JOSÉ CARLOS WERNECK -
Lula, reuniu-se, nesta
quarta feira, no Palácio da Alvorada, com a presidente Dilma Rousseff,
integrantes do governo e membros PT. Apesar da pauta do encontro não ter sido
divulgada, a conversa foi sobre a campanha eleitoral e os desgastes sofridos
pelo Governo com os partidos na base aliada, notadamente o PMDB.
Participaram do encontro Rui
Falcão, presidente do PT, o chefe da Casa Civil da Presidência, Aloizio Mercadante,
o jornalista, Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social,
o deputado estadual Edinho Silva, do PT de São Paulo, o chefe de gabinete da
presidência da República, Giles Azevedo, e o publicitário João Santana.
A reunião aconteceu no
auge da polêmica causada pelas declarações do deputado Eduardo Cunha, líder PMDB
na Câmara, que em mensagem publicada no Twitter, questionou a manutenção da
aliança entre PT e PMDB e atacou Rui Falcão.
Como um dos mais
destacados articuladores do "blocão" dos insatisfeitos com o Palácio
do Planalto, ele escreveu, na terça-feira, que seu partido não é respeitado
pelo PT e que, desta forma, começa a achar "boa a ideia de antecipar a
convenção do PMDB". "A cada dia que passo me convenço mais que temos
de repensar esta aliança, porque não somos respeitados pelo PT".
Em mensagem postada logo
depois, Cunha, em tom irônico diz que "a bancada do PMDB na Câmara já
decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar
tudo para o Rui Falcão". Foi uma resposta às críticas do petista à posição
do PMDB em relação à reforma ministerial.
No encontro desta
quarta-feira de cinzas, todos trataram de esfriar os ânimos. Cunha disse, no Twitter,
que, na qualidade de líder da bancada do PMDB na Câmara Federal, sua posição
será sempre a da maioria da bancada, mesmo que contrária a dele.
Rui Falcão negou-se a
comentar a polêmica. O vice-presidente nacional do PT, deputado José Guimarães
do Ceará, também usou as redes sociais para pregar moderação. "É hora de
baixar as armas e buscar o entendimento por meio do diálogo respeitoso",
escreveu no Twitter.
Já presidente do PT do
Rio, Washington Quaquá, partiu para o ataque chamando Cunha de
"chantagista" e "bocudo".
"Temos grande
respeito por figuras como o Valdir Raupp, presidente do PMDB e o
vice-presidente Michel Temer e achamos que a aliança com o PMDB é importante
para o País, mas o partido não pode ter chantagistas como o Eduardo Cunha,
líder do grupo dos bocudos, com interesses que não são dos mais republicanos",
enfatizou.
De tudo que foi discutido
os veteranos observadores do cenário político chegaram a uma única conclusão: "Sem
o apoio do PMDB, o Partido dos Trabalhadores não ganha a eleição presidencial, qualquer
que seja seu candidato".



