fazendinha. Nunca mais deveria ser convocado, se bem que temos poucas
alternativas para a posição.
A verdade é que o futebol, como todo o país vive profunda crise onde
quase nada dá certo porque os dirigentes parecem querer que nada possa
dar certo. No salve-se quem puder o "ópio do povo" na pós-modernidade
não consegue mais empolgar as multidões, os estádios ficam vazios, os
empresários e os donos de clube enchem os bolsos de dinheiro escuso,
jogadores medíocres são supervalorizados. Vamos tomar como exemplo dois
clubes do Rio de Janeiro que uns chamaram de "caixa de ressonância",
outros de "cuíca do Brasil". O Flamengo com uma das maiores torcidas do
planeta vive de pires na mão. Trouxe como grande aquisição para salvar o
Mengão um veterano em fim de carreira, Emerson Sheik, com um salário
que provavelmente não deverá pagar. Outra decepção que já foi a base de
duas seleções campeãs do mundo o Botafogo de Garrincha foi
impiedosamente goleado pelo Macaé e amarga uma segunda divisão.
O futebol pentacampeão encontra-se em um beco sem saída, dirigido por
pessoas sob suspeição, com jogadores medíocres e sem nenhum amor à
seleção brasileira. Dizem que a CBF de Marco Polo Del Nero que já foi
de José Maria Marin e de Ricardo Teixeira prepara uma grande
reformulação. Pior é que ninguém acredita. Vamos nos preparar para
sofrer, as eliminatórias da Copa 2018 vem aí.



