16.3.14

MIRO CONDENA LOTEAMENTO DE MINISTÉRIOS. LULISTAS DO GRUPO “VOLTA LULA” OMITIU-SE PARA EVITAR DERROTAS DE DILMA. PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROÍBE COMEMORAÇÕES AO MOVIMENTO MILITAR DE 31 DE MARÇO

JOSÉ CARLOS WERNECK -

O deputado federal do PROS, Miro Teixeira, pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, criticou o loteamento de ministérios pelo Governo Federal, “em troca de alguns minutos na televisão”. “A chantagem se manifesta e o governo se curva. Faz um povo fraco. Não tem acordo programático. Eles só fazem acordo pornográfico. Tem que tirar as crianças da sala”.

As declarações foram feitas, neste sábado, no Rio, na abertura do Seminário Regional Programático da aliança PSB, PPS e Rede Sustentabilidade. Eduardo Campos, governador de Pernambuco, a ex-senadora Marina Silva e Roberto Freire presidente nacional do PPS, também, estiveram presentes ao encontro.

Este é o segundo evento regional, promovido pela coligação e vai ser um fórum de debates de temas atinentes ao Sudeste do País, além de questões como Economia para o Desenvolvimento Sustentável, Educação, Cultura, Inovação, Políticas Sociais e Urbanismo. Até 26 de abril próximo, serão realizados seminários regionais em Goiânia, Recife e Manaus, para o lançamento, em junho, do Programa de Governo da aliança.

Lulistas do PT do Grupo "Volta Lula" omitiu-se para evitar derrotas da presidente Dilma

Segundo notícia publicada, pelo jornalista Claudio Humberto, em seu site "Diário do Poder", as sucessivas derrotas sofridas pela presidente Dilma, na Câmara dos Deputados, na semana passada, contaram com apoio não apenas da Base Aliada, chefiada pelo líder do PMDB, Eduardo Cunha, como do próprio PT, onde cresce o movimento “volta, Lula”.

 Segundo declarou um líder do “blocão”, o “PT lavou as mãos e jogou Dilma às feras” ao abandonar a sessão na qual o Governo sofreu uma derrota de 28 votos contra 267.

Ao contrário de outras votações, em que petistas vão à tribuna para defender o Governo, os deputados simplesmente sumiram do Plenário. Desta vez, os chamados "lulistas do PT", jogaram a presidente Dilma Rousseff aos leões.

De uma bancada de 87, apenas 11 deputados do PT votaram contra a criação de comissão externa para investigar denúncia contra Petrobras.


Na Comissão de Fiscalização e Controle, a habitual tropa de choque do PT também não deu o ar de sua presença para impedir a convocação de ministros.

Dilma proíbe comemorações ao Movimento Militar de 1964

A presidente Dilma Rousseff determinou, nesta sexta-feira, que não quer celebrações dos militares da ativa em comemoração aos 50 anos do Movimento Militar de 31 de março de 1964. Ela comunicou sua decisão, ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que já conversou sobre o assunto, com os comandantes militares.

Os Chefes das Forças Armadas orientaram a tropa para que se evitem comemorações em 31 de março, interna ou externamente.

A maior preocupação é com os militares da reserva.

Os chefes militares já haviam aproveitado as reuniões, antes do Carnaval, de seus Altos Comandos, que trataram, também, das promoções do final do mês, para comunicar aos comandados que se abstivessem de qualquer tipo de polêmica sobre o assunto, para evitar choques com o Planalto. Os comandantes das forças já haviam comunicado a determinação aos seus subordinados a ordem de não serem feitas comemorações dentro e fora dos quartéis.

A data, no entanto, não será ignorada pelas Forças Armadas. No Exército, o tema será abordado com palestra e divulgação de informações para a tropa apenas para que "as novas gerações" não se esqueçam do que chamam de "fato histórico", contextualizado à época da guerra fria.

O clima na ativa das Forças Armadas, até agora, é de total distensionamento. Não há movimentações para promover atos para exaltar a data, embora existam insatisfações em relação à condução dos trabalhos da Comissão da Verdade. Grande parte dos militares reconhece que houve avanços nos investimentos das Forças durante os governos Lula e Dilma.

Ainda há grande preocupação com o pessoal da reserva. Ainda não se sabe exatamente o que eles poderão promover para comemorar os 50 anos do Movimento de 31 de março. Para evitar problemas com os colegas que já estão fora dos quartéis, mas que, quando querem, fazem manifestações, os comandos das Forças Armadas fizeram contatos com os presidentes dos Clubes Militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica pedindo moderação nas manifestações. Mas vários militares que já estão Reformados, porém, atuam de forma independente e não costumam atender às solicitações dos comandantes.

Quem está na Ativa não pode se manifestar, por força do Regulamento Militar. Os da Reserva não têm tantas restrições, mas, também, estão sujeitos a algumas regras e podem ser punidos, inclusive, com prisão por declarações que forem consideradas ofensivas à presidente da República.