5.3.14

GREVE É DIREITO CONSTITUCIONAL, MAS “ESTADO AUTORITÁRIO DE DIREITO” AVANÇA! RECURSOS “INVESTIDOS” DEVEM ESCONDER FORMA REFINADA DE MENSALÃO. PIZZOLATO VOLTARÁ? MISSA E FOGUETÓRIO PELO GOLPE DE 64

DANIEL MAZOLA –

O carnaval de 2014 entrou para história dos carnavais da cidade, não só pelo “carnalirismo e carnavandalismo”, irreverência e desobediência dos blocos do #OcupaCarnaval! O que mais marcou foi a conscientização dos garis, ou parte deles, principalmente estimulados pelas jornadas de junho. Os trabalhadores da limpeza, vivem sob constantes ameaças de demissão, principalmente os funcionários que pensam em fazer GREVE.

Agora, centenas perderam o medo, mesmo ameaçados decidiram se auto-organizar e puxaram uma greve em meio ao carnaval. Mas cadê o sindicato que deveria está ao lado dos trabalhadores nesse momento importante? Nada, o #SidicatoVendido está ao lado do prefeito autoritário-pinóquio-carreirista, o mesmo que vai a TV Globo e afins, dizer que manifestação tem que ser pacífica.

Pois bem, os GARIS foram às ruas pacíficos, foram denunciar o que está acontecendo com eles, mas mesmo assim o “estado autoritário de direito”, através das ordens do prefeito e do ditador Cabralzinho, mandaram a Tropa de Choque lançar gás lacrimogêneo nos trabalhadores que acompanhados de suas famílias, tiveram que aguentar a truculência a mando dos desgovernos.

Os garis afirmaram não ter fechado qualquer acordo, e que o sindicato não os representa. O grupo grevista pede a elevação do piso de R$ 874 para R$ 1.224,70, além do índice de insalubridade, do aumento do vale-refeição para R$ 20, e o retorno das gratificações de triênio, licença-prêmio, entre outros benefícios, que eles alegam terem perdido.

O Pinóquio-carreirista acenou com aumento pífio de 9%. Ridículo, irrisório, humilhante, indecente, indigno da importância do trabalho. Sujeira não é o entulho que se acumulou nas ruas em pleno carnaval carioca. É a falta de respeito que muitos cultivam, dia após dia, com uma das mais essenciais profissões do mundo.

Demissão é injusta

O “Estado Autoritário de Direito”, avança! Os 300 garis que puxaram a greve foram convocados à sede da empresa para serem demitidos. "Justificativa" dos desadministradores: "os garis já tiveram 50% de ganho real nos últimos cinco anos". E reafirmando o caráter autoritário desse estado, "a greve foi considerada ilegal e abusiva pela Justiça do Trabalho".

Absurdo, demitem os funcionários que realizaram a greve para exigir melhores condições de trabalho e salário. O prefeito radicalizou. A greve é um direito extensivo a todos os trabalhadores, inclusive aos funcionários públicos. Veja o documento da demissão, abaixo, assinado pelo presidente da Comlurb.


Cabe aos trabalhadores decidirem quando e porque a usarão como instrumento de pressão para que os patrões ou os governos atendam às suas reivindicações. Por esta razão, ninguém pode ser punido por realizá-la, mesmo que esteja em estágio probatório, no caso dos servidores municipais.

A greve é a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, da prestação de serviços ao empregador. Este direito é garantido pela Constituição Federal, em seu artigo 9º: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.

REGULAMENTAÇÃO DA GREVE. A Lei Federal nº 7.783/89 regulamenta o direito de greve. Segundo o artigo 6º, os empregadores não podem, em hipótese alguma, constranger o empregado para que ele volte ao trabalho ou impedir a divulgação do movimento. Em seu artigo 7º, a mesma lei diz que é vedada a rescisão de contrato de trabalho, bem como a contratação de trabalhadores
substitutos, durante o período de greve.

A luta por dignidade não deve acabar! E como as autoridades lidam com isso? Na base do gás lacrimogêneo. Até quando? “Amanhã, vai ser maior!”.

Outro mensalão?

US$ 6 bilhões em créditos públicos aos governos de Angola e Cuba, esse é o valor que o Brasil já torrou com parceiros de empresas e pessoas ligadas ao governo petista. Tais empréstimos, através de acordos secretos, agora são questionados por uma ação promovida pela falsa oposição desacreditada (PSDB), no Supremo Tribunal Federal. A operação também já é alvo do pente fino da espionagem (ilegal ou não) norte-americana, amplamente divulgada pela imprensa.

