DANIEL
MAZOLA –
O carnaval de 2014 entrou
para história dos carnavais da cidade, não só pelo “carnalirismo e carnavandalismo”,
irreverência e desobediência dos blocos do #OcupaCarnaval! O que mais marcou foi a conscientização dos garis, ou
parte deles, principalmente estimulados pelas jornadas de junho. Os
trabalhadores da limpeza, vivem sob constantes ameaças de demissão, principalmente os funcionários que pensam em fazer GREVE.
Agora, centenas perderam o medo, mesmo ameaçados decidiram
se auto-organizar e puxaram uma greve em meio ao carnaval. Mas cadê
o sindicato que deveria está ao lado dos trabalhadores nesse momento importante? Nada, o #SidicatoVendido está ao lado do prefeito
autoritário-pinóquio-carreirista, o mesmo que vai a TV Globo e afins, dizer que manifestação tem que
ser pacífica.
Pois bem, os GARIS foram às ruas pacíficos, foram denunciar o
que está acontecendo com eles, mas mesmo assim o “estado autoritário de direito”,
através das ordens do prefeito e do ditador Cabralzinho, mandaram a Tropa de
Choque lançar gás lacrimogêneo nos trabalhadores que acompanhados de suas
famílias, tiveram que aguentar a truculência a mando dos desgovernos.
Os garis afirmaram não ter fechado qualquer acordo, e que o sindicato não os representa. O grupo grevista pede a elevação do piso de R$ 874 para R$ 1.224,70, além do índice de insalubridade, do aumento do vale-refeição para R$ 20, e o retorno das gratificações de triênio, licença-prêmio, entre outros benefícios, que eles alegam terem perdido.
O
Pinóquio-carreirista acenou com aumento pífio de 9%. Ridículo, irrisório, humilhante,
indecente, indigno da importância do trabalho. Sujeira não é o entulho que se acumulou nas ruas em
pleno carnaval carioca. É a falta de respeito que muitos cultivam, dia após dia,
com uma das mais essenciais profissões do mundo.
Demissão é injusta
O “Estado Autoritário de Direito”, avança! Os 300 garis que puxaram a
greve foram convocados à sede da empresa para serem demitidos. "Justificativa" dos desadministradores: "os garis já
tiveram 50% de ganho real nos últimos cinco anos". E reafirmando o caráter
autoritário desse estado, "a greve foi considerada ilegal e abusiva pela Justiça do Trabalho".
Absurdo,
demitem os funcionários que realizaram a greve para exigir melhores condições
de trabalho e salário. O prefeito radicalizou. A greve é um direito extensivo a
todos os trabalhadores, inclusive aos funcionários públicos. Veja o documento da demissão, abaixo, assinado pelo presidente da Comlurb.
Cabe aos trabalhadores decidirem
quando e porque a usarão como instrumento de pressão para que os patrões ou os
governos atendam às suas reivindicações. Por esta razão, ninguém pode ser
punido por realizá-la, mesmo que esteja em estágio probatório, no caso dos
servidores municipais.
A greve é a
suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, da prestação de serviços ao empregador. Este
direito é garantido pela Constituição
Federal, em seu artigo 9º: “É assegurado o direito de greve, competindo aos
trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses
que devam por meio dele defender”.
REGULAMENTAÇÃO DA GREVE. A Lei Federal nº 7.783/89 regulamenta o direito de greve.
Segundo o artigo 6º, os empregadores não podem, em
hipótese alguma, constranger o empregado para que ele volte ao trabalho ou
impedir a divulgação do movimento. Em seu
artigo 7º, a mesma lei diz que é vedada a rescisão de contrato de trabalho, bem como a contratação de
trabalhadores
substitutos, durante o período de greve.
substitutos, durante o período de greve.
A luta por dignidade não deve
acabar! E como as autoridades lidam com isso? Na base do gás lacrimogêneo.
Até quando? “Amanhã, vai ser maior!”.
Outro mensalão?
US$ 6 bilhões em créditos públicos aos governos de
Angola e Cuba, esse é o valor que o Brasil já torrou com parceiros de empresas
e pessoas ligadas ao governo petista. Tais empréstimos, através de acordos
secretos, agora são questionados por uma ação promovida pela falsa oposição desacreditada
(PSDB), no Supremo Tribunal Federal. A operação também já é alvo do pente fino
da espionagem (ilegal ou não) norte-americana, amplamente divulgada pela
imprensa.
