12.3.14

DILMA SE DIZ REVOLTADA COM A “FALSIDADE” DE EDUARDO CUNHA

JOSÉ CARLOS WERNECK -

A Presidente Dilma Rousseff está disposta a exercer toda a autoridade, que lhe foi outorgada, pelos eleitores nas urnas, para governar o País.

Por isso comunicou à cúpula do PMDB que cumprirá a aliança feita com o partido, porém, foi taxativa ao afirmar que, de agora em diante, não manterá nenhum entendimento com o deputado Eduardo Cunha, líder, na Câmara Federal.

 Ela foi enfática ao afirmar: “Cheguei ao meu limite, agora é guerra!”. Alguns senadores e o vice-presidente Michel Temer tentaram argumentar, lembrando o “mal” que Cunha pode fazer ao Governo, nas votações, mas ela está disposta a pagar para ver: “Vamos enfrentar isso”. Dilma se diz revoltada com a “falsidade” de Eduardo Cunha: enquanto a atacava em público, tentava indicar ministros em particular. Ela, declarou, também, que não tem interesse em “depreciar” o PMDB. Quando isso acontece, afirmou seu governo também é atingido.

 Enquanto fazia acusações à presidente, Eduardo Cunha indicou Neri Geller, atual secretário de Políticas Agrícolas para o Ministério da Agricultura e tentou "emplacar", Alexandre de Moraes para o ministério do Turismo.

A presidente está plenamente convencida, inclusive embasada em pesquisas de opinião, que "aliados", como Eduardo Cunha, não lhe ajudam em nada, ao contrário, só prejudicam seu Governo e, principalmente, fazem baixar seus índices de popularidade, junto aos eleitores.