HELIO
FERNANDES –
Dona Dilma nem sabia que os dois Institutos iriam fazer
pesquisa sobre a sucessão. Mas fizeram e as duas desanimaram a presidente. Não
por causa dos adversários e sim pelo maior correligionário, que aparece sempre
disparado na frente dela.
O máximo que Dona Dilma consegue é 50 ou 51 por cento.
Que levando em conta a “diferença” de dois pontos para mais ou para menos, joga
Dona Dilma no segundo turno. Ela tem dito em tom arrogante: “Em 2010, fora do
Poder e contra Serra, muito mais forte, ganhei fácil”.
O que ela diz, é rigorosamente verdadeiro. Só que
esquece de um fato: Lula em carne e osso acumulava seus votos. Agora, Lula é um
fantasma que pode se materializar a qualquer momento. Nas pesquisas de agora o
ex-presidente aparece uma vez com 54 por cento. Nas outras, passa sempre. É simulação, todos sabem. Pode ser para Dona Dilma. Para Lula é realidade
que entusiasma o PT.
Os
“adversários” cada vez mais fáceis
Como é simulação. O Datafolha simulou, em mais
profundidade que o Ibope. E conseguiu desagradar a todos, o que não é negativo
e sim positivo. Dona Dilma, já disse muitas vezes aqui e o Data confirmou: “vem
caindo e com esse comportamento tem que disputar segundo turno”. Uma incógnita,
apesar do favoritismo, mesmo com a queda, imaginável.
Campos
Ficou revoltado, disse horrores contra os dois
Institutos. É um direito dele, o de não gostar. Mas para o protesto ter
validade, é preciso apresentar a realidade indestrutível dos números.
Individualmente ainda não passou para os dois dígitos, o mais alto que atingiu,
9 por cento. Colocado como possível adversário de Dona Dilma só chega a 23 por
cento. Isso se for como fosse para o segundo turno.
Aécio
Também não gostou, embora nos dois lances de escada
tenha subido com mais fôlego que Campos. Individualmente, 17 por cento. Num
segundo turno, 27 por cento. Não anima o senador, fortalece o “volta, Lula”.
Marina
Não tem partido, está “pressionada e obrigada a ser
vice”. Sozinha tem 29 por cento. Enfrentando Dona Dilma, chega a 35 por cento.
São números de um instante, ainda sem credibilidade. A satisfação de Dona
Dilma, só quando Lula disser depois do prazo: “Volto, mas só em 2018”.
Por enquanto, com ela ou com ele, os outros nem sabem
aonde poderão chegar. Nem os marqueteiros, pagos a peso de ouro e ABSOLVIDOS
ESTRANHAMENTE pelo Supremo, podem tranquilizá-los.
A
covardia do PSDB, com seu ex-presidente nacional
Inacreditável o comportamento com o ex-governador de
Minas e que presidiu o partido, escolhido por aclamação. Por pressão de FHC e
de Aécio Neves, que causaram constrangimento em deputados e senadores
submissos, Azeredo teve que renunciar, “para não comprometer o PSDB”. FHC e
Aécio, que divergem muito, combinaram dizer a mesma coisa vergonhosa: “A
renuncia é questão de foro intimo”.
A
instância do julgamento
O Ministro Barroso é o relator da ação contra Azeredo.
Como está com muitas dúvidas, não sabe o que “relatar”, comunicou: “Vou deixar
passar o mensalão, para não misturar as coisas”. Ora o mensalão termina depois
de amanhã, na outra semana traria seu voto sobre Azeredo.
O
passado fundamentado, o presente não consolidado
Barroso pode mandar o processo para a primeira
instância, estará seguindo a tradição e a jurisprudência de grandes Ministros.
Se opinar que o Supremo pode julgar, estará seguindo quase o mesmo plenário de
agora. Que depois de seis anos de espera, decidiu e julgou pelo menos vinte
cidadãos que não tinham foro privilegiado.
Barroso pode “decidir” entre shopping ou supermercado,
estará comprando mal, ou protelando a compra verdadeira.
A
ridícula Dona Dilma e o Papa
Não tinha o que fazer no Vaticano. Não foi convidada, “se
fez” convidar. Explicou que ia prestigiar, (textual) Dom Orani Tempesta. Eram
19 cardeais. Lógico, de 19 países. Nenhum presidente estava lá.
