ROBERTO MONTEIRO PINHO -
Deixamos
hoje de comentar sobre os números das pesquisas, eis que um silêncio pairou no
ar, tão logo, a comandanta Dilma despencou. Ocorre que a taxa de rejeição de
mantém, e se não reverter, teremos seguramente um segundo turno com Aécio
Neves. Sem oposição, mas com a voz do povo estridente, a exemplo das vaias nas
partidas da Copa, Dilma, é mais amarga que “jiló”. O SENTIMENTO E INDIGNAÇÃO
VAI SE TRADUZIR EM VOTOS E COM CERTEZA SERÁ CONTRA A COMANDANTA Dilma/Lula-lá e
PT aliados.
Entendo
que o PT perdeu sua legitimidade (não o partido), mas como poder. naufragou em
sua própria tormenta, ao agito da série de injunções e praticas nocivas aos
costumes e a lei vigente. Suas principais estrelas José Dirceu e Genoíno (hoje
cadentes) foram processados e respondem criminalmente pelos seus atos, por
delitos quando a serviço do Estado. Entre os projetos anunciados pelos governos
Lula/Dilma, o primeiro em oito anos até incrementou varias medidas, mas Dilma,
mesmo na esteira do seu padrinho Lula-lá, sequer emplacou um plano de que
trouxesse avanço.
O país
vive ameaça de apagões, resultado de uma política energética mal gerenciada, o
transporte, avançou nas regiões (capitais) onde aconteceram os jogos da Copa do
Mundo. Mesmo assim ainda é pouco diante da extensão do problema que assola
multidões nos grandes centros urbanos. A saúde é um crime contra o cidadão, que
padecem e até falecem na porta dos hospitais. Nossas estradas são as piores do
mundo, enfim a lista é extensa.
Em recente comício de campanha a comandanta Dilma, acompanhada
de Lula-lá, declarou que; “enquanto no resto do mundo, a partir de 2008, 60
milhões de pessoas perderam o emprego, no Brasil 1,5 milhão entrou no mercado
de trabalho”. Nada demais, eis que no mesmo período 2,3 milhões perderam
emprego no Brasil. A comandanta esqueceu-se de falar que o seu governo
escancarou as portas para milhares de trabalhadores estrangeiros quando
flexibilizou esse tipo de contratação, para atender as multinacionais, que
criminosamente evadem divisas do país.
Existe ainda uma enorme lacuna no emprego, são os 64 milhões
de informais, que se afastaram ou não ingressam no mercado de trabalho por
absoluta insegurança da vetusta lei trabalhista. Aqui outro senão que sugere
uma enorme reflexão da sociedade, diante de um jurisdicionado que se
transformou num pandemônio até mesmo para os trabalhadores que cerca de 63%
conseguem receber ações trabalhistas.
A
manutenção da máquina petista e aliados, acomodada numa estrutura de 39
Ministérios, fez do governo da comandanta Dilma, um monstrengo estatal, não
faltando ainda o fiasco, regado pelos escândalos, a exemplo do caso “Pasadena”.
Ao largo
temos números que a sociedade leiga desconhece. O Fórum Econômico Mundial
trabalha com subsídios do Índice de Competividade Global, um ranking que reúne
148 países. O Brasil figura nas seguintes posições entre esses países nos temas
a seguir: Infraestrutura – 114º Lugar; Eficiência do Governo – 124º; Abertura
Comportamento Exterior 144º; Regulação Governo – 147º; na Educação – 121º e na
Eficiência Política 136º lugar. Esse é o retrato do Brasil aos olhos dos
investidores estrangeiros.
Governo faz o discurso da
moradia, e mente descaradamente
Os números sobre a moradia no Brasil são desalentadores. O
país possui cerca de 33 milhões de pessoas sem moradia, segundo o relatório
lançado pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. Desse
número, cerca de 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde
morar vive nos grandes centros urbanos.
O déficit de moradia no país chega hoje a 7,7 milhões, das
quais 5,5 milhões estão em centros urbanos. Se o cálculo incluir moradias
inadequadas (sem infraestrutura básica), o número chega a uma faixa de 12,7 a
13 milhões de habitações, com 92% do déficit concentrado nas populações mais
pobres. Em razão disso tempos a previsão que o número de ocupações nas áreas
urbanas se intensificará nos próximos anos.
Se acharem que é pouco, lembro que a população favelada no
Brasil aumentou 42% nos últimos 15 anos e alcança quase 11 milhões de pessoas,
segundo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base na
Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. Hoje um total de
11.425.644 de pessoas - o equivalente a 6% da população do país, ou pouco mais
de uma população inteira de Portugal ou mais de três vezes a do Uruguai.
Esse é o total de quem
vive, atualmente, no Brasil em aglomerados subnormais, nome técnico dado pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).



