REDAÇÃO -
A velocidade nos registros de agrotóxicos no governo Bolsonaro tem gerado reações divergentes entre ruralistas e ambientalistas. Entre aplausos e protestos, o Ministério da Agricultura validou 169 defensivos agrícolas de 1º de janeiro a 14 de maio deste ano, o recorde da série histórica iniciada em 2005.
Foram liberados 445% mais registros do que em igual período do primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), em 2011.
O governo de Jair Bolsonaro (PSL) diz que o alto índice se dá pela agilidade nas avaliações, maior do que nos governos anteriores, mas com mesmo rigor. A própria ministra Tereza Cristina declarou não haver “insegurança na liberação desses produtos, que estavam em uma fila enorme e que eram represados por problemas ideológicos”. No site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde é possível consultar a lista de petições, há agrotóxicos aguardando análise há 10 anos.
O salto das liberações começou em 2016 e seguiu em elevação nos anos seguintes, “muito por conta de pressões impostas pelo Congresso”, avalia o engenheiro florestal e especialista em agricultura e alimentação do Greenpeace, Iran Magno. (…)
Fonte: NSC Total



