Foi assim, com essas mesmas palavras, que identifiquei a
maior parte da equipe montada pelo inesperado presidente. E quase todos confirmaram
minha avaliação. Mas a Damares, (me recuso a chamá-la de ministra), insiste na
degradação dela mesmo.
O ministro do Meio Ambiente, confessou, "não sei
qual a influencia do Chico Mendes", e ainda acusou-o de aproveitador.
Ainda bem que o vice eleito, corrigiu-o, “é uma das mais notáveis
personalidades dos últimos tempos".
Sem lembrar ou citando pejorativamente o chanceler
Ernesto Araujo, que não tem nada a ver com diplomacia, mudo para o mais
inacreditável de todos, o ministro da Educação. Que não podia ser nomeado, nem brasileiro.
A cada aparição um disparate. Agora fez nas ruas,
publicamente, um vestibular de subserviência. O Brasil todo ficou envergonhado
com a sua determinação de normas estapafúrdias sobre educação e
gravações, terminando o memorandun, com a citação do slogan da campanha de Bolsonaro:
"Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".
Os protestos foram de tal ordem, que mudou quase tudo,
retirou inclusive o slogan subserviente.
Devia ter sido demitido, mas o presidente estava
absorvido com a obrigação e convicção de exaltar torturadores e ditadores. Como
deputado, ocupou o microfone, para dizer que seu grande ídolo era o coronel
Ulstra. Torturador selvagem e cruel, que teve que ser afastado, foi nomeado
Adido Militar no Uruguai. Ontem, Bolsonaro tinha uma preocupação maior.
Exaltar o ditador do Paraguai Alfredo Stroessner, que dominou o país por 35
anos, de 1954 a 1989. Derrubado, conseguiu exílio no Brasil, onde ficou até
morrer.
De passagem, elogiou os generais torturadores de 1964 a
1985, que chamou de "nosso governo". Desinformado e acumpliciado,
elogiou Castelo Branco, segundo ele, "eleito pelo Congresso". O fato verdadeiro:
Castelo Branco não fechou o Congresso, queria ser "reeleito". O que
aconteceu, foi PRORROGADO até março de 1967.
PS- Seria exagero, querer que Bolsonaro conhecesse e
respeitasse a História, mesmo as do seu tempo.
A NOVA PREVIDÊNCIA, ENTROU EM RITMO DE TROCA-TROCA
Como deputados, agora, e senadores, depois, manifestam a
intenção de apresentar emendas ao projeto enviado pelo governo, alarme no Planalto.
Então, o insuperável colaboracionista que sempre foi o deputado Onyx Lorenzoni,
entrou em campo, para tentar ganhar votos. E como Chefe da Casa Civil, alicia e
exibe o único trunfo que tem: o troca-troca, usado pelos mais diversos
governos.
Onyx fez as mais sedutoras promessas a deputados.
1- Promessa de liberar nomeações, mesmo nos estados.
2- Emendas parlamentares individuais, terão preferência e
prioridade.
3- Garantiu que Bolsonaro manterá contato frequente com
líderes partidários.
4- As bancadas "temáticas", (o tom é usado de
forma negativa) serão atendidas nas reivindicações.
5- Bolsonaro conversou ontem com deputados, usando sempre
o tom de humildade, ressaltando a importância do Congresso.
6- Textual do presidente, na conversa, "temos muita
gordura para queimar".
7- Deputados gostaram, mas fizeram exigências, algumas
com criticas duras.
8- Querem a participação de todo o governo, não pode
ficar tudo com Onyx.
9- Reclamação quase unânime: Onyx garante e os ministros
não cumprem.
10- Basta ver por esse resumo, rigorosamente verdadeiro,
que a Nova Previdência, "navega por mares nunca navegados".
11- Os navios e os marinheiros parecem os mesmos, apesar
das promessas de total RENOVAÇÃO.



