Paramilitares esperam na Colômbia entrar em ação contra o governo
venezuelano. O jornalista venezuelano José Vicente Rangel revelou que
grupos paramilitares colombianos estão na fronteira com a Venezuela a
espera do agravamento da situação para entrar em ação.
Segundo o que disse Rangel no seu
programa de televisão, 200 paramilitares estão concentrados na
localidade de Rangonvalia no Departamento norte de Sanander e prontos
para entrarem em ação.
Na verdade, o governo constitucional da
Venezuela está sendo objeto de tentativas de desestabilização pelos
mesmos setores empresariais que já desfecharam golpes de forças em
vários países latino-americanos. E sempre com o apoio dos governos
estadundenses.
Nesse sentido, vale analisar sempre o
comportamento dos setores conservadores midiáticos espalhados pela
América Latina. O discurso de um modo geral é semelhante e surge sempre
com a tentativa de convencimento de que golpistas contumazes defendem
valores democráticos, quando acontece exatamente o contrário.
Os grupos paramilitares colombianos
estão na fronteira com a Venezuela à espera de que a situação da ordem
pública se agrave no país vizinho para ingressar no seu território. A
inteligência militar venezuelana alerta sobre este perigo.
Segundo revelou numa emissão televisiva o
analista político e jornalista do programa 'Los Confidenciales', José
Vicente Rangel, na localidade de Ragonvalia, do Departamento do Norte de
Santander, "estão na atualidade concentrados aproximadamente 200
efetivos de irregulares com abundante armamento e logística".
Acrescentou, com referência a informes da inteligência militar, que a
mesma coisa ocorre em outros lugares da fronteira.
A situação no próprio território
venezuelano continua sendo alarmante. O saldo de vítimas fatais dos
sangrentos enfrentamentos que foram desencadeados contra o governo da
Venezuela em fevereiro passado subiu para 39.
No governo e no Exército venezuelano há a
visão de que as forças antirrevolucionárias na
vizinha Colômbia procuram se aproveitar desta situação e entrar em
cena. Rangel abordou também o tema da tática desestabilizadora que os
setores radicais da oposição levam a cabo e que é denominada em
Caracas como 'guarimba' (barricadas nas ruas da área mais rica da
capital, com atos violentos e franco-atiradores). O apresentador do
programa de TV lembrou que tal tática já havia sido ensaiada nos anos
2002–2003 e "agora se repete com maior organização, recursos e
logística".
"O guarimba caracteriza-se pela
agressividade, falta de escrúpulos e uso da força para promover o medo
na comunidade." Rangel alertou que o acontecido até agora é apenas a
primeira fase e está em preparação uma segunda ofensiva.
A violência paramilitar na Colômbia
Os grupos paramilitares colombianos,
de extrema-direita e apoiados pelos EUA, foram criados com o suporte e
patrocínio do exército, do governo, das classes dominantes e do
narcotráfico colombiano para promoverem guerra suja, expulsões em massa,
massacres, repressão e tortura contra os trabalhadores camponeses e as
suas organizações insurgentes, como as FARC-EP, o ELN e a União
Patriótica (UP).
O saldo da violência paramilitar na
Colômbia é de 25.000 homicídios e 3.599 desaparecimentos forçados,
segundo o que já foi admitido por paramilitares desmobilizados das
Autodefesas Unidas da Colombia (AUC) que confessaram a sua participação
nas atrocidades perpetradas pelos paramilitares em todo o país.
*Texto de Mario Augusto Jakobskind.



