HELIO
FERNANDES –
Dos 39 Ministros, Dona Dilma substituiu três, menos de
10 por cento. E todos tinham obrigatoriamente que deixarem os cargos, são
candidatos a governadores em outubro.
Gleisi Hoffmann – Chefe da Casa Civil, passou inexpressivamente
pelo cargo. Mas já assumiu como candidata ao governo do Paraná.
Foi substituída por Aloizio Mercadante, que não precisa
se desincompatibilizar. Suas duas posições anteriores: candidato a governador
de São Paulo, repetidamente derrotado.
Alexandre Padilha – Sai do Ministério da Saúde, como
candidato a governador de São Paulo. É o primeiro poste que Lula coloca já
embalançando. E que não deve ficar enterrado por quatro anos.
Fernando Pimentel – Também tem todas as características
de poste, só que da cota pessoal de Dona Dilma. Foi mantido por ela no ministério,
mesmo contra a vontade, não ostensiva da Comissão de Ética do Planalto.
Alguns outros Ministros devem sair, por exigências de
acordos presidenciais. Mas há tempo para essas substituições.
Fidel
Castro e a Globo
Surpreendente essa promovidíssima entrevista na
Globonews. Depois de 50 anos, aparece falando e ele mesmo anunciando fartamente
sua presença. Deve haver alguma coisa por trás, ou não seria a Globo. Quem sabe
até alguma coisa positiva, no caminho do reatamento com os EUA. Mas não
garanto.
Fidel
não foi entrevistado, quando era todo poderoso
Estive várias vezes em Cuba, sendo que duas com Fidel
mandando de verdade. A primeira em março de 1960, com Jânio candidato a
presidente. Fretou um avião, levou 26 jornalistas, ficamos lá 9 dias.
A segunda em 1987. Fidel organizou importante seminário
sobre dívida externa. Fui convidado, respondi: “Já conheço muito Cuba, só irei
se for para falar”. Veio a resposta positiva. Falamos eu, Prestes e dois
personagens do PT. Lula, presente, não falou. Na época não devia nem saber o
que era dívida externa.
Dois
embaixadores do Brasil que só falavam com Fidel
Tive dois amigos embaixadores do Brasil em Cuba. Um por
dois anos, outro por três anos e meio. Nesse período, representando um país
importante como o Brasil, não conseguiram encontro ou almoço com o agora
poderoso Raul Castro. Ele marcava, desmarcava em seguida, com uma desculpa
qualquer. Não era raro estarem com Fidel, mas não com o irmão.
Meirelles,
o “ministro” falastrão
Desde que foi convidado pela Dona Dilma, três fatos que
considera importantes.
1 - “Política fiscal que mantenha a dívida pública em
patamar financiável”. 200 bilhões é um patamar financiável? Em 2013, com
dinheiro “normal”, não chegou a 80 bilhões.
2 – “Política monetária que mantenha a inflação no
centro da meta”. Há! Há! Há! Não há o que comentar. Examinem a culpa dele, no
Banco Central.
3 – “Taxa de câmbio flutuante que permita absorção de
choques externos e equilíbrios nas contas correntes”. Cuidado, Meirelles, 1 ano
passa rápido e pode modificar tudo.
Pelé,
incompatível
O grande jogador dá a impressão ou a quase certeza de
que esgotou toda a competência, capacidade e credibilidade, dentro de campo.
Então, fora dele, acumula tolices, bobagens, contradições.
Textual e com estardalhaço, o que ele quer é aparecer: “Os
brasileiros não devem protestar durante a Copa do Mundo”. Por que não? O
protesto faz parte do dever e da obrigação do cidadão. Que credenciais públicas
tem Pelé para incriminar o cidadão, que está exercendo sua cidadania?
Na verdade, Pelé está procurando se exibir e ao mesmo
tempo fazendo restrições aos que se arriscam. Pelé pede que os protestos “sejam
feitos depois da Copa”. Ora, se a base de tudo é o exagero dos gastos nos
estádios da Copa, por que deixar para depois?
O
Supremo volta às manchetes
As férias terminaram ontem, é possível, apenas possível
que os ministros se reúnam amanhã. Três fatores que precisam de soluções
urgentes. 1 – O fim do mensalão, faltam os “embargos infringentes”.
2 – A aprovação da indenização de BILHÕES, subtraídos
dos Planos Verão e Bresser e dos Planos Collor I e II.
3 – A decisão do roubo lancinante do dinheiro de
dezenas de milhares de funcionários das companhias de aviação. Cármem Lúcia votou
a favor desses funcionários, Joaquim “pediu vista” e foi passear. Por conta do
próprio Supremo. E agora, José, perdão, Joaquim?
O
filho do ex-vice, José de Alencar
Inesperadamente, foi descoberto pelos políticos, por
partidos, e até por Dona Dilma. Foi lembrado para vice, mas Temer, que não tem
votos, acumula habilidade. Descoberto, Josué Gomes da Silva, adorou. Mas está
errando nas suposições.
Dona Dilma convidou-o pessoalmente para o Ministério do
Desenvolvimento. Pediu tempo, recusou. Lembraram então que poderia ser um bom
candidato ao governo de Minas.
Também não aceitou, surpreendentemente respondeu: “Quero
ser candidato ao senado”. Inacreditável. Seu adversário, só há uma vaga, seria
o ainda governador Anastasia, invencível. Confundiram a cabeça do filho do
vice.
Renan
e Dona Dilma
O presidente do Senado, que já renunciou ao cargo para
não ser cassado, está em nova encruzilhada. Quer ser candidato a governador de
Alagoas, no fim do ano. Mas se Dona Dilma garanti-lo na presidência do senado
por mais dois anos, faz o sacrifício.
Fica em Brasília, despacha o filho como governador das
Alagoas. Dando a impressão de ser “jogadora de basquete”, Dona Dilma pediu
tempo. Renan não gostou, vai derrotar vetos da própria presidente.
PS –
Dois policiais de São Paulo corriam atrás de um cidadão, que supostamente
carregava um estilete. Os policiais estavam a mais de 100 metros de distância,
confissão deles mesmos. Como é que nessa distância, tendo que superar
obstáculos da rua, puderam ver a arma?
PS2 –
Dessa forma, convencidos da periculosidade da situação, resolveram atirar com
armas mortais. Por que não usaram balas de borracha para assustar e fazer parar
o perigoso adversário?
PS3 –
Já tenho dito e repetido: os policiais militares estão sempre a um passo da
criminalidade. Pelo excesso ou pela omissão. Duas hipóteses fora do manual.
PS4 –
Adultério ignorado, pode ser o título do livro que a ex-primeira dama da França
diz que está escrevendo. Além dessa revelação, duas afirmações.
PS5 –
A primeira: “Quando soube, tive a impressão de cair de um arranha-céu”.


