Via Mídia Informal -
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal
Federal, autorizou nesta quinta-feira (07/08) a abertura de inquérito
para investigar o deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB), pelos crimes de corrupção passiva, evasão de divisas e
lavagem de dinheiro. A abertura da investigação foi pedida pela
Procuradoria-Geral da República no último dia 30. O inquérito já foi
enviado à Polícia Federal, encarregada das investigações.
O
inquérito foi instaurado após a ex-mulher de Bethlem, a ex-deputada
federal Vanessa Felippe, ter entregue à revista "Época" gravações em
vídeo em que o deputado admite que recebeu uma espécie de mesada da ONG
Casa Espírita Tesloo.
Em seu despacho, Gilmar Mendes autorizou
que sejam atendidos os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, e que a PF levante, por exemplo, as entradas e saídas de Bethlem
do país.
"A conversa revelaria, ainda, que o investigado (...)
teria aberto conta bancária na Suíça para depositar os recursos",
escreveu Gilmar, citando trecho da petição de Janot.
No pedido
ao STF, a PGR argumenta que a sua assessoria criminal, em investigações
preliminares, constatou que a secretaria de Assistência Social firmou em
setembro de 2011 com a Casa Espírita Tesloo convênio de R$ 9,7 milhões
para fazer um cadastro de programas sociais e que manteve vários
convênios com a prefeitura e o Estado, sendo que em alguns deles o
Tribunal de Contas do Município (TCM-RJ) encontrou irregularidades. Para
a PGR, não há dúvidas sobre a validade dos áudios produzidos por
Vanessa como forma de prova, já que eles foram feitos por um dos
interlocutores da conversa.
Janot solicitou a quebra do sigilo
bancário da ONG no período de 1 de junho de 2011 a 31 de dezembro de
2012 e que Vanessa Felippe preste depoimento. A PGR pediu também que o
STF mande a Polícia Federal informar sobre a saída de Bethlem do país
entre 1 de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2011. O procurador quer
receber, ainda, informações sobre atos constitutivos da Casa Espírita
Tesloo, autos de processo sobre o caso do TCM-RJ, cópias de convênios da
secretaria de Desenvolvimento Social com a ONG, além de todos os
contratos que a prefeitura e ONG celebraram.



