ANDRÉ BARROS -
“Maconha é obra de Deus e sua proibição, uma heresia, pois viola a
Sagrada Bíblia, já que a semente e a erva sagrada da ganja foram criadas
por Deus!”
A origem do mundo foi descrita em Gênesis, primeiro livro do Antigo
Testamento da Bíblia Sagrada. Em seis dias, o mundo foi criado por Deus
e, no sétimo dia, Ele descansou. Mas o que mais interessa à nossa causa
da maconha é o terceiro dia. O episódio da criação, por Deus, da semente
da paz, é fundamental para quebrar o discurso moralista religioso, que
viola a sagrada Bíblia em suas raízes:
“Disse também Deus: Produza a terra erva verde que dê a sua semente; e
produza árvores frutíferas que dêem fruto, segundo a sua espécie, e que
contenham a sua semente em si mesmas, para a reproduzirem sobre a
terra. E assim se fez. E produziu a terra erva verde, que dava semente
segundo a sua espécie; e produziu árvores frutíferas que continham a sua
semente em si mesmas. E viu Deus que isto era bom. E da tarde e da
manhã se fez o dia terceiro.”
Portanto, o Livro Sagrado vem sendo mundialmente violado pela
humanidade. O texto sequer necessita de interpretação, pois a mesma é
literal. Da mesma forma que a Constituição garantia o nosso evento e
tínhamos essa consciência, sabemos que o mesmo acontece com a Bíblia
Sagrada, que reconhece a criação da erva da paz por Deus.
Assim como encaminhamos uma petição à Procuradoria Geral da
República, que moveu duas ações no Supremo Tribunal Federal, o qual
declarou estar a Marcha da Maconha garantida pela Constituição Federal, a
lei máxima do nosso país, da mesma forma, podemos fazer uma petição ao
Papa para declarar que a maconha é obra de Deus e sua proibição, uma
heresia, pois viola a Sagrada Bíblia, já que a semente e a erva sagrada
da maconha foram criadas por Deus!
*André Barros é
membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e do Instituto dos
Advogados Brasileiros, advogado da Marcha da Maconha, mestre em ciências penais, além de ser nosso novo colaborador.



