CARLOS CHAGAS -
Não tem fim a escalada da violência no país. Podem os governadores, como também a presidente Dilma, anunciar novas e veementes medidas para garantir a integridade do cidadão comum e do patrimônio publico e privado, mas o que se assiste é a intranquilidade cada vez maior, promovida não só pelo crime organizado como por bandidos independentes e bandos organizados para praticar o vandalismo.
A pergunta que se faz é sobre que soluções apresentam os partidos, os diversos blocos parlamentares evoluindo em torno deles e os candidatos às eleições de outubro. A resposta surge tétrica: nenhuma solução, sequer propostas ou roteiros de ação. Não estão nem aí para a questão aqueles que teriam por obrigação cuidar da segurança pública, tanto quanto da reforma política, econômica e social. O mundo onde padecem os brasileiros não é o mundo deles.
Com a proximidade da copa do mundo mais se avolumam os presságios a respeito do acirramento da violência. Os traficantes de drogas, dentro e fora das cadeias, já promovem verdadeira guerra contra as polícias. Os chamados black blocs organizam-se para depredar tudo o que se estender à sua frente. Assim como os desesperados que optaram pela marginalidade como forma de sobrevivência também se preparam. Melhor oportunidade não haverá para agirem do que durante as aglomerações de gente disposta a comparecer aos estádios, antes e depois dos jogos.
O poder público organizado não dá conta da tarefa de garantir a paz. Basta atentar para a distorcida e perigosa ação de bandos de ditos justiceiros da sociedade civil, empenhados em punir os bandidos eventualmente capturados nas ruas. Mobilizar as forças armadas para combater nas cidades será utopia, elas não estão preparadas para subir morros ou patrulhar avenidas.
Quem primeiro levantar a bandeira da segurança pública sensibilizará boa parte do eleitorado. Cabe à presidente Dilma viabilizar suas boas intenções, assim como a Aécio Neves e Eduardo Campos definirem que planos dispõem para evitar o caos com data anunciada.



