9.2.16

MANGUEIRA CANTA MARIA BETHÂNIA COM PLÁSTICA SIMPLES, MAS COM ACABAMENTO IMPECÁVEL. SAIBA COMO DESFILARAM: VILA ISABEL, SALGUEIRO, SÃO CLEMENTE, PORTELA E IMPERATRIZ

Por RODRIGO TRINDADE - Via SRZD -
"Maria Bethânia - a Menina dos Olhos de Oyá". Foi apoiada neste tema que a Estação Primeira de Mangueira encerrou os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (9), na Marquês de Sapucaí. A agremiação, que enfrentara enorme dificuldade financeira para realizar seu Carnaval, encerrou suas atividades no barracão de alegorias a tempo e deixou sua comunidade esperançosa com um desfile digno. Foi o que aconteceu nesta madrugada.
Bethânia desfilou ao lado de duas afilhadas (Foto: AgNews).
Com carros alegóricos simples, porém, bem acabados, com efeitos de iluminação, e com fantasias volumosas, a Mangueira iniciou a narrativa da vida da cantora baseada nas crenças religiosas da artista. A comissão de frente, coreografada por Júnior Scapin, representou "o balé de Oyá ao entardecer". O abre-alas trouxe Oyá e Oxum: era um enorme bambuzal feito com canos de "PVC", pintados nas cores de bambu. A segunda parte da alegoria, que era acoplada, havia cascatas e um chafariz.
Ao longo do desfile, a Mangueira passou por várias fases da vida de Bethânia, destacando seu estilo musical. Outros cantores como Beth Carvalho, Chico Buarque e Caetano Veloso marcaram presença no desfile, em homenagem à "Abelha Rainha".
Blogueiro do SRZD-Carnaval elogia desfile da verde e rosa
Hélio Ricardo Rainho, blogueiro do SRZD-Carnaval, comentou o desfile da Mangueira. Quanto ao canto da escola, ele fez uma ponderação: "Foi uma homenagem muito justa, muito digna à cantora. Vários artistas, compositores, nomes da música popular brasileira vieram prestigiá-la. Mas em alguns momentos, muitas alas comerciais passaram sem cantar o samba", opinou.
Quanto à parte plástica, Rainho fez elogios e destacou que, apesar de simples, Mangueira passou digna. "O carnavalesco Leandro Vieira, em sua estreia numa grande escola do Grupo Especial, assina um enredo autoral com pontos muito positivos no desenvolvimento do enredo, em termos de leitura fácil e clareza das fantasias e alegorias. Em alguns momentos, carros alegóricos passaram bem vistosos e interessantes. Em outros momentos, eram mais simples e menos requintadas. No geral, a cartela de cores foi bem resolvida. Nada passou apagado. A Mangueira passou bem, com sua emoção natural. Ela é sempre uma escola poderosa. Foi um desfile digno", concluiu.

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