HELIO FERNANDES -
Tudo indica que o presidente do Conselho Deliberativo da
Associação Brasileira de Imprensa – ABI, o laureado e um dos maiores
historiadores do país, Ivan Cavalcanti Proença, após tecer na Reunião do
Conselho do dia 29/02 severas criticas a postura do presidente da
entidade, Domingos Meirelles, tenha com isso acenado com uma renovação. Para os
conselheiros presentes, a posição do jornalista, sinaliza que poderá liderar
uma chapa de oposição a ineficiente diretoria da ABI, que pelo que se discutiu,
não conseguiu evoluir absolutamente em nada, no cumprimento das promessas
quando se elegeu em 2014.
Os oposicionistas reclamam que Meirelles acumula ações de
toda ordem, respondendo entre outros por atos cometidos contra um dos seus
diretores o jornalista e editor Orpheu Santos Salles, decano do jornalismo e
editor da conceituada revista Justiça & Cidadania.
A eleição será em abril próximo e as movimentações de
bastidores indicam um desfecho eleitoral que poderá reavivar as cores da
centenária e histórica instituição. Para quem não sabe, o prédio sede da ABI é
um Monumento a arquitetura brasileira, e se encontra hoje, em completo
abandono, tanto material e cultural.
A ABI teve entre seus presidentes Alexandre José Barbosa Lima
Sobrinho, um nacionalista, que fez da sua profissão um meio de levar a
população brasileira à conscientização política e social. Em 1926, aos 29 anos
de idade, assumiu pela primeira vez a Presidência da Casa. Durante seu quarto
mandato, em 1992, foi o responsável direto pelo pedido da abertura do
impeachment de Fernando Collor de Mello e o primeiro orador inscrito para
defender o processo.
Em 1969 o ex-presidente da Casa, Fernando Segismundo,
defendeu que (...) “que a associação deve interpretar o pensamento, as
aspirações, os reclamos, a expressão cultural e cívica de nossa imprensa;
preservar a dignidade profissional dos jornalistas — e não apenas a de seus
sócios; acautelar os interesses da classe; estimular entre os jornalistas o
sentimento de defesa do patrimônio cultural e material da Pátria; realçar a
atuação da imprensa nos fatos da nossa história; e colaborar em tudo que diga
respeito ao desenvolvimento intelectual do País”. Mas, segundo os protestos da
oposição, com a atual administração isso não está acontecendo.
DILMA NÃO ACERTA, DESACERTA. IMITA FHC, FACILITA O DOMÍNIO DE EMPRESAS. Leia mais na COLUNA