Os recursos investidos nesses países beneficiados através
do BNDES podem estar promovendo uma forma refinada de mensalão. As
transnacionais brasileiras, beneficiadas lá fora com a grana secreta da
corrupção, fazem o chamado "draw back", às escondidas, de uma polpuda
comissão do dinheiro desviado para os esquemas da cúpula do Partido dos
Trabalhadores.
A dinheirama desviada das negociatas pode ser
distribuída das mais variadas formas. Diretamente lá fora, em negócios que o PT
tem nos países beneficiados. Em algumas situações, como no caso de Angola, as
comissões de corrupção são pagas com um ativo de fácil negociação no mercado
internacional: diamantes. O risco que os corruptos correm é serem identificados
na hora de vender as joias, geralmente negociadas em Amsterdã e Antuérpia.
Contas secretas mantidas pelos beneficiados
diretos, por "laranjas" ou pelas empresas envolvidas em paraísos
fiscais (o que é uma operação rastreável e de alto risco). Essa pode ser a
outra forma de distribuição do dinheiro da corrupção também diretamente. Neste
caso, a grana volta ao Brasil, lavadinha, disfarçada de "investimentos
estrangeiros diretos". Quando é internalizado no País, o mensalão é
redistribuído aos esquemas reeleitorais e de politicagem.
Pizzolato voltará?
Partiu do Ministério da Justiça, garante o Itamaraty,
o pedido formalizado anteontem ao governo italiano, para a extradição de
Henrique Pizzolato.
Condenado a 12 anos e sete meses de prisão, o ex-diretor
de Marketing do Banco do Brasil, como sabemos, responde a processo na Itália
por substituição de pessoa, falso testemunho a um oficial público e falsidade
ideológica.
Já adiantei que Pizzolato tem medo de ser morto se
retornar ao Brasil. Ele tem dupla cidadania, italiana e brasileira, o que pode
permitir que jamais volte para cá.
Não há prazo para a Justiça italiana analisar a extradição
do ilustre mensaleiro, que teria um grande patrimônio na Europa, entre imóveis
e depósitos bancários.
Foguetório e missa pelo golpe de 64
Lamentável! Vem aí uma ruidosa saudação (militares
na reserva organizarão) para celebrar os 50 anos do “movimento de 31 de março
de 1964”. Que na verdade ocorreu no dia da mentira, 1º de abril. Caiu como uma
luva, coincidência?
Essa “gente” promete uma salva de foguetes,
partindo das residências (?), pontualmente às 20 horas, durante 10
minutos. Só vendo!
Segundo os saudosistas da abominável ditadura, (que
detinham o controle das tropas, dos aparelhos e técnicas de tortura, das “casas
da morte”, os arsenais de guerra e o Exército) “a intenção é prestar um culto à
memória daqueles 120 civis e militares que foram assassinados e outros tantos feridos
em consequência da guerrilha urbana e rural iniciada e desenvolvida pelo “terrorismo
comunista” das décadas de 60 e 70 no Brasil”.
O saudosista General Valmir Fonseca Azevedo Pereira,
convida para missa em sufrágio das almas dos que tombaram na luta armada. O
ato religioso será realizado dia 31 março, na Paróquia São Camilo de Lellis, em
Brasília. Quantos comparecerão?
I Congresso dos
Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
1964-2014: Liberdade
e direitos nos 50 anos do golpe civil-militar
14 e 15 de março de
2014
Ditadura
e democracia. Máquina de escrever e computador. Enciclopédia e Google. Jornais
e tablets. Censura institucional e autocensura. Foram muitas as mudanças no
modo de fazer jornalismo entre 1964 e 2014.
A
situação da liberdade e dos direitos nos últimos 50 anos dará o tom das
discussões do I Congresso dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de
Janeiro, que acontece nos dias 14 e 15 de março no auditório do Sindicato, que
fica na Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, no Centro do Rio.
Além dos
debates, o encontro discutirá as teses que vão guiar o Congresso Nacional dos
Jornalistas, em abril, em Maceió, e elegerá os cinco delegados que
representarão os cariocas. Colegas participem!
Inscreva-se
em http://bit.ly/seinscrevenocongresso
Sindicalizados
em dia: R$ 10
Sindicalizados
com mensalidades em atraso: R$ 20
Jornalistas
não sindicalizados: R$ 30
Estudantes
pré-sindicalizados: gratuito
Estudantes
não sindicalizados: R$ 5
A
inscrição pode ser paga na sede do sindicato, das 9h às 17h, ou por depósito
bancário (Banco do Brasil / agência 2975-0 conta corrente 10.5015-X. O
comprovante do depósito deve ser encaminhado para
informe-sjpmrj@jornalistas.org.br).




