HELIO
FERNANDES –
Pagou uma página inteira em pleno carnaval. Palavras
quase cabalísticas, amontoadas, sem explicação. O público não LÊ esse tipo de
publicidade, em jornal. Não VÊ essa forma de publicidade, na televisão. Não
OUVE essa tentativa de publicidade, em rádio.
Se tivessem realizado o objetivo de ser lido, visto,
ouvido, ainda assim não adiantaria nada. Ninguém entenderia. A comunidade,
principalmente os que estão perdendo dinheiro desde 2007, quer resultado. Isso,
na Petrobras “desadministrada”, parece cada vez mais difícil.
“2014
será o ano da Petrobras”
Isso foi dito pela “desadministradora” maior, acima da
análise, avaliação, comparação, até mesmo da Presidente da República. Que a
partir da conquista (?) do primeiro mandato, começou e continua trabalhando
pelo segundo.
Agora,
todos ATACAM a grande empresa, nem ela se DEFENDE
PMDB e PT, ou melhor, Temer, Renan, Eunício, Braga,
Jucá, (o vice e os “lideres” do Senado) dão aval antecipado a Eduardo Cunha. Só
fizeram uma exigência, colocaram uma condicional: “Precisavam atingir a
Petrobras”.
Abandonaram a CPI, demorada, complicada, podendo ser
tumultuada, criaram a Comissão externa para ir à Holanda. É só comprar a
passagem e “investigar”.
As
ações cada vez valem menos
A poderosa (?) Dona Graça, logo no início do ano,
afirmou sem qualquer prova: “Este 2014, será o da valorização das ações, e
recuperação dos prejuízos vultosos, desde 2008”. Contestei 24 horas depois, que
as ações há 6 anos estavam em 53 reais. Agora desceram a 11 e pouco, o mais
baixo, fica “rondando os dois dígitos”, como haverá recuperação?
Dona
Graça CONVIDADA
As revistas fofoqueiras de intrigas financeiras, Fortune
e Forbes, já colocaram Dona Foster, “como a mulher mais poderosa e importante
do Brasil”. Dona Dilma não gostou, e com razão. Se ela pode demitir a
presidente da Petrobras, “a mais importante é ela”.
Parlamentares
não esqueceram
Querendo diminuir a empresa, e fazer “média velada” com
Dona Dilma, CONVIDARAM Dona Graça. Podiam incluí-la na lista de CONVOCADOS,
isso era muito óbvio e sem sutileza. Queriam colocá-la nos trilhos da SuperVia,
ou seja descarrilada.
Dona Graça percebeu que se não atendesse o CONVITE
teria que ir CONVOCADA, já disse a Dona Dilma, “vou imediatamente, não tenho o
que esconder”. Dona Dilma não disse nada, mas adorou. (Não vai sair da
televisão, com Dona Graça “imprensada e emparedada”). Amizade é isso.
O
comportamento de Dona Dilma
Por que age dessa forma? Elementar. Transforma tudo em
votos para a reeleição de outubro. Considera que nenhum desses episódios tira
votos dela. Ao contrário, acredita que acrescenta. Diante da fragilidade dos
“adversários”, é impossível negar: está com a razão.
Dona
Marina, “aprendendo” com o parceiro governador
Foi senadora por oito (8) anos, ninguém lembra de um
aparte, discurso, projeto apresentado por ela. Ministra do Meio Ambiente, os
“verdes” não avançaram milímetros no caminho ou na direção do objetivo, que
estava implícito e explícito na identidade do partido. A aliança com Eduardo
Campos era tão extravagante, absurda, descaracterizada antes e depois de
anunciada, que mesmo os políticos mais notórios, notificados da união, não
acreditaram.
Marina-Campos,
a dupla quem-quem
Parecia o Duque de Caxias. Já velho e sem ouvir nada.
Soube da composição do novo ministério, de viva voz, por ordem do próprio
Imperador. Tinha tanta gente desconhecida, que a cada nome, perguntava: “Quem?
Quem?”.
Ficou na História, como o “ministério quem-quem”. Dona
Marina e Campos, juntos, a dupla quem-quem, que nem as pesquisas registram.
Campos não chega aos dois dígitos. A ex-senadora e ex-Ministra, vem a público
falar: “Eu e Campos não vamos compactuar com coisas ruins. Vamos apoiar as
coisas boas para o Brasil”.
Dilma e Campos nem precisam cobrar nada. Estão usando o
maior lugar comum, pronunciado.
