4.4.14

PARAMILITARES COLOMBIANOS PREPARAM ATAQUE A VENEZUELA

Via Rede Democrática -

Paramilitares esperam na Colômbia entrar em ação contra o governo venezuelano. O jornalista venezuelano José Vicente Rangel revelou que grupos paramilitares colombianos estão na fronteira com a Venezuela a espera do agravamento da situação para entrar em ação.

Segundo o que disse Rangel no seu programa de televisão, 200 paramilitares estão concentrados na localidade de Rangonvalia no Departamento norte de Sanander e prontos para entrarem em ação.

Na verdade, o governo constitucional da Venezuela está sendo objeto de tentativas de desestabilização pelos mesmos setores empresariais que já desfecharam golpes de forças em vários países latino-americanos. E sempre com o apoio dos governos estadundenses.

Nesse sentido, vale analisar sempre o comportamento dos setores conservadores midiáticos espalhados pela América Latina. O discurso de um modo geral é semelhante e surge sempre com a tentativa de convencimento de que golpistas contumazes defendem valores democráticos, quando acontece exatamente o contrário.

Os grupos paramilitares colombianos estão na fronteira com a Venezuela à espera de que a situação da ordem pública se agrave no país vizinho para ingressar no seu território. A inteligência militar venezuelana alerta sobre este perigo. 
 
Segundo revelou numa emissão televisiva o analista político e jornalista do programa 'Los Confidenciales', José Vicente Rangel, na localidade de Ragonvalia, do Departamento do Norte de Santander, "estão na atualidade concentrados aproximadamente 200 efetivos de irregulares com abundante armamento e logística". Acrescentou, com referência a informes da inteligência militar, que a mesma coisa ocorre em outros lugares da fronteira.

A situação no próprio território venezuelano continua sendo alarmante. O saldo de vítimas fatais dos sangrentos enfrentamentos que foram desencadeados contra o governo da Venezuela em fevereiro passado subiu para 39.

No governo e no Exército venezuelano há a visão de que as forças antirrevolucionárias na vizinha Colômbia procuram se aproveitar desta situação e entrar em cena. Rangel abordou também o tema da tática desestabilizadora que os setores radicais da oposição levam a cabo e que é denominada em Caracas como 'guarimba' (barricadas nas ruas da área mais rica da capital, com atos violentos e franco-atiradores). O apresentador do programa de TV lembrou que tal tática já havia sido ensaiada nos anos 2002–2003 e "agora se repete com maior organização, recursos e logística". 

"O guarimba caracteriza-se pela agressividade, falta de escrúpulos e uso da força para promover o medo na comunidade." Rangel alertou que o acontecido até agora é apenas a primeira fase e está em preparação uma segunda ofensiva.

A violência paramilitar na Colômbia


Os grupos paramilitares colombianos, de extrema-direita e apoiados pelos EUA, foram criados com o suporte e patrocínio do exército, do governo, das classes dominantes e do narcotráfico colombiano para promoverem guerra suja, expulsões em massa, massacres, repressão e tortura contra os trabalhadores camponeses e as suas organizações insurgentes, como as FARC-EP, o ELN e a União Patriótica (UP).

O saldo da violência paramilitar na Colômbia é de 25.000 homicídios e 3.599 desaparecimentos forçados, segundo o que já foi admitido por paramilitares desmobilizados das Autodefesas Unidas da Colombia (AUC) que confessaram a sua participação nas atrocidades perpetradas pelos paramilitares em todo o país.

*Texto de Mario Augusto Jakobskind.