(...) “O fato é que o custo deste gigantismo afronta os mais liberais dos administradores, que não aceitam que a JT gaste por ano o equivalente a R$ 12, 5 bilhões. Temos também os sindicatos virtuais que arrecadam milhões por ano, com diretoria composta por pessoas do núcleo familiar, muitos embolsando o dinheiro dos impostos, e sem a obrigação de prestar conta à sociedade”.
O judiciário trabalhista há muito está completamente tomado pelo regime ditatorial da toga, habilmente manobrado por magistrados sociopatolobistas, eloquentes, capazes de impressionar e de cativar as lideranças do Congresso, governo e até mesmo setores da Ordem dos Advogados do Brasil, que na maioria das vezes no afã de estar articulando melhoras para a relação advogado/juiz, se perde na mesmice, de muitas outras tentativas anteriores. A moeda de troca neste vendaval, de praticas lesivas, aos interesses dos advogados, da sociedade, é a cabeça do profissional, com a involuntária complacência da população, equidistante dos poderes, os mesmos constituídos para justamente combater essas e outras injunções, não pouco, a vilã morosidade. Comprovadamente não são apenas os recursos, as leis e o excesso da causas que engessam o judiciário, quando é visível que próprios integrantes, agem e praticam dolosas situações que travam as ações. Enquanto os pseudos mentores do judiciário espalharem crenças falsas, invertendo valores, operar mudanças nos textos de leis, influenciar técnicos federais e continuarem mentindo para a sociedade, a demora na prestação jurisdicional jamais será resolvida. O acúmulo de ações (segundo o CNJ 92 milhões em 2013), e a decrescente solução dos conflitos a média de 10 % a 15% ao ano, sinaliza uma tragédia sem precedentes na história do judiciário universal.
Para
contabilizar os números e o tamanho do dano causado pela morosidade da Justiça
brasileira na economia, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizaram, em 2006, um cálculo com o
objetivo de aferir o quanto o setor econômico do país perde com esse problema.
O resultado foi surpreendente, os analistas constataram um prejuízo de cerca de
R4 10 bilhões por ano, mesmo assim os integrantes do judiciário somam mais
conquistas salariais, novos cargos comissionados, e os concursos acontecem numa
corrida desenfreada de vantagens, e como resposta, o incrível! sequer
conseguiram em 2010 cumprir 50% do Programa de Metas 2 estabelecido pelo CNJ. Na esperança de suprir essa deficiência, tramita
no Congresso o PL 7.108/2014 e será distribuído para as comissões permanentes
da Câmara dos Deputados, que analisa o Projeto de Lei do Senado (PLS) 406/13,
que dispõe sobre a adoção de mediação e arbitragem na solução de conflitos. Aprovado
na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado em dezembro de
2013, em decisão terminativa, o projeto estava com prazo para apresentação de recurso
e votação no plenário da Casa. Como não houve manifestação, o presidente do
Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMFB-AL), enviou o projeto para análise e
votação da Câmara dos Deputados. O PL 7.108 vai permitir o alentado uso da
mediação e arbitragem para solucionar conflitos sem a necessidade, portanto, do
ajuizamento ações na Justiça.
Pesquisa publicada pela
Revista “Análise Jurídica” em
2006, onde foram analisadas as 250 principais decisões dos Tribunais
Superiores, durante o período compreendido entre o ano de 1998 a 2006, indicou
que as 10 maiores causas em tramitação no STF e no STJ somavam cerca de R4 250
bilhões. A pesquisa também descobriu que o maior cliente do Poder Judiciário é
o poder público, verificou-se que é o Estado/Administração que contribui
consideravelmente para o excesso de processos nas Cortes Superiores e,
consequentemente, para a morosidade. No tocante aos Tribunais Superiores, o
setor público é responsável por 90% dos processos em tramitação. O primeiro
colocado é o Poder Executivo Federal, que representa 67% das ações, e dentre os
doze maiores litigantes, dez são estatais. São
eles: a Caixa Econômica Federal (CEF), a União, o Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS), o Estado de São Paulo, o Banco Central, o Estado do Rio Grande
do Sul, o município de São Paulo, a Telemar Norte Leste S/A, o Banco do Brasil
e o estado de Minas Gerais. Diante do cruzamento desses dados, infere-se que:
(a) um dos maiores responsáveis pelo número exorbitante de processos em trâmite
no Poder Judiciário é o poder público; (b) O setor público fomenta
assombrosamente a morosidade da Justiça brasileira, bem como (c) dificulta o
crescimento econômico do país (gerando insegurança jurídica).
Temos aqui flagrante quadro
de um liberalismo estatal, onde os contemplados são seus juízes e
serventuários. Neste universo de justiça todos ganham: governo, juízes,
serventuários, sindicalistas, enquanto trabalhadores reféns desta anomalia
esperam anos para a solução do seu processo. O fato é que o custo deste
gigantismo afronta os mais liberais dos administradores, que não aceitam que a
JT gaste por ano o equivalente a R$ 12, 5 bilhões. Temos também os sindicatos
virtuais que arrecadam milhões por ano, com diretoria composta por pessoas do
núcleo familiar, muitos embolsando o dinheiro dos impostos, e sem a obrigação
de prestar conta à sociedade. Em suma poucos vivem com muito, a custas de uma
multidão de braçais, produtores de empregos e abnegados técnicos, estudiosos, e
articulistas, que vivem data venia, através de manifestações nas redes sociais,
alertando as autoridades sobre este fenômeno as avessas. Quando falamos em
modernizar as relações de trabalho, entre outros, provendo ajustes nas relações
trabalhistas, com foco em ganhos de produtividade e flexibilização na
negociação de contratos de trabalho, maior agilidade na contratação e
descontratação da mão de obra, desoneração da folha de pagamento e criação de
mecanismos mais efetivos de resolução dos conflitos trabalhistas, nos deparamos
com a blindagem corporativa dos magistrados trabalhistas, o que nos faz
acreditar seja a especializada realmente uma “Ilha da Fantasia”.



