HELIO FERNANDES -
Os bancos
enriquecem “milagrosamente”, não querem pagar a cidadãos roubados, conseguem “misteriosamente”
Os planos econômicos fracassados, provocaram prejuízos para milhões de pessoas.
Menos para os bancos, que ganharam fortunas. Impediram o funcionamento da
justiça, o processo ficou parado 20 anos. Quando começaram a andar, praticaram
o terrorismo: “Se tivermos que pagar, o Brasil pode quebrar”.
A mentira como fuga
Agora, também depois de longa espera o STJ (Superior
Tribunal de Justiça), se manifesta, decide mas não de forma definitiva: “Os
credores têm que ser indenizados”. Apesar de não haver decisão final, os bancos
já anunciam: “Recorremos”. De quê?
O presidente da Febraban
Veio a público, e como os torturadores do Doi-Codi, afirma:
“Cumpriamos ordens”. Afinal, a Febraban representa os bancos iria dizer o quê? Mas
a revolta, I-N-Ú-T-I-L é muito grande, excluídos naturalmente os bancos, que
não perdem nunca.
A revolta inútil
Por que usei essas duas palavras do título? Porque embora a
revolta seja geral, NINGUÉM RECEBERÁ NENHUMA INDENIZAÇÃO. Depois da decisão
final (QUANDO?) do STJ, o processo irá para o STF (Superior Tribunal Federal)
que completará o julgamento, IRRECORRÍVEL.
E novamente a pergunta: QUANDO? Nunca. O
cidadão-contribuinte-consumidor-credor não tem direito a nada, principalmente
no Supremo. Este, o mais alto Tribunal do país, parece interessado apenas num
objetivo: firmar a jurisprudência de desmentir seu passado, algumas vezes
corajosa e decidindo lucidamente. Mas não agora.
Surpresa eleitoral
suspense em Brasília
A notícia do acordo político-eleitoral, PMDB de Cabral e
Pezão, PP de Dornelles, PDT não se sabe de quem, apoiando abertamente a
candidatura de Aécio Neves. Foi retumbante. E ainda não é tudo. Vem mais gente
ou partido.
Como este repórter anunciou que o acordo oficialmente será
tornado público no dia 5, “numa churrascaria da Barra”, muitos queriam saber
onde ficava. E como revelei também, o presidente do PP, Ciro Nogueira,
enfrentará dissidência fortíssima. Esta, vindo do plano nacional para os
estaduais.
Putin igual a Hitler
O príncipe Charles pode ter exagerado na comparação. Mas não
muito. De qualquer maneira, sua fala (ainda não do trono) provocou enorme
repercussão no mundo inteiro. Se o príncipe tivesse sido comedido, Putin não
teria “sentido o golpe”, e reagido irritado como reagiu.
Hitler é irrecuperável e incomparável, não nos esqueçamos
porém de Stalin, russo como Putin. Este, principalmente como iniciante na KGB,
fez seu mestrado em violência, mentira e apresso pelo poder absoluto, numa ditadura
selvagem.
Biografias de Stalin
Enquanto esteve no Poder até morrer em 1951, a União
Soviética tinha centenas de monumentos em homenagem ao “senhor de todas as
Rússias”. Como se dizia nos tempos dos Czares e que Putin quer reviver ou
recuperar.
Putin, presidente ou Primeiro Ministro, a forma extravagante
para desrespeitar a Constituição, não pode esquecer um fato público e
conhecido. Assim que Stalin morreu, todos esses monumentos foram derrubados,
destruídos, demolidos pelo povo, que se vingou da miséria completa em que
vivia.
As biografias escritas sobre Stalin principalmente nos últimos
30 anos, mostram um carrasco, um monstro, tudo aquilo que o próprio Stalin
pretendeu esconder, sem conseguir. Putin faria muito bem se desligasse sua
imagem daquela deixada e retratada pelo homem (?) que arrasou a União
Soviética.
O massacre da Polônia
O que Putin também tem que lembrar: em 1º de setembro de
1939, quando Alemanha e União Soviética assaltaram (a palavra é essa) a
Polônia, as tropas de Stalin penetraram na Polônia usando a Ucrânia, os dois tinham
fronteiras. Hitler atravessou todo o centro da Europa, nenhum país protestou. Isso
é inesquecível.
Tailândia: generais
golpistas, “reprimem abusos de poder”
Eles são sempre assim, qualquer que seja o país. Generalizam,
tomam o Poder “para manter a ordem e a democracia”, começam por violentá-las.
Assumindo na força, usando as armas pagas pelo povo, garantem, “faremos eleição
em seis meses”. Quem acredita?
