EMANUEL CANCELLA -
Bolsonaro, em campanha, indicou o caminho para a oposição na Avenida Paulista: prisão ou exílio (1).
Bolsonaro, em campanha, indicou o caminho para a oposição na Avenida Paulista: prisão ou exílio (1).
Naquele momento, Bolsonaro demostrava medo da oposição por isso ameaçava.
E, na verdade, muita gente deixou o Brasil, mas não foi por medo, e começou a partir da retirada de Dilma, com o desemprego e a violência assumindo proporções nunca vistas.
Muitos foram principalmente para Portugal e os EUA. Não precisa ser do IBGE para saber que Portugal não tem emprego para essa gente toda.
Nos EUA, os imigrantes estão sendo proibidos de viver e o presidente Donald Trump, para impedir o êxodo que o próprio EUA provocou, separou milhares de filhos dos pais colocando as crianças num campo de concentração. Quarenta e nove crianças brasileiras estão nessa situação (9).
E a equipe de transição de Bolsonaro, ao invés de responder ao desafio do emprego, está mais preocupada em mudar a fórmula do cálculo do desemprego (10).
Lula, quando assumiu o país também havia medo. Como em 2002, o medo de Regina Duarte: ”Tenho medo do que o PT é capaz”. Ainda mais com a mídia projetando o caos, alardeando que teríamos desemprego em massa, e com o presidente da Fiesp dizendo, em 1989, que 800 mil empresários deixariam o Brasil (3,4). E agora Regina Duarte apoiou Bolsonaro.
Lula assumiu o Brasil, em 2003, dando uma banana para os profetas do apocalipse e levou o Brasil, pela primeira vez, ao pleno emprego (2). Reelegeu-se e saiu do seu segundo mandato com 87% de aprovação popular (6). Elegeu Dilma sua sucessora que, depois demostrando a força de seu governo, Dilma se reelegeu.
Depois tiraram Dilma, sem prova nenhuma de improbidade, e colocaram no poder Michel Temer que já vai para a 3ª denúncia de corrupção mas ninguém o tira. Muito pelo contrário, pelos serviços prestados, ainda estão articulando para Temer, ao final do governo, a chefia da embaixada da Itália (7,8).
Depois Lula foi preso sem provas, mas com convicção, num claro intuito de impedir sua candidatura que, segundo o Ibope, seria vitoriosa no primeiro turno (11,12).
Moro, que prendeu Lula favorecendo Bolsonaro, ainda vazou para a imprensa, a 6 dias da eleição, pessoalmente, a delação premiada de Antônio Palocci, mesmo essa delação estando proibida, por falta de provas, pelo MPF. O teor é de acusação contra o PT, Lula e Dilma (12).
Moro, pelos trabalhos prestados a Bolsonaro, vai ser ministro da Justiça de seu governo. E por enquanto, cala-se em relação ao escândalo da COAF que atingiu a família Bolsonaro.
Na verdade, Bolsonaro, com a família no governo, não precisa se preocupar com a oposição.
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