A presidente do Sindicato dos Jornalistas
do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), Paula Máiran, anunciou a criação de
uma campanha com o objetivo de ampliar os procedimentos de segurança e proteção
dos jornalistas. Ela defende a criação de um canal de diálogo com os
funcionários sobre a importância das medidas para os profissionais de imprensa
que atuam na rua. Os mais vulneráveis.
Na
verdade, a ficha começou a cair para muitos profissionais de imprensa após
a
morte do repórter cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atingido
na cabeça por um rojão, no dia 6 de fevereiro, quando registrava imagens de uma
manifestação contra o aumentos das tarifas de ônibus, realizada no centro da
cidade. Assim como todos os profissionais da “grande” mídia, Santiago não recebia os equipamentos de segurança necessários e acumulava a
função, diariamente, como motorista do veículo da emissora.
Denúncias contra a Band
O Ministério
Público do Trabalho do Rio de Janeiro, a partir de uma denúncia apresentada
pelo SJPMRJ, está investigando a TV Bandeirantes sobre as más condições de
trabalho na emissora. A empresa prestou esclarecimentos aos procuradores na semana
passada.
A empresa da
família Saad, negou quaisquer irregularidades trabalhistas em suas redações, e
afirmou que é rigorosa com o banco de horas, que não obriga estagiário a
trabalhar como jornalista profissional. Essa foi outra denúncia encaminhada ao
Sindicato. Isso além das questões de segurança, claro. Insustentável e
irresponsável. Caso o cinegrafista estivesse protegido, estaria trabalhando e
no convívio da família.
A Band disse que está disposta a rever a
política de treinamento em segurança para os jornalistas. Mas se comprometer
mesmo, ainda não. A empresa negou, porém, que vá abolir a prática de repórteres
cinematográficos serem também motoristas. O funcionário que acumula a função
ganha adicional de 40% sobre o salário, segundo a empresa. Mas será opcional?
Escrevi quando ocorreu a
morte, e volto a afirmar: acumulamos funções, fomos rebaixados, e não recebemos
EQUIPAMENTOS de SEGURANÇA. O Ministério Público do Trabalho precisa
exigir que as emissoras constituam um protocolo de segurança para garantir os equipamentos
de proteção individual, logística adequada, equipe de apoio e treinamento
periódico.
A Copa do Mundo se aproxima
rapidamente, as grandes manifestações também, exigimos URGÊNCIA!
"Baderna"
é ao lado de "vândalos" um dos termos mais utilizados pelo monopólio
das comunicações, para atacar a explosão de revolta das massas que ocorreu a
partir de junho do ano passado, e que esperamos volte com toda força na Copa do
Mundo. E qual é a origem desse termo tão utilizado pelo monopólio midiático e
pelos plantonistas do velho Estado.
O dicionário
Houaiss designa baderna como "situação em que reina a desordem, confusão,
bagunça; divertimento noturno, boemia, noitada; conflito entre muitas pessoas;
briga, rolo" e cita Marietta Baderna, uma bailarina italiana que provocou
frisson durante sua passagem pelo Brasil em meados do século XIX.
Marietta
Maria Baderna nasceu em Castel San Giovanni, Parma, em 5 de julho de 1828, e
estreou como bailarina profissional em 1843. Jovem talento tornou-se bastante
conhecida na Itália e fez turnê em vários países da Europa. Em 1848, foi
apresentada como "prima ballerina assoluta" (primeira bailarina
absoluta) e destacava-se entre as mais importantes bailarinas de sua geração.
Há relatos
de que seu pai, o cirurgião republicano Antonio Baderna, grande entusiasta do
movimento democrático que estremeceu os pilares da velha Europa em 1848, com a
derrota desse movimento na Itália, teria convencido Marietta a emigrar com ele
para o Brasil.
Marietta
estreou em terras brasileiras no dia 29 de setembro de 1849, no balé "Il
Ballo delle Fate" (A Dança das Fadas). Mas foi do contato com a dança das
negras e com o canto de resistência dos escravos que Marietta Baderna fez-se
uma bailarina do povo. Ela se encantou com os ritmos africanos e com a ginga
das negras e mulatas e incorporou os passos do lundu, da cachuca e da umbigada,
danças de passos fortes e sensuais.
Dançava nos
salões da alta sociedade, mas se realizava nas ruas, provocando aglomerações e
causando furor. Seu público e inspiração eram trabalhadores, homens e mulheres
do povo que bebiam, riam, falavam alto e maculavam a velha sociedade que se
espelhava nas decadentes cortes europeias. Em meio ao povo, Marietta passou a
ser conhecida como Maria Baderna e seu público passou a ser chamado de "badernistas"
ou "baderneiros".
Algumas
passagens da biografia de Marietta contam que um empresário deixou de pagar os
artistas da casa em que se apresentavam sem dar explicações. Ela e suas colegas
entraram em greve e não houve apresentação. Sempre que aparecia, era aclamada
pelo povo que gritava seu nome e batia com os pés no chão.
Atacada pela
crítica conservadora, sem contrato para espetáculos, Marietta foi para a Recife
e fez apresentações de lundu no teatro Santa Isabel. Latifundiários e
empresários tentaram a todo custo expulsá-la. Estudantes e trabalhadores
elegeram-na símbolo da nascente brasilidade.
Os jornais
das classes dominantes, que no princípio adotaram o termo "baderna"
como sinônimo de elegância, passaram a utilizá-lo para designar arruaça e
libertinagem.
Marietta
Baderna foi uma rebelde, que desafiou o conservadorismo e os reacionários de
sua época. Foi uma dançarina das calçadas, da areia das praias, uma artista dos
negros, dos mulatos, dos pobres. Uma bailarina do lundu.
Conta-se que
ela faleceu em 1870, mas não há muitos detalhes.
O que se
sabe é que hoje, nas ruas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre e Vitória, de
Manaus e Belo Horizonte, de São Paulo, Porto Velho, Recife, em todo o Brasil,
Marietta Baderna vive e dança atraindo multidões: milhares, milhões. E segue assombrando,
assuntando e aterrorizando a “república dos banqueiros” e as classes dominantes
que, mais uma vez, apavoradas e raivosas, sibilam seu nome: Baderna! E porque
não, também vândala!
Tartaruga
no poste
Circula na
internet esta fábula adaptada à politicagem brasileira:
Enquanto
suturava um ferimento na mão de um velho gari (cortada por um caco de
vidro indevidamente jogado no lixo), o médico e o paciente começaram a
conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre
Lula e Dilma.
Lula e Dilma.
O velhinho
disse:
- Bom, o senhor
sabe, a Dilma é como uma tartaruga em cima do poste...
Curioso, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste e o gari respondeu:
- É quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar. Isso é uma tartaruga em um poste.
Diante da cara de bobo do médico, o velho acrescentou:
- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria, nem poderia, estar lá;
- Você sabe que ela não vai fazer, absolutamente nada, enquanto estiver lá;
- Você não entende porque a colocaram lá;
- Então, tudo o que temos a fazer, é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente, não é o seu lugar!
Curioso, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste e o gari respondeu:
- É quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar. Isso é uma tartaruga em um poste.
Diante da cara de bobo do médico, o velho acrescentou:
- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria, nem poderia, estar lá;
- Você sabe que ela não vai fazer, absolutamente nada, enquanto estiver lá;
- Você não entende porque a colocaram lá;
- Então, tudo o que temos a fazer, é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente, não é o seu lugar!



