7.3.14

IMPASSE COM PT FOI NO ‘CALOR DO CARNAVAL’, DIZ PRESIDENTE DO PMDB

JOSÉ CARLOS WERNECK -


Foi tudo uma brincadeirinha, uma alegoria, uma pegadinha. Afinal o Brasil é o País do Carnaval!

O PT precisa do PMDB, para ganhar a eleição presidencial e o PMDB, prefere continuar "amigo do Rei”, neste caso da Rainha, o que é muito mais cômodo e menos arriscado do que lançar um candidato próprio, ou arriscar-se em apoiar, alguém que não disponha da “máquina".

Depois de conversar com o ministro-chefe da Casa Civil, Aluízio Mercadante, o senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB declarou que as divergências ente PT e PMDB vão passar e aposta nas alianças regionais para solucionar crise com o governo Dilma e uma nova reunião deve ocorrer neste domingo.

O encontro entre os dois, foi esta manhã, no Palácio do Planalto. A conversa ocorreu em meio à troca de acusações entre PT e PMDB. Após o encontro, Raupp se mostrou confiante de que as divergências de seu partido com o Governo sejam resolvidas até o início da próxima semana, mas não indicou saídas concretas. Disse que uma nova reunião deve ser no domingo, com a presença de Dilma Rousseff.

Valdir Raupp, minimizou as desavenças: "Foi no calor do carnaval do Rio de Janeiro que saíram essas trocas de acusações. O carnaval já passou e isso aí deve passar também".  Sobre o risco de o problema, que começou na Câmara, chegar ao Senado, afirmou que sempre houve insatisfação entre os peemedebistas da Casa. "Um partido do tamanho do PMDB vocês sabem que sempre teve divergências em alguns setores da bancada do Senado, mas não tão forte como pode de repente ocorrer. É isso que a gente tem que evitar".

Nessa quinta, o presidente do PT, Rui Falcão, chegou a dizer que o PMDB precisa definir se é oposição ou situação e avisou que não aceitará "ultimatos". A afirmação foi em resposta ao líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha do Rio de Janeiro, que defendeu o fim da aliança com o PT.

Hoje, Raupp avaliou que as alianças regionais são um ponto chave na discussão. "Se avançarmos um pouco mais nas alianças regionais, já começa a distensionar a crise". Para ele, a definição em alguns Estados pode evitar que seja feita a antecipação de uma convenção partidária que avaliaria o rompimento da aliança com o governo Dilma.

Sobre a solução do problema, Raupp disse que se avistou, nessa quinta-feira, com o ex-presidente Lula e que vai continuar participando de reuniões com o Governo. Admitiu, que uma reunião, deve ocorrer no Palácio da Alvorada, neste domingo. Além dele,estarão, presentes , a presidente Dilma, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros do PMDB de Alagoas  e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves,do PMDB do Rio Grande do Norte.


Enfim, o PT não quer, de jeito nenhum, perder o imprescindível apoio do PMDB, sem o qual não chegará ao Palácio do Planalto em 2014!