Já que compareceu como presidente, devia se comportar
como presidente. E não dar a impressão de engraçada, com o “pedido”
exibicionista e tolo: “Eu queria pedir ao senhor, que não deixasse a religião
desequilibrar o jogo do Brasil na Copa”.
Queria fingir que conhece futebol, e tentava lembrar ao
Papa, o gol de Maradona em 1986, “com a mão de Deus”. Maradona não precisava de
ajuda, ganhou sozinho a Copa de 1986.
Repetindo o que fez Garrincha em 1962. Eu estava no
México e no Chile.
Aplaudi os dois, entusiasmado, não interessava que um
fosse brasileiro e o outro argentino.
Comandante
da “tropa marcial”, pede desculpas por agredir jornalistas
Se não agredisse, não seriam necessárias desculpas. A
Polícia continua a mesma: se omitindo ou se excedendo, como agora. Os
jornalistas não querem privilégios, estavam “apenas” trabalhando. Foram presos
por quê? E a polícia recebeu autorização de quem para praticar o absurdo da
violência explicita e implícita?
Soltaram os jornalistas no dia seguinte. E cometeram a
leviandade de dizer: “Os policiais não tinham armas letais, só as artes
marciais, que aprenderam profissionalmente”.
Ora, numa briga digamos de rua, um lutador formado em
qualquer “arte marcial” que agredir um cidadão comum, está cometendo crime
grave, se valendo da superioridade eventual. A polícia agora mais violenta, os
jornalistas trabalhando, mais vulneráveis.
Randolfe
Rodrigues presidenciável
Seria excelente que os 20 milhões de cidadãos, que
votaram em Dona Marina em 2010, como protesto, transferissem os votos para ele.
Com a relevância de ter a ex-deputada (desistiu, não quis mais, prova de
liberdade, competência e caráter) Luciana Genro como vice.
A campanha do PSOL já começou muito bem, com esta
colocação: “Quero oferecer ao povo a chance de ter o PMDB na oposição”. Jamais
verá esse partido na oposição. Prefere receber na escuridão, a parte que lhe
cabe nesse latifúndio.
Deveria ser obrigatório o que prego e defendo há mais
de 40 anos: todos os partidos deveriam ter candidato a presidente. Derrotados,
num possível segundo turno, apoiariam o concorrente que mais se aproximasse do
seu projeto.
Os partidos existem para realizar seus compromissos, os
planos de governo. Se não apresentassem candidato, não teriam
representatividade, até à próxima eleição presidencial. Esse é item
i-m-p-o-r-t-a-n-t-í-s-s-i-m-o na reforma política-eleitoral que nunca será
feita.
Campos,
o Socialista
Garante que tem mesmo convicção, e que é apoiado
fervorosamente (?) por multidões. Pelas pesquisas não parece ter tantos
seguidores. Com royalties para o excelente José Simão, que diz sempre, “o
Brasil é o país da piada pronta”, podemos identificar o seguidor de Campos,
como gente que só se alista mas não vota. Pelo menos é a foto dele que aparece
no “instagram” eleitoral.
PS
–
Jornais não deviam publicar carta de leitores que “aplaudem” a justiça pelas
próprias mãos. Ou então, como fazem hipocritamente quase todos os órgãos do
mundo, publicar uma outra, condenando essa violência permitida.
PS2 –
Serginho cabralzinho filhinho, é metiroso, oportunista, aproveitador. Quando
Eduardo Paes aumentou absurdamente o preço dos ônibus, o governador não poupou
o prefeito correligionário.
PS3 –
E disse em entrevista na televisão: “Não vou aumentar preços de trens, barcas e
metrô”. Uma semana depois aumentou as passagens dos três tipos de transportes
pessimamente usados por centenas de milhares de usuários. “Fora, Cabral”, de
qualquer tipo de cargo.
PS4
–
Edmar Moreira, oitavo suplente, voltou à Câmara com a renuncia de Azeredo. Ele
é a melhor prova de como a Câmara escolhe mal. Foi Corregedor, cargo de quem
está acima do bem e do mal.
PS5
–
Foi afastado, tinha um castelo, onde
se jogava à vontade e participava de festas “sorumbáticas”, com qualquer roupa,
ou até sem ela.
Não deixe de ler amanhã: o brilhante advogado Luiz
Nogueira, entrará na História, como o grande combatente contra a lentidão da
Justiça. Acusando a TV-Globo, que surgiu da usurpação da TV-Paulista. E
defendendo a Tribuna, assassinada pela ditadura.


