Por Nelson Rodrigues Filho - Via Rede Democrática -
A
Alemanha mostrou todo seu poderio, mas no seu primeiro gol, de pênalti,
houve a forçinha do juiz. O defensor português e o atacante alemão
estavam se empurrando e o juiz marcou falta de defesa. Poderia ter
marcado ao contrário, mas deveria não ter marcado nada ou então falta de
ataque que aconteceu antes, mais, bem mais razoável. Jogar contra
Alemanha começando o jogo perdendo é complicado..
A Alemanha deitou e rolou com a vantagem
e com o descontrole do time português. É um dos fortíssimos candidatos
ao título. Seu meio-campo é fortíssimo e não precisa de forças “extras”
para jogar um bom futebol.
Além de perder de 4X0, dificílimo de
digerir, Portugal, além de seu central, que perdeu a cabeça e ficará
fora da próxima pela suspensão automática e, talvez, mais alguma
partida pelo julgamento a que será submetido pela cabeçadinha que deu
num adversário, teve duas baixas importantes, a contusão de dois
jogadores.
A pior delas a do Coentrão, o bom
lateral esquerdo do Real Madrid, que sentiu a coxa e deverá ter
encerrado sua participação nesta Copa.
A Alemanha deitou e rolou nas facilidades da defesa portuguesa e se poupou na segunda fase.
A Argentina também visivelmente se
poupando, jogou muito tranquila dada sua superioridade. Cadenciou o jogo
e o Messi, quando resolveu jogar, criou duas chances de gol para seus
companheiros e fez um golaço. Tudo isso como se estivesse treinando.
Os argentinos invadiram o Rio e fizeram
uma festa muito legal. A preferência ou não pelos argentinos, passa pela
admiração dos brasileiros em relação ao craque do Barcelona; a vontade
de a finalíssima ser um jogão; o receio deste adversário fortíssimo e a
especial vontade de derrota-los numa final.
Para realizar este sonho ou se livrar de um pesadelo, a que considerar a Itália e e poderosíssima Alemanha.
A Suíça, de quem se esperava muito,
mostrou pouco. Venceu o Equador num jogo equilibrado, sem brilho, e que
só nos quinze minutos finais houve emoção quando os dois times
resolveram procurar, de fato, o gol.
A vitória suíça aconteceu no últimíssimo
momento da partida, aos 48 minutos, depois que o Equador perdeu seu
último ataque. No contra-ataque, o castigo para quem teve a chance de
fazer o segundo e não fez.
Mais do que nunca, quem não faz, leva.
Isto vale para Gana que dominou a
partida, batalhou seu lindo gol de empate e teve inúmeras chances de
liquidar o jogo. Num escanteio vadio, sofreu o gol de desempate no final
da partida.
Os Estados Unidos começou o jogo fazendo
o gol mais rápido desta Copa e o quinto mais rápido da história de
todas as Copas do Mundo. Foi dominado quase todo o tempo e “acordou” no
final para faturar os três importantíssimos pontos para brigar com
Portugal em excelentes condições.
Essa copa tem sido a melhor já vista e com a presença maciça da presença, muito bem-recebida dos estrangeiros, que estão a mil.
Afinal, estamos no Brasil.



