JOSÉ CARLOS WERNECK -
O deputado federal do
PROS, Miro Teixeira, pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro,
criticou o loteamento de ministérios pelo Governo Federal, “em troca de alguns
minutos na televisão”. “A chantagem se manifesta e o governo se curva. Faz um
povo fraco. Não tem acordo programático. Eles só fazem acordo pornográfico. Tem
que tirar as crianças da sala”.
As declarações foram
feitas, neste sábado, no Rio, na abertura do Seminário Regional Programático da
aliança PSB, PPS e Rede Sustentabilidade. Eduardo Campos, governador de
Pernambuco, a ex-senadora Marina Silva e Roberto Freire presidente nacional do
PPS, também, estiveram presentes ao encontro.
Este é o segundo evento
regional, promovido pela coligação e vai ser um fórum de debates de temas
atinentes ao Sudeste do País, além de questões como Economia para o
Desenvolvimento Sustentável, Educação, Cultura, Inovação, Políticas Sociais e
Urbanismo. Até 26 de abril próximo, serão realizados seminários regionais em
Goiânia, Recife e Manaus, para o lançamento, em junho, do Programa de Governo
da aliança.
Lulistas do PT do Grupo "Volta Lula"
omitiu-se para evitar derrotas da presidente Dilma
Segundo notícia publicada, pelo jornalista Claudio Humberto, em seu site
"Diário do Poder", as sucessivas derrotas sofridas pela presidente
Dilma, na Câmara dos Deputados, na semana passada, contaram com apoio não
apenas da Base Aliada, chefiada pelo líder do PMDB, Eduardo Cunha, como do
próprio PT, onde cresce o movimento “volta, Lula”.
Segundo declarou um líder do
“blocão”, o “PT lavou as mãos e jogou Dilma às feras” ao abandonar a sessão na
qual o Governo sofreu uma derrota de 28 votos contra 267.
Ao contrário de outras votações, em que petistas vão à tribuna para
defender o Governo, os deputados simplesmente sumiram do Plenário. Desta vez, os
chamados "lulistas do PT", jogaram a presidente Dilma Rousseff aos
leões.
De uma bancada de 87, apenas 11 deputados do PT votaram contra a criação
de comissão externa para investigar denúncia contra Petrobras.
Na Comissão de Fiscalização e Controle, a habitual tropa de choque do PT
também não deu o ar de sua presença para impedir a convocação de ministros.
Dilma proíbe comemorações ao Movimento Militar
de 1964
A presidente Dilma
Rousseff determinou, nesta sexta-feira, que não quer celebrações dos militares
da ativa em comemoração aos 50 anos do Movimento Militar de 31 de março de
1964. Ela comunicou sua decisão, ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que já
conversou sobre o assunto, com os comandantes militares.
Os Chefes das Forças
Armadas orientaram a tropa para que se evitem comemorações em 31 de março,
interna ou externamente.
A maior preocupação é com
os militares da reserva.
Os chefes militares já
haviam aproveitado as reuniões, antes do Carnaval, de seus Altos Comandos, que
trataram, também, das promoções do final do mês, para comunicar aos comandados
que se abstivessem de qualquer tipo de polêmica sobre o assunto, para evitar
choques com o Planalto. Os comandantes das forças já haviam comunicado a
determinação aos seus subordinados a ordem de não serem feitas comemorações dentro
e fora dos quartéis.
A data, no entanto, não
será ignorada pelas Forças Armadas. No Exército, o tema será abordado com
palestra e divulgação de informações para a tropa apenas para que "as
novas gerações" não se esqueçam do que chamam de "fato
histórico", contextualizado à época da guerra fria.
O clima na ativa das
Forças Armadas, até agora, é de total distensionamento. Não há movimentações
para promover atos para exaltar a data, embora existam insatisfações em relação
à condução dos trabalhos da Comissão da Verdade. Grande parte dos militares
reconhece que houve avanços nos investimentos das Forças durante os governos
Lula e Dilma.
Ainda há grande
preocupação com o pessoal da reserva. Ainda não se sabe exatamente o que eles
poderão promover para comemorar os 50 anos do Movimento de 31 de março. Para
evitar problemas com os colegas que já estão fora dos quartéis, mas que, quando
querem, fazem manifestações, os comandos das Forças Armadas fizeram contatos
com os presidentes dos Clubes Militares do Exército, da Marinha e da
Aeronáutica pedindo moderação nas manifestações. Mas vários militares que já
estão Reformados, porém, atuam de forma independente e não costumam atender às
solicitações dos comandantes.
Quem está na Ativa não
pode se manifestar, por força do Regulamento Militar. Os da Reserva não têm
tantas restrições, mas, também, estão sujeitos a algumas regras e podem ser
punidos, inclusive, com prisão por declarações que forem consideradas ofensivas
à presidente da República.



