8.8.14

SEM COMENTAR PESQUISAS E O HABEAS DILMA. APAGÕES DE QUEM É A CULPA AFINAL?

ROBERTO MONTEIRO PINHO -

Deixamos hoje de comentar sobre os números das pesquisas, eis que um silêncio pairou no ar, tão logo, a comandanta Dilma despencou. Ocorre que a taxa de rejeição de mantém, e se não reverter, teremos seguramente um segundo turno com Aécio Neves. Sem oposição, mas com a voz do povo estridente, a exemplo das vaias nas partidas da Copa, Dilma, é mais amarga que “jiló”. O SENTIMENTO E INDIGNAÇÃO VAI SE TRADUZIR EM VOTOS E COM CERTEZA SERÁ CONTRA A COMANDANTA Dilma/Lula-lá e PT aliados.

Entendo que o PT perdeu sua legitimidade (não o partido), mas como poder. naufragou em sua própria tormenta, ao agito da série de injunções e praticas nocivas aos costumes e a lei vigente. Suas principais estrelas José Dirceu e Genoíno (hoje cadentes) foram processados e respondem criminalmente pelos seus atos, por delitos quando a serviço do Estado. Entre os projetos anunciados pelos governos Lula/Dilma, o primeiro em oito anos até incrementou varias medidas, mas Dilma, mesmo na esteira do seu padrinho Lula-lá, sequer emplacou um plano de que trouxesse avanço.

O país vive ameaça de apagões, resultado de uma política energética mal gerenciada, o transporte, avançou nas regiões (capitais) onde aconteceram os jogos da Copa do Mundo. Mesmo assim ainda é pouco diante da extensão do problema que assola multidões nos grandes centros urbanos. A saúde é um crime contra o cidadão, que padecem e até falecem na porta dos hospitais. Nossas estradas são as piores do mundo, enfim a lista é extensa.

Em recente comício de campanha a comandanta Dilma, acompanhada de Lula-lá, declarou que; “enquanto no resto do mundo, a partir de 2008, 60 milhões de pessoas perderam o emprego, no Brasil 1,5 milhão entrou no mercado de trabalho”. Nada demais, eis que no mesmo período 2,3 milhões perderam emprego no Brasil. A comandanta esqueceu-se de falar que o seu governo escancarou as portas para milhares de trabalhadores estrangeiros quando flexibilizou esse tipo de contratação, para atender as multinacionais, que criminosamente evadem divisas do país.

Existe ainda uma enorme lacuna no emprego, são os 64 milhões de informais, que se afastaram ou não ingressam no mercado de trabalho por absoluta insegurança da vetusta lei trabalhista. Aqui outro senão que sugere uma enorme reflexão da sociedade, diante de um jurisdicionado que se transformou num pandemônio até mesmo para os trabalhadores que cerca de 63% conseguem receber ações trabalhistas.

A manutenção da máquina petista e aliados, acomodada numa estrutura de 39 Ministérios, fez do governo da comandanta Dilma, um monstrengo estatal, não faltando ainda o fiasco, regado pelos escândalos, a exemplo do caso “Pasadena”.

Ao largo temos números que a sociedade leiga desconhece. O Fórum Econômico Mundial trabalha com subsídios do Índice de Competividade Global, um ranking que reúne 148 países. O Brasil figura nas seguintes posições entre esses países nos temas a seguir: Infraestrutura – 114º Lugar; Eficiência do Governo – 124º; Abertura Comportamento Exterior 144º; Regulação Governo – 147º; na Educação – 121º e na Eficiência Política 136º lugar. Esse é o retrato do Brasil aos olhos dos investidores estrangeiros. 

Governo faz o discurso da moradia, e mente descaradamente 

Os números sobre a moradia no Brasil são desalentadores. O país possui cerca de 33 milhões de pessoas sem moradia, segundo o relatório lançado  pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. Desse número, cerca de 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar vive nos grandes centros urbanos.

O déficit de moradia no país chega hoje a 7,7 milhões, das quais 5,5 milhões estão em centros urbanos. Se o cálculo incluir moradias inadequadas (sem infraestrutura básica), o número chega a uma faixa de 12,7 a 13 milhões de habitações, com 92% do déficit concentrado nas populações mais pobres. Em razão disso tempos a previsão que o número de ocupações nas áreas urbanas se intensificará nos próximos anos.

Se acharem que é pouco, lembro que a população favelada no Brasil aumentou 42% nos últimos 15 anos e alcança quase 11 milhões de pessoas, segundo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE. Hoje um total de 11.425.644 de pessoas - o equivalente a 6% da população do país, ou pouco mais de uma população inteira de Portugal ou mais de três vezes a do Uruguai. 

Esse é o total de quem vive, atualmente, no Brasil em aglomerados subnormais, nome técnico dado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).