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Prorrogação de mandato de Aécio na presidência do PSDB é “golpe”, diz Alckmin
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reagiu com indignação à decisão da cúpula de seu partido de prorrogar o mandato do senador Aécio Neves (MG) na presidência da sigla.
Segundo assessores, Alckmin considerou a medida uma “expulsão branca” e “golpe branco”, como uma tentativa de forçá-lo a deixar o PSDB se quiser garantir a sua candidatura à Presidência em 2018.
O posto de presidenciável tucano é disputado tacitamente pelo governador paulista, de um lado, e Aécio e o ministro José Serra (Relações Exteriores), de outro.
A presidência do PSDB é decisiva na condução do processo interno de escolha do candidato. Com a prorrogação por um ano, Aécio estará no comando durante o ano pré-eleitoral.
Um aliado de Alckmin usou o termo “revolta” para descrever a reação no Palácio dos Bandeirantes.
Outro interlocutor do governador comparou a articulação àquela que tentou fazer do vereador Andrea Matarazzo, então no PSDB, hoje no PSD, candidato a prefeito de São Paulo. (informações da Folha)
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Cunha é transferido para presídio
O juiz Sérgio Moro determinou nesta sexta-feira, 16, que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja transferido da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana.
Cunha foi preso em 19 de outubro, na Operação Lava Jato, na qual é réu por, segundo o MPF, ter recebido propinas em um contrato de Petrobras.
Moro justificou a decisão devido à lotação da cadeia e as melhores condições do presídio para receber o ex-deputado. “A transferência, portanto, não é sanção, mas visa atender exclusivamente uma necessidade de abrir espaço na carceragem da Polícia Federal e a de evitar superlotação prejudicial aos presos”, diz magistrado na decisão.
No mesmo despacho, Moro negou a transferência do ex-tesoureiro do PP, Claudio Genu, que, segundo o magistrado, manifestou a intenção de colaborar com a Justiça. Na terça-feira, o juiz já havia negado a transferência do ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro. (via Brasil 247)




