Por JUCA KFOURI - Via UOL Esporte -
O primeiro tempo do sofrimento palmeirense em sua nova casa pode ser resumido assim:
tomou
um gol de cabeça de Ricardo Silva, aos 10, em cobrança de escanteio ,
numa falha grotesca de Lúcio, em seguida a dois lances salvos por
Fernando Prass e por Gabriel, este na linha fatal;
empatou 10
minutos depois com Henrique batendo daqueles pênaltis em que a bola bate
no braço do zagueiro de costas, mas ampliando o espaço de sua
cobertura;
e viu Prass fazer mais duas excelentes defesas, com Valdivia no sacrifício, no papel de um maestro com uma batuta quebrada.
O time sub-21 do Furacão mereceu melhor resultado que o 1 a 1.
Enquanto
isso, no Barradão (8.780 pagantes) Aranha fazia boas defesas em chutes
de fora da área do Santos e Leandro Damião furava espetacularmente na
cara do gol do Vitória e Gabriel carimbava a trave baiana.
Bem
mesmo ia o Bahia, que ganhava de 2 a 1 do Coritiba na despedida de Alex,
com gols de Henrique e Rômulo, aos 13 e 26 minutos, com Zé Love
descontando no fim, com 25.550 pagantes.
No segundo tempo, o
Palmeiras voltou melhor, Prass teve mais folga e, diante de 33.151
pagantes, o alviverde rondou a meta atleticana e só não virou por
detalhe, ou nervosismo.
O Bahia segurava a vitória e o Vitória
pouco ameaçava e expunha a sua fragilidade contra o Santos que cumpria
tabela com a dignidade possível.
Tanto em São Paulo quanto em Salvador ficava muito claro porque os mandantes brigavam contra o rebaixamento.
Aos 34, nas duas cidades, Gabriel Dias tirou lasca da trave do Furacão e Leandro Damião perdeu um gol incrível.
Nos dois casos o Palmeiras estaria definitivamente salvo, embora o Palmeiras, naquele momento, estivesse.
O desespero do Vitória não permitia supor que o time fizesse um gol.
Já o Palmeiras rondava a meta paranaense, enquanto o Dudu empatava em 2 a 2 para o Coritiba, alijando o Bahia.
Alex, em prantos, aplaudido em pé pelo Couto Pereira, abandonava o futebol.
Quando o jogo acabou em São Paulo, faltavam dois minutos na Bahia.
E Thiago Ribeiro deu a vitória o Santos, para explosão da Arena Palestra.
Caiu a dupla Ba-Vi e a torcida palmeirense, consciente, chamava o time de sem vergonha, embora o time seja fraco.
Sem vergonha é a diretoria e quem a reconduziu para mais uma gestão.
No Paraná, nos acréscimos, o Coritiba virou para 3 a 2, com Keirrison.
O
campeão Cruzeiro, de virada sobre o Flu, completou 80 pontos, recorde
nos pontos corridos com 20 clubes e diante de 45.809 pagantes.
Fred
abriu o placar, Nilton empatou no primeiro tempo e no segundo, um
golaço de Marcelo Moreno fechou o ano com chave de ouro no Mineirão.
Na
Arena Pernambuco(34.469 pagantes), com gol de Joenilton no começo do
jogo, o Sport venceu o São Paulo por 1 a 0, enquanto o Goiás derrotou a
Chapecoense por 4 a 2, no Serra Dourada, com mais dois gols da revelação
Ericke apenas 1.768 pagantes.
Grêmio e Flamengo ficaram no 1 a 1
na Arena Grêmio, com 15.682 torcedores e gols de Luiz Antonio e Luan, um
em cada tempo, o gol rubro-negro numa rara falha de Marcelo Grohe.
Botafogo e Galo não saíram do 0 a 0, no Mané Garrincha, diante de 3.694 pagantes.



