HELIO FERNANDES -
O crime, conjunto de organizações criminosas, vingança e tentativa de impedir que a vereadora consumasse as denúncias. Eliminada a vereadora, só não viu quem não quis, que os assassinos pertenciam á parte podre da Polícia Militar e de alguns órgãos também protegidos por "autoridades", cúmplices ou no mínimo complacentes ou participantes mas não identificadas, o silêncio servia a todos.
E ainda mais visivelmente comprometidas com o assassinato, os poderosos, inatingíveis e cada vez mais impunes milicianos. Bastava prender 3 ou 4 dos chefões, fariam acordo, contariam tudo. Mas os que deviam investigar e decidir, se refugiaram em duas afirmações, que representavam proteção para eles mesmos.
1- Precisavam de base legal, para que tudo não fosse anulado na Justiça.
2- A investigação teria que ser feita de forma sigilosa, para proteção dos fatos.
Agora, hoje, na véspera de uma grande manifestação marcada para amanhã, explodiram a própria imparcialidade, se movimentam freneticamente.
Prenderam policiais da reserva, expediram 32 mandados de busca e apreensão.
Será o grande assunto a partir de agora, mas nenhuma solução esperada pela comunidade. Tudo combinado, como vem acontecendo desde 14 de março de 2018.
MAIA, INSATISFEITO COM A PREVIDÊNCIA
Tido e havido como o grande coordenador, por causa dos 334 votos que obteve para presidente da Câmara no primeiro turno, não está tão otimista como no início. Todos querem conversar com ele, incluindo Guedes e o próprio Bolsonaro. Mas não pode transmitir a satisfação e segurança que todos esperavam. Ha uma semana não sai desta afirmação: "Na quarta feira devo apresentar o projeto na CCJ". Quarta feira é amanhã, não consegue nada mais afirmativo. Pontos nos quais vem sendo derrotado pela realidade e a falta de credibilidade do governo.
1- Não sai do cálculo de 270 votos, precisa 308.
2- Não consegue consenso para indicação de relatores.
3- O novato Franchischini foi escolhido para a CCJ.
4- O grande problema é a relatoria da Comissão Especial.
A FORBES ACENTUA E AGRAVA A CRISE ARGENTINA
No número que saiu na segunda feira, tratou da inflação e da desvalorização da moeda. Textual: "Quem precisar de 1 dólar, terá que pagar 43 pesos e meio". Comparando com o Brasil, pelo menos 10 vezes mais, o dólar ainda não chegou a 4 reais. Mostra, "a inflação cresce praticamente todo dia".
O Brasil é atingido frontalmente, a Argentina durante muitos anos, foi a grande compradora dos carros brasileiros. Agora as compras caíram 35 por cento, no mínimo. Os empresários brasileiros lamentam, a rivalidade com os "hermanos" se limitava ao futebol. Agora atinge a economia.
A Forbes ouviu empresários do setor na Argentina, foram categóricos: "Não temos recursos, a redução das compras, vai dobrar".