Os recursos investidos nesses países beneficiados através do BNDES podem estar promovendo uma forma refinada de mensalão. As transnacionais brasileiras, beneficiadas lá fora com a grana secreta da corrupção, fazem o chamado "draw back", às escondidas, de uma polpuda comissão do dinheiro desviado para os esquemas da cúpula do Partido dos Trabalhadores.

A dinheirama desviada das negociatas pode ser distribuída das mais variadas formas. Diretamente lá fora, em negócios que o PT tem nos países beneficiados. Em algumas situações, como no caso de Angola, as comissões de corrupção são pagas com um ativo de fácil negociação no mercado internacional: diamantes. O risco que os corruptos correm é serem identificados na hora de vender as joias, geralmente negociadas em Amsterdã e Antuérpia.

Contas secretas mantidas pelos beneficiados diretos, por "laranjas" ou pelas empresas envolvidas em paraísos fiscais (o que é uma operação rastreável e de alto risco). Essa pode ser a outra forma de distribuição do dinheiro da corrupção também diretamente. Neste caso, a grana volta ao Brasil, lavadinha, disfarçada de "investimentos estrangeiros diretos". Quando é internalizado no País, o mensalão é redistribuído aos esquemas reeleitorais e de politicagem.

Pizzolato voltará?

Partiu do Ministério da Justiça, garante o Itamaraty, o pedido formalizado anteontem ao governo italiano, para a extradição de Henrique Pizzolato.

Condenado a 12 anos e sete meses de prisão, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, como sabemos, responde a processo na Itália por substituição de pessoa, falso testemunho a um oficial público e falsidade ideológica.

Já adiantei que Pizzolato tem medo de ser morto se retornar ao Brasil. Ele tem dupla cidadania, italiana e brasileira, o que pode permitir que jamais volte para cá.

Não há prazo para a Justiça italiana analisar a extradição do ilustre mensaleiro, que teria um grande patrimônio na Europa, entre imóveis e depósitos bancários.

Foguetório e missa pelo golpe de 64

Lamentável! Vem aí uma ruidosa saudação (militares na reserva organizarão) para celebrar os 50 anos do “movimento de 31 de março de 1964”. Que na verdade ocorreu no dia da mentira, 1º de abril. Caiu como uma luva, coincidência?

Essa “gente” promete uma salva de foguetes, partindo das residências (?), pontualmente às 20 horas, durante 10 minutos. Só vendo!

Segundo os saudosistas da abominável ditadura, (que detinham o controle das tropas, dos aparelhos e técnicas de tortura, das “casas da morte”, os arsenais de guerra e o Exército) “a intenção é prestar um culto à memória daqueles 120 civis e militares que foram assassinados e outros tantos feridos em consequência da guerrilha urbana e rural iniciada e desenvolvida pelo “terrorismo comunista” das décadas de 60 e 70 no Brasil”.

O saudosista General Valmir Fonseca Azevedo Pereira, convida para missa em sufrágio das almas dos que tombaram na luta armada. O ato religioso será realizado dia 31 março, na Paróquia São Camilo de Lellis, em Brasília. Quantos comparecerão?

I Congresso dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
1964-2014: Liberdade e direitos nos 50 anos do golpe civil-militar
14 e 15 de março de 2014 

Ditadura e democracia. Máquina de escrever e computador. Enciclopédia e Google. Jornais e tablets. Censura institucional e autocensura. Foram muitas as mudanças no modo de fazer jornalismo entre 1964 e 2014.
A situação da liberdade e dos direitos nos últimos 50 anos dará o tom das discussões do I Congresso dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, que acontece nos dias 14 e 15 de março no auditório do Sindicato, que fica na Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, no Centro do Rio.
Além dos debates, o encontro discutirá as teses que vão guiar o Congresso Nacional dos Jornalistas, em abril, em Maceió, e elegerá os cinco delegados que representarão os cariocas. Colegas participem!
Sindicalizados em dia: R$ 10
Sindicalizados com mensalidades em atraso: R$ 20
Jornalistas não sindicalizados: R$ 30
Estudantes pré-sindicalizados: gratuito
Estudantes não sindicalizados: R$ 5
A inscrição pode ser paga na sede do sindicato, das 9h às 17h, ou por depósito bancário (Banco do Brasil / agência 2975-0 conta corrente 10.5015-X. O comprovante do depósito deve ser encaminhado para informe-sjpmrj@jornalistas.org.br).