Prendem a ex-Primeira
Ministra por “abuso do Poder”
Todas as providências desses “salvadores da Pátria”,
representam o contrário do que afirmam. Não eleitos ou empossados por ninguém,
praticando a mais indiscutível violação da Constituição, começam por
repudiá-la. E repetem descarada, acintosa e vergonhosamente: "Essa Constituição
está ultrapassada, precisamos de outra”.
Super poderes contra
o povo
Centenas de pessoas estão “proibidas” de deixar a capital ou
o país, não ficam satisfeitos, impõem “toque de recolher para a população
inteira". Mesmo não andando armados, na Tailândia ou em quase todos os países,
ninguém tem dúvida. Os que tomam o poder violentando a constituição e a
população, são generais.
Rubens Paiva:
saudades e lembranças
Nada traz de volta o lutador, o amigo, o homem calmo e
pacífico, cuja ausência todos sentem. Mas pelo menos se completando, a
esperança de que alguns dos assassinos sejam punidos. E que a família lembre
dele em silêncio, com saudades, mesmo depois de 43 anos de sofrimento.
Criminosos serão julgados
O juiz Caio Márcio Guterres Taranto da 1º Vara Criminal
Federal do Rio, aceitou a denúncia do Ministério Público. E abriu processo
contra eles. São cinco, na época todos coadjuvantes, “cumprindo ordens”.
A respeitada primeira
instância
A Juíza Ana Clara e o Juiz Caio Marcio, pertencem à primeira
instância, a que menos falha. Em 1º de dezembro de 2008, quando tive que “interromper”
a circulação da Tribuna da Imprensa, escrevi: “Respeito mesmo quem merece, são
os juízes de primeira instância”. Confirmam meu julgamento.
O medo de Daniel
Dantas
Exatamente a “compreensão” do rei do colarinho branco.
Afirmou: “Só tenho medo da primeira instância, lá em cima eu resolvo”. Daniel
Dantas tem resolvido, tanto que está aí, impune, riquíssimo, comprando tudo. (E
todos?).
A verdade de 1971
Insistem em dizer, as mais diversas vezes, equivocadas: “Rubens
Paiva foi barbaramente torturado no Doi-Codi”. Esse “barbaramente torturado”,
já escrevi muitas vezes, ocorreu no Cisa, órgão da Aeronáutica, em frente ao
Santos Dumont.
Torturado nos subterrâneos desse órgão, carregado para os
jardins, com a cabeça amarrada ao cano de descarga de um carro, apavorados
quando ele visivelmente estava morrendo. Foi levado para o Doi-Codi, onde
morreu logo a seguir. Todo o resto é invenção.
Desmenti a farsa da “fuga”
Grotesca a versão que espalharam: um grupo teria atirado num
Volkswagen onde estaria o ex-deputado. Até ridicularizei esses agentes: “Rubens
um homem grande e encorpado, não caberia num “fusca” de jeito algum".
Fui o primeiro a contar tudo isso, assim que foi possível.
Para a Tribuna e este repórter não havia impossível, daí a razão do ódio e do
espírito de vingança dos assassinos.
Os que ordenavam e os que assassinavam pelo “cumprimento do
dever”. Estes morrerão na cadeia. Os que estavam acima deles, morreram impunes
e imunes. Mas não em paz e sossego.
PS- Depois da
eliminação de Wawrinka e Sinhicorl (3 e
9 no ranking), ontem a abertura também surpreendente. Na Li, a segunda do mundo
foi derrotada por uma francesa sem ranking, praticamente estreante. No terceiro
set, a chinesa amargou um 6 a 1.
PS1 – Hoje, às 10
da manhã, no programa “Redação Sportv”, ótimo André Rizek, participação especial
da grande fotógrafa, Ana Carolina Fernandes. Internacional e eclética, aos 18
anos já “cobria” a Copa do Mundo da Espanha. Uma das raras que vi de longe, sem
sair do Brasil.
PS2 – Não sei qual
é o mais arrogante, desnecessário e contraditório, Felipão ou Parreira?
Dizem: “Não temos obrigação de ganhar esta Copa. Mas somos favoritos e estamos
com “a mão na taça”. Lugar comum e afirmação incomum.
PS3 – No sábado,
dia 31, final do campeonato da NBB, criação do Oscar “mão santa”, que será
homenageado. Num equívoco, escrevi que o jogo Paulistano-São José estava
empatado em 2 a 2, logo o equívoco se transformou em realidade.
PS4 – No quinto
jogo, o Paulistano começo mal, perdia por 10 pontos. Recuperado, ganhou
brilhantemente, enfrenta o Flamengo. De toda a importância esportiva do clube,
sobraram as dívidas e a incompetência e arrogância dos novos desadministradores:
Bandeira de Mello, Wallim Vasconcellos.


