JOSÉ CARLOS WERNECK -
Marina Silva afirmou nesta segunda-feira, que presidente Dilma Rousseff
está refém de uma estratégia que não tem mais como ser colocada em prática na
política brasileira: a governabilidade baseada na distribuição de cargos.
Para a ex-senadora, que nesta eleição, está aliada ao governador Eduardo
Campos, de Pernambuco, é preciso fazer uma mudança profunda no campo da
governabilidade do País, com base em ideais e propostas.
Ao comentar a atual crise, ela ironizou o Governo, dizendo que não
adianta criar mais de trinta ministérios e distribuir cargos, porque isso não
resolve o problema de compor uma maioria no Parlamento. "As alianças devem
contemplar propostas e não cargos", frisou. "Eu e Eduardo não vamos
compactuar com nenhum tipo de chantagem dentro do Congresso Nacional, vamos
apoiar as coisas boas para o País sem que a governabilidade esteja em
risco." A ex-senadora, que em 2010 disputou a Presidência da República,
afirmou que naquele pleito já dizia que, se ganhasse as eleições, iria governar
com as pessoas de bem de todos os partidos, incluindo o PMDB. "As
conversas devem ser feitas nessa base, com homens e mulheres de bem."
Jânio Quadros e Fernando Collor, por acharem que conseguiriam governar
sem maioria, no Congresso, não completaram seus mandatos, apesar de ampla
vitória nas urnas.
Sem uma séria e profunda Reforma Política a ideia de Marina Silva, apesar de corretíssima, é totalmente inviável no Brasil atual. E essa tão propalada Reforma,que tem o "apoio" unânime dos nossos políticos, paradoxalmente não sai do papel! E imaginem que essas mudanças para serem postas em prática só dependem de nossos deputados e senadores!
Sem uma séria e profunda Reforma Política a ideia de Marina Silva, apesar de corretíssima, é totalmente inviável no Brasil atual. E essa tão propalada Reforma,que tem o "apoio" unânime dos nossos políticos, paradoxalmente não sai do papel! E imaginem que essas mudanças para serem postas em prática só dependem de nossos deputados e senadores!



