Há dois anos, no dia cinco
de março, falecia Hugo Chávez, o comandante da Revolução Bolivariana,
presidente da República e líder do Partido Socialista Unificado da Venezuela.
Deixou um vazio imenso, que os líderes atuais, sob a direção do presidente
Nicolás Maduro, esforçam-se por preencher.
A
Revolução Bolivariana sempre foi atacada por inimigos internos e externos,
principalmente o imperialismo norte-americano e a oligarquia nacional. Chávez
comentava em muitas de suas alocuções e “conversatórios”, como gostava de
dizer, que no início tentaram cooptá-lo, convidando-o a reuniões e jantares na
sede do império. Logo se deram conta de que não estavam diante de um político
qualquer, mas do mais importante líder de uma revolução anti-imperialista na
América Latina, depois de Fidel Castro. Por isso, a primeira década do novo
século foi marcada por tentativas de golpes, sabotagens e até de magnicídio.
Agora, sem Chávez no comando, a Venezuela não tem tido um dia sequer de trégua,
desde que faleceu. Os imperialistas e seus aliados internos imaginaram que o
desaparecimento do comandante criaria a situação ideal oportuna para assestar
um golpe definitivo à Revolução e recuperar o poder. Contavam com o
enfraquecimento dos laços do poder com as massas populares, a divisão nas
hostes chavistas e o desgoverno. Investiram na instabilidade permanente, na
estratégia de “mudança de regime”, à moda do que ocorreu em países do Oriente
Médio e do Leste europeu, na guerra econômica, na guerra midiática, em
sabotagens de todo tipo e na ameaça de intervenção. Diz o presidente Nicolás
Maduro, com toda a propriedade, que se trata de uma estratégia e tática de
“golpe permanente”.
Faz parte dessa estratégia e tática a tentativa de isolamento diplomático da
Revolução Bolivariana, a pressão sobre as chancelarias de países amigos da
Venezuela para que condenem as ações do governo venezuelano contra os
golpistas.
O governo venezuelano tem enfrentado com êxito a contrarrevolução e segue
determinado a construir um país independente e socialista, baseado na
mobilização e unidade do povo, na elevação da sua consciência
anti-imperialista, na aliança com os povos de todo o mundo e nos países irmãos
do sistema interamericano que constituem os novos mecanismos de integração,
como a Celac e a Alba.
A Revolução Bolivariana conta sobretudo com a consciência acumulada do povo,
infundida pelos ensinamentos de Chávez, com a determinação de construir uma
República popular, democrática e soberana, um regime das massas populares e das
forças patrióticas, que atua no mundo como uma força anti-imperialista, defende
a paz e o socialismo.
É nessa medida que a Venezuela bolivariana se tornou depositária da solidariedade
das forças democráticas, patrióticas e revolucionárias. Os povos em luta veem
no exemplo desta revolução e no seu caráter anti-imperialista uma reserva moral
de coragem e dignidade, audácia e espírito de luta contra as iniquidades da
ordem mundial e do sistema capitalista, pela conquista da paz e de direitos
para os povos.
Na passagem do segundo aniversário da morte de Chávez, o povo venezuelano
continua presente ao ser chamado para defender a Revolução.



