1.4.14

A.B.I. SEM RUMO. DESCONFIGURADA, ENVELHECIDA, TOMADA POR PESSOAS QUE SEQUER CONHECEM SEU ESTATUTO. A INSTITUIÇÃO SE TORNOU UM MONUMENTO AOS POMBOS

ROBERTO MONTEIRO PINHO -

ESSA É A ABI QUE NÃO QUEREMOS. 

Ou então tenha acuidade de apoiar, interceder pelo bem da instituição, e essas “lideranças”, quando estiver com eles, podem deixar você segurando uma xícara de café, falando sozinho. 

A Associação Brasileira de Imprensa – A.B.I. , possuem em seu registro 1.650 associados, mas apenas 30% contribuem anualmente com uma taxa no valor de R$ 340,00, isso significa que apenas essa renda não consegue suprir sequer 10% das suas despesas. Apesar dessa dificuldade, sua sede tem andares acéfalos, que não são locados, a espera de um grande locador, quando na verdade poderia ser subdividido e suas salas alugadas individualmente, produzindo renda para atender o seu caixa deficitário. Por outro seu amplo auditório que já foi cenário de históricas manifestações durante a ditadura e na restauração do regime democrático no país, e salões para eventos inexplorados, justamente quando a cada dia a demanda desses espaços se tornam escassos no Centro do Rio de Janeiro, - por isso questionamos: afinal é mal administrada? Ociosidade?  


E a manutenção da sua ideologia de defesa do Estado de Direito, sua principal trincheira, eis que sempre esteve na vanguarda das liberdades e na oposição ao regime militar, ideal marcante de 1964 a 1985. Ao que parece parou nisso, de lá para cá, mergulhou na sua descendente, porém inexplicável derrocada, do ponto de vista administrativo e político. A instituição é de fato uma realidade no quadro da história política do Brasil e, portanto dispensa maiores considerações.


Questionamos se existe hoje de fato alguém interessado em sua real reabilitação, questiono isso, diante das tamanhas as agruras e impasses que envolvem sua manutenção. Chegou-se ao ponto de existir neste momento ações na justiça, derivada de briga de grupos, pelo Poder, sem que nenhum deles tenha de fato apresentado um programa de administração, a ponto de convencer os seus associados, se esse ou aquele grupo diante de sua proposta estaria com a verdade dos fatos. Discute-se na justiça se um grupo de associados poderia ou não participar de uma eleição, e não por questões de administração, enquanto isso a instituição paga um preço alto pelo marasmo que se encontra.


Não existe um projeto administrativo para ser avaliado.


O fato é que não temos renovação na A.B.I., não existe um plano de ação junto às universidades na área do jornalismo e comunicação, levando para esses jovens profissionais o aceno de que a entidade é por eles, e precisa deles. Mas para isso teria que oferecer mais que um simples VENHA, é necessário mostrar razões e fatos concretos para convencê-los a aderir, só que esses fatos não existem. Esse é o desafio, quem ou qual dos grupos poderá se comprometer em trazer esse segmento de jovens jornalistas para a entidade? Afinal o que seria oferecido para eles, a não ser a cota de anual de contribuição, para em troca, quando quiserem, possam pisar seus corredores empoeirados, ou então assistir homenagens partidarizadas em eventos em um dos seus salões, cedidos gratuitamente a lideranças políticas (menos jornalista, mais político), sob as cores do PCdoB, PT e partidos que alimentam os “boquinhas”, em cargos comissionados no sistema paternalista e de estado de governo. Enfim nada mais que um retrato e fruto da ociosidade e seguidas malogradas administrações.


Histórica instituição, envelhecida não pelos ideais de luta de uma classe que sempre se postou na defesa do estado de direito, mas com traços dos tempos, nos seus métodos, no trato a sociedade, as combinações de solidariedade em momento em que essa instituição é chamada a chancelar, mas data vênia, sempre a reboque de interesseiros políticos, que usam a A.B.I. como se essa fosse seu apêndice.


Apoiando outra instituição e desdenhada pela mesma.


Por mais que seja parcimonioso, entristecem ver de perto as tumultuadas reuniões do seu Conselho, os embates disformes dos princípios que sempre nortearam seu histórico democrático. Entristece ver a A.B.I, ser alçada a hipotecar campanha doutrinária dos direitos humanos, e ao comparecer a cerimônia e debate sobre o tema, sequer ser mencionada no rol de apoiadores, e até mesmo ser convidada a fazer parte da mesa do evento, fato que presenciei, e coube a mim, indignado com tamanho acinte, intervir a favor da instituição, exigindo que a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, chamasse a mesa o representante da A.B.I. 


Causa inquietação ouvir vozes que se levantam nas reuniões propondo que essa instituição, que não prestigia a A.B.I., venha ser chamada a compor mesas de eventos e até mesmo chamada a referendar um pleito eleitoral na qualidade de observadora. Afinal, que papel é esse dessas pessoas? O que pode estar por traz desse comportamento servil?


Quando teremos ali eventos sobre Mídias sociais, alternativas, oficinas de aperfeiçoamento, os convênios com universidades, proporcionando aos filhos de jornalistas descontos em mensalidades, com todo ensejo em alimentar a sobrevida de uma profissão secular. Afinal a sociedade respeita e deseja uma instituição forte,  sempre na defesa do estado Democrático e  de Direito.


Quando teremos o ímpeto de preparar projetos e emendas de Lei, ou elaborar notas técnicas nos textos em discussão, para que os Congressistas possam colher subsídios em matéria que a instituição é capaz de produzir? 


Porque não são criados grupos de trabalhos para discutir, por exemplo: a crise que assola a mídia impressa? 


Porque a instituição a exemplo de outras, não maneja seu potencial político a favor de jornalistas, principalmente na forma de desagravo a aqueles que o atingem e denigrem sua imagem profissional?


Discriminação e despreparo.


Recente uma reunião do Conselho foi anulada. No site da A.B.I., está publicado o comunicando apontado as irregularidades detectadas pela diretoria, que demanda judicialmente para se manter a frente da instituição. Mesmo assim, se questiona afinal quem organizou uma reunião de Conselho, como é composta a mesa diretora e se permitiu que sócios irregulares votassem. Onde estão os articuladores do grupo e sua liderança que sequer tiveram o cuidado de verificar a situação dos votantes? 


Se acharem que é pouco, frequentem as reuniões que acontecem nessa casa, e terão o desprazer de se sentir um ilustre desconhecido, tamanha soberba que infesta seus integrantes, onde jamais, sequer vão permitir que alguém apresente sugestões. Sinta a discriminação que fazem aos jovens jornalistas ou aos novatos que se aproximam de seu habitat político. 


Nessa instituição você sempre será uma AMEAÇA, e pior por nada, absolutamente NADA, apenas para saciar o ego de um grupo que se acha acima de tudo e de todos. 


Se acharem que ainda é pouco, perguntem aos seus funcionários, o que acham da divisão política que se alojou nesta instituição? Ou então tenha acuidade de apoiar, interceder pelo bem da instituição, e essas “lideranças”, a exemplo, lembro, quando estiver com eles, podem deixar você segurando uma xícara de café, falando sozinho. 


QUEM AFINAL PODERÁ SALVAR A INSTITUIÇÃO?


ESSA É A A.B.I. QUE NÃO QUEREMOS. VAMOS APOIAR SIM, UM PROGRAMA DE ADMINISTRAÇÃO, PUJANTE, COESO E SEGURO, PARA QUE A INSTITUIÇÃO VOLTE PARA O SEU LUGAR DE FATO.