12.3.14

50 ANOS DO COMÍCIO DA CENTRAL DO BRASIL

Via Rede Democrática -

A Comissão da Verdade do Rio e o Instituto João Goulart convidam todas e todos para o seminário "50 anos do Comício da Central: O Brasil que perdemos com o Golpe Militar", quinta-feira, 13 de março de 2014, a partir das 09:00, no Auditório da UERJ, 53, 5º andar. Movimentos sociais, organizações estudantis e de trabalhadores convocam para o ato em memória do Comício da Central que acontecerá no mesmo dia com concentração a partir das 15h na Central do Brasil. Estas atividades fazem parte da Agenda de Descomemoração do Golpe Civil-Militar no Rio de Janeiro.

50 anos do Comício da Central: O Brasil que perdemos com o golpe militar
A Comissão da Verdade do Rio de Janeiro (CEV), em parceria com o Instituto João Goulart, irá realizar, na próxima quinta-feira (13/03), às 9 horas, no auditório 53 da UERJ, 5° andar, o Seminário "50 anos do Comício da Central: O Brasil que perdemos com o Golpe Militar" marcando a passagem dos 50 anos do Comício da Central do Brasil, também conhecido como Comício das Reformas. 
O objetivo do seminário é denunciar o golpe de 1964 e debater os desafios que permanecem para a consolidação da democracia no país. Na cerimônia, que será realizada no auditório da Uerj, a programação prevê a abertura do seminário com Maria Thereza Goulart (viúva do presidente João Goulart), seus dois filhos, João Vicente Goulart e Denise Goulart, Ricardo Vieira Alves (reitor da UERJ), Maria do Rosário (da Secretaria de Direitos Humanos) e Wadih Damous (presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro).
O ex-consultor-geral da República Waldir Pires, às 10 horas, fará a palestra "O porquê do golpe", junto com o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira, membro da Comissão da Verdade – Rio. Em seguida, haverá debate às 11 horas sobre a reforma educacional preconizada por Jango com a participação de Nita Freire (educadora e viúva de Paulo Freire), Paulo Ribeiro (presidente da Fundação Darcy Ribeiro), Daniel Iliescu (presidente da União da Juventude Socialista) e o historiador Oswaldo Munteal .
À tarde, às 14h será discutida a reforma agrária que Jango pretendia fazer com a participação de Armando Monteiro (senador PTB/PE), João Pedro Stédile (direção nacional do MST), Brizola Neto (vereador PDT/RJ) e João Vicente Goulart (presidente do Instituto João Goulart).
Às 17h será realizado na Central do Brasil o ato em memória dos 50 anos Comício da Central.
Ás 19h estará em discussão a reforma política, com a participação de Wadih Damous, senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e do ex-presidente da UNE Aldo Arantes, entre outros.
Para encerrar a programação, ás 20:30 será discutida a criminalização dos movimentos sociais e a Lei de Anistia, com a participação de Rafael Kritski (Levante Popular da Juventude), Fernanda Vieira (Mariana Criola), Adriano Pilatti (Prof. PUC-Rio), Mauro Iasi (Prof. UFRJ) e Nadine Borges (integrante da Comissão da Verdade).
Evento: 
50 anos do Comício da Central: O Brasil que perdemos com o golpe militar
Quinta, 13 de março de 2014, a partir das 09:00, no Auditório da UERJ, 53, 5º andar

Ato público em comemoração dos 50 anos do Comício da Central

Para comemorar os 50 anos do Comício da Central, centrais sindicais, partidos políticos de esquerda, entidades do movimento estudantil e dos movimentos populares realizam um ato público nesta quinta-feira, dia 13/03. A concentração é a partir das 15h na Central do Brasil. 
O Comício da Central
No comício histórico, que reuniu 150 mil pessoas, o presidente João Goulart, apoiado pelos movimentos sociais, reafirmou a sua decisão de fazer a reforma agrária e promover as reformas de base
O Comício da Central, ou Comício das Reformas, foi uma manifestação realizada no dia 13 de março de 1964 na Central do Brasil. Cerca de 150 mil pessoas estiveram presentes para ouvir o então presidente da República, João Goulart, e o governador do Rio Grande do Sul na época, Leonel Brizola. Na ocasião, Jango assinou dois decretos; um desapropriava as refinarias de petróleo que ainda não estavam nas mãos da Petrobras. O segundo declarava sujeitas à desapropriação propriedades subutilizadas, especificando a localização e a dimensão das que seriam atingidas pela medida. O presidente revelou também que estavam em preparo a reforma urbana - um espantalho para a classe média temerosa de perder seus imóveis para os inquilinos - e propostas a serem encaminhadas ao Congresso Nacional, que previam mudanças nos impostos e concessão de voto aos analfabetos e aos quadros inferiores das Forças Armadas. As bandeiras vermelhas que pediam a legalização do Partido Comunista Brasileiro e as faixas que exigiam a reforma agrária também não agradaram os meios conservadores da época. Duas semanas depois, Jango foi deposto por um golpe militar.
O presidente da Comissão da Verdade explica o que eram, as reformas de base, que foram usadas como justificativa para o golpe de estado logo após o Comício da Central: "eram um conjunto de iniciativas de caráter popular, democrático e progressista nos planos agrário, financeiro, fiscal, urbano, administrativo e universitário. Somavam-se às reformas de base outras medidas nacionalistas que previam uma intervenção mais ampla do Estado na vida econômica e um maior controle dos investimentos estrangeiros no país. O golpe impediu o desenvolvimento social do povo brasileiro", lembrou Damous.