HELIO FERNANDES -
É inegável que essa operação contra a corrupção, a mais
longa da nossa historia, prestou muitos serviços. Apesar da parcialidade e da cumplicidade
do então magistrado Sergio Moro, que sem constrangimento jogou o capitão
Bolsonaro no Planalto, onde jamais deveria estar. Como venho tratando ha muito
do assunto, a oportunidade para esclarecimento, é agora, quando festejam e
comemoram as vitorias que não obtiveram.
As falhas políticas e financeiras, são gritantes e
revoltantes, falseiam os dados, despudoradamente. No comunicado de ontem,
apregoam, "a Petrobras recuperou 15 bilhões de reais". Rigorosamente
mentiroso. No Diário Oficial da Petrobras, está escrito e não pode ser apagado:
"Até agora, o prejuízo direto da Petrobras, é de 92 Bilhões de
reais".
Isso está assinado pela então presidente da empresa, que
pela relevância da confissão, que pretendiam que ficasse sigilosa foi demitida.
Mas os números não podem ser deturpados os esquecidos. Prejuízo (roubo) de 92
BI, recuperação de 15 BI.
Onde estão os outros 77 BI? Com os privilegiados que se
livram com delações deturpadas.
As delações foram também falseadas, falsificadas,
fraudadas, serviram a criminosos protegidos. Deviam ter aproveitado, o que é
usado diariamente nos EUA, lembrado pelo repórter, e referendado por Sergio Moro,
já ministro.
Lá, em vez de DELAÇÃO, CONFISSÃO. A investigação, rápida
e competente, o criminoso, identificado e preso. Como conhece a lei, faz a
delação de si mesmo, o processo é imediatamente encerrado, o juiz, em 10 dias, decide
a punição. Avalia a colaboração do réu. Muitas vezes aplica pena de um terço do
previsto para um criminoso sem confissão. Não existe acumulo de processos, no
Brasil já são 15 milhões.
Aqui existem processos de mais de 10 anos, com réus
importantes e riquíssimos, como os poderosos senhores do agronegócio, que
mandaram matar a missionária Dorothy. Foram denunciados, estão soltos, o crime vai
prescrever. Não é o único, acontecerá com os assassinos de Marielle.
PAULO GUEDES, DESNORTEADO, DESEQUILIBRADO COM OS PRÓPRIOS
CÁLCULOS
Está cada vez mais arrogante e confiante no seu projeto,
que provoca mais euforia no exterior, principalmente grandes banqueiros, do que
no povo brasileiro. Não percebe ou não pode perceber a realidade, então se
complica e cada vez se revela mais, se mostra e se reverência "Chicago
economista", por causa da universidade pela qual se diplomou.
Só ele, como super ministro seria capaz de uma declaração
publica como esta: "A meta da reforma da Previdência, é 1 TRILHÃO. Menos
do que isso é INEGOCIÁVEL".
O projeto é suspeitíssimo. Só que especialistas, daqui e
do exterior, têm convicções inteiramente diferentes. Garantem: “Se chegar a 600
BILHOES de economia, quase um milagre".



