Via
MÍDIA Democrática -
Não
resta dúvida que a direita latino-americana, seja na área política ou
midiática, está tentando de todas as formas desestabilizar o governo
bolivariano de Nicolás Maduro. Até o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso
assinou documento com base em informações manipuladas pelos opositores
venezuelanos que perdem eleições e optam pela violência.
O
posicionamento de Cardoso dá bem a ideia o que seria para o Brasil se seus
seguidores, entre os quais Aécio Neves, controlassem o governo brasileiro.
O
Globo, sempre O Globo, edita matérias diárias com o claro objetivo de incutir
na opinião pública que o país vizinho está caótico. Faz uma força muito grande
no sentido de reforçar a tese de segmentos da direita estadunidense defensores
de uma intervenção estrangeira.
O mesmo
jornal carioca editou matéria nesta sexta-feira (7) dando a entender que havia
fissuras na área militar. O histórico jornal apoiador de golpes de estado,
inclusive o de 1964 no Brasil. Insinua que Maduro já não conta com o apoio dos
militares como antes.
O Globo
preferiu ignorar um comunicado emitido na última quinta-feira (6) em que o
Chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana
(FANB), General Vladimir Padrino López, garantiu que a FANB não se prestará a
apoiar um golpe de estado.
Claro,
se o jornal fosse jornalisticamente honesto e não adepto da contrainformação,
não publicaria a matéria que não corresponde a realidade sobre a divisão
militar.
Na
nota, o comandante militar assinala, entre outras coisas, que “a Força
Armada Nacional Bolivariana é uma instituição que merece respeito e não nos
prestamos à barbárie, para golpes de estado e muito menos para ir contra a
vontade popular”.
Em
outro trecho a nota assinala que os militares da FANB “somos parte de uma
instituição decente, que obedece a princípios e valores, respeitadores dos
direitos humanos e que se baseiam na atuação que está assinalada na nossa
Constituição da República Bolivariana da Venezuela”.
O
Globo, Fernando Henrique Cardoso e outros políticos e entidades que estimulam
um golpe de estado e uma intervenção estrangeira na Venezuela preferem ignorar
a voz de militares legalistas, defensores da soberania nacional e que não
admitem qualquer tipo de violação da ordem constitucional.
Os
militares venezuelanos desta forma responderam aos golpistas das mais variadas
matizes, tanto internos como externos, vinculados ao Departamento de Estado
norte-americano e que querem o retrocesso.
Ou
seja, jornais como O Globo e demais veículos de comunicação integrantes da
Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e os políticos apoiadores de golpes
de estado devem ser repudiados seja onde estiverem.
*Texto
de Mário Augusto Jakobskind.