Presidenciável
sem presidência
Eduardo Campos abriu a campanha eleitoral, um ano antes
de outubro deste 2014, declarando a Dona Dilma, que estava ao seu lado:
“Confidencialmente vou lhe dizer, sou candidato ao Planalto em 2014”. Estávamos
em 2013.
Era tão ligado a Dona Dilma, servo, submisso e
subserviente, que a audácia mas também a intimidade permitiram o pedido: “Isso
é sigiloso, fica entre nós dois”. No mesmo dia Dona Dilma revelou (agora se
diz, “vazou”) tudo aos órgãos de comunicação. Tinha todo o direito.
De
aliado a contestador
O governador de Pernambuco não “acusou o golpe” (que
palavra), permaneceu apoiando o governo, ocupando e se aproveitando dos cargos.
Acredita que absorveu Dona Marina, rompeu com Dona Dilma. Sem o menor
constrangimento, fixou a base do seu oportunismo: “O Brasil precisa do novo”. Precisa
mesmo.
Mas dele e dos apaniguados, ex-aliados, saem os maiores
retrocessos. Nenhum plano, projeto, promessa de campanha. Campos chama de NOVO:
Ele mesmo, Marina, Aécio. De novo porque
disputam a presidência pela primeira vez? Se é que confirmarão a ambição, a
obsessão, a obstinação, mesmo ou principalmente sem votos.
Campos
repetindo e copiando este repórter
Já tenho dito e repetido várias vezes, com total
sinceridade e isenção: “O Brasil não aguenta mais 4 anos do PT e Dona Dilma.
Mas o que esperar de suposto governo de Campos, Marina ou Aécio?”.
O governador, sem projeto e sem convicção, repete as
três primeiras linhas do meu desalento, mas esconde o também desalento do
repórter.
PS -
Batista Filho, não vou mentir para você e dezenas de milhares de pessoas. Tenho
todas as restrições, suspeições, resistência em acreditar nessa chamada
democracia. Mas se nega-la, automaticamente estarei dando “voto de confiança” (nada
com o parlamentarismo) à ditadura. Qualquer que seja sua origem.
PS2 –
Assim, desculpem, prefiro ficar com Churchill: “A democracia é o pior dos
governos. Excetuados naturalmente todos os outros”.
PS3 –
Mudando de tom e da duplicidade de escolha, democracia-ditadura, posso citar Mitterrand
sem o menor constrangimento. Embora sabendo que ficarei sujeito a “raios e
tempestades”, criticas e mais criticas.
PS4 –
Mitterrand era Socialista com S maiúsculo. Foi presidente da França, 14 anos
seguidos. 1981 a 88, esse 88 a 1995. Quando se preparava para o terceiro
mandato certo e garantido, veio o câncer, praticamente invencível.
PS5 –
Dizia sempre: “Tenho horror a esses líderes comunistas. Jamais fui a Moscou,
eles nunca foram convidados. Vinham aqui, conversavam com o Primeiro Ministro,
diplomacia”.
PS6 –
E não se cansava de esclarecer: “Jamais falei ou vou falar com um ditador como
Stalin”.
PS7 –
O povo da União Soviética tinha a mesma opinião. Dezenas de biografias revelam
a vida pessoal e pública desse carrasco. Dominou a Revolução desde 1929, quando
Lenin estava morto há 5 anos, e Trotsky finalmente expulso.
PS8 –
Depois do assassinato de Zinoviev e Kamenev, “perigosos”, lutavam pelo povo.
Milhares de outros, não tão ameaçadores, foram mandados para a Sibéria.
PS9 –
A partir desse 1929 até 1951, quando morreu, 22 anos de crueldade, Stalin tão
desumano e insensível quanto Hitler. Era outro carrasco da sua geração, Hitler
também tomou o Poder, como Socialista.
PS10 –
Igual a Mussolini, que nunca teve tanto poder e autoridade. Mas invadiu Roma,
(em 1922, como dono de um jornal Socialista, “Il Popolo di Roma”). Em 1945,
acabou pendurado num varal de secar roupa.
PS11 –
Stalin morreu de “morte natural”, embora surgissem rumores e até indícios
diferentes. De qualquer maneira, era tão odiado, que destruíram tudo que
lembrasse seu nome, sua passagem pela União Soviética. Os monumentos, centenas,
totalmente destruídos.
PS12 – Em 1951, eu era diretor da revista Manchete,
coloquei Stalin na capa. O profissionalismo jornalístico acima de tudo. Em
1952, Eisenhower se elegeu presidente dos EUA, também ganhou capa.


