JOSÉ CARLOS WERNECK -
A Presidente Dilma Rousseff está disposta a exercer toda a autoridade, que
lhe foi outorgada, pelos eleitores nas urnas, para governar o País.
Por isso comunicou à cúpula do PMDB que cumprirá a aliança feita com o
partido, porém, foi taxativa ao afirmar que, de agora em diante, não manterá
nenhum entendimento com o deputado Eduardo Cunha, líder, na Câmara Federal.
Ela foi enfática ao afirmar: “Cheguei
ao meu limite, agora é guerra!”. Alguns senadores e o vice-presidente Michel
Temer tentaram argumentar, lembrando o “mal” que Cunha pode fazer ao Governo,
nas votações, mas ela está disposta a pagar para ver: “Vamos enfrentar isso”. Dilma
se diz revoltada com a “falsidade” de Eduardo Cunha: enquanto a atacava em
público, tentava indicar ministros em particular. Ela, declarou, também, que
não tem interesse em “depreciar” o PMDB. Quando isso acontece, afirmou seu
governo também é atingido.
Enquanto fazia acusações à
presidente, Eduardo Cunha indicou Neri Geller, atual secretário de Políticas
Agrícolas para o Ministério da Agricultura e tentou "emplacar",
Alexandre de Moraes para o ministério do Turismo.
A presidente está plenamente convencida, inclusive embasada em pesquisas
de opinião, que "aliados", como Eduardo Cunha, não lhe ajudam em
nada, ao contrário, só prejudicam seu Governo e, principalmente, fazem baixar
seus índices de popularidade, junto aos eleitores.



