Sendo contra a corrupção e abertamente de combate aos
milicianos, traficantes e facções criminosas, tinha o apoio total da opinião publica,
a grande vitima das roubalheiras e do poder e domínio dos governos paralelos.
Mas Moro é inseguro e contraditório. É difícil acreditar num personagem que
garante, "jamais farei carreira política, sou magistrado", e logo
desmente a si mesmo, mergulhando na carreira política.
Teve encontro de 2 horas com deputados dos mais diversos
partidos. Ele mesmo considerou incerto o resultado do encontro. As perguntas
foram as mais diversas, mas as respostas não agradaram. Alem do mais, está mobilizando
apoios para projetos que dependem do apoio maior; do presidente da Republica. E
não existe a menor duvida da enorme divergência entre eles, em muitos dos 14
projetos.
Personalista e ambicioso, não quer consultar ninguém.
Todos reconhecem hoje a importância, influencia e preponderância de Rodrigo
Maia. Teve 334 votos pessoais para a reeleição. O super ministro Paulo Guedes,
que domina um setor que precisa de resultados prementes e urgentes, a economia,
colou no presidente da Câmara, está satisfeitíssimo.
Não deixa um dia de consultar Maia, pessoalmente ou por
mensagens.
E recebe noticias animadoras a respeito da aprovação, principalmente
da reforma da Previdência.
Moro não procura Maia nem é procurado. Não se hostilizam
mas não se aproximam.
QUANDO BOLSONARO TERÁ ALTA?
Os médicos falaram, "no máximo 10 dias". Hoje
se completam 16. Lorenzoni, que não tem muita credibilidade, diz que ele será
liberado sexta feira. Poucos acreditam. Enquanto isso, os ministros trabalham
no que pode ser em vão.
Pois todos dependem do aval ou veto dele. E sabem disso.
O mais angustiado, é o super ministro, Paulo Guedes. Os outros são complementares.
MARIANA E BRUMADINHO E AS INDENIZAÇÕES QUE A VALE NÃO
QUER PAGAR
A Samarco subsidiária da Vale, a maior criminosa da
tragédia de Mariana, até hoje não pagou nada, nada, nada, como indenização de milhares
de pessoas. Entrou na justiça, alegando "Não temos nada com isso". Os
dirigentes da Samarco, e lógico, da Vale, sabem que os processos na justiça são
intermináveis. Agora, o presidente do STF, Dias Toffoli, num acesso de
sensatez, alertou ou advertiu os dirigentes da Vale: "Vocês não podem
entrar na justiça como fizeram em Mariana. Têm que fazer um acordo imediato de
indenização, fora da justiça."
É o que as milhares de vítimas do crime ambiental e
humano estão esperando. E a comunidade não apenas do Brasil, considera o mais aproximado
de uma recompensa. A Vale não tem problema de dinheiro ou outros recursos
financeiros. Basta constatar o seguinte: a justiça bloqueou 11 bilhões de reais
das contas da empresa, e havia essa importância em conta corrente.
A MORTE, A CONSAGRAÇÃO E A ETERNIDADE DE BOECHAT
A segunda feira foi toda de despedida, ressaltando a
grande e irreparável perda do jornalismo brasileiro. Os mais diferentes e atuantes
jornalistas exaltaram a ligação com ele. O Grupo Bandeirantes, alem da perda
humana, foi fundamente atingido na operacionalidade. Eclético, Boechat começava
ás 7 e meia da manhã na Radio Band FM, até ás "9 e pouco" como
gostava de dizer.
Durante esse tempo, quem entrasse num táxi, pelo menos no
Rio ou SP, ouvia o Boechat. A Radio FM saiu do ar, imprescindível, até ver o
que acontece.
Atração da FM, reproduzida depois na TV, os diálogos
Boechat – José Simão, críticos e engraçadíssimos. Acabaram para sempre. A Band
não merecia isso.



