15.3.14

A CRISE ENTRE A PRESIDENTE DILMA E OS POLÍTICOS "DESCONTENTES" II

JOSÉ CARLOS WERNECK -

Todas as pesquisas, feitas até hoje, que avaliaram o desempenho do governo da presidente Dilma Rousseff também apontaram aqueles itens que a população acha que devem ser corrigidos, e é aí que Dilma deve concentrar seus esforços para conseguir apoio do eleitorado.

A presidente deve prestar atenção nos dados abaixo transcritos de uma pesquisa feita, em 2012, e fazer os necessários acertos nesses itens:

A área com pior avaliação é a de impostos. A carga tributária brasileira foi desaprovada por 65% da população, seguida pelas áreas de saúde (63%) e segurança pública (61%).

As altas taxas de juros cobradas nos empréstimos também são motivo de profundo descontentamento para aqueles que têm de fazer empréstimos em estabelecimentos financeiros.

No Brasil, o "spread” bancário é risível, o que inclusive desestimula a poupança e é sabido que nenhum país consegue ter uma economia autossustentável sem uma poupança interna robusta.

Os bancos brasileiros cobram dos tomadores de empréstimos juros de agiotas e remuneram os poupadores com taxas ridículas.

Quanto aos juros praticados pelos bancos brasileiros, Dilma já deu a resposta quando determinou a redução das taxas por parte dos estabelecimentos governamentais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, medida que já foi posta em prática com total apoio da população.

A presidente tomou algumas medidas, embora ainda muito tímidas, no que diz respeito a nossa carga tributária, uma das mais altas do mundo, com o agravante que a população tem um péssimo retorno daquilo que lhe é cobrado por parte do Governo.

A população também clama por melhores serviços de Segurança, Saúde e Educação Públicas.

Realmente nossos serviços públicos de Educação, Saúde e Segurança são de péssima ou nenhuma qualidade e representam uma verdadeira ofensa a todo o povo brasileiro.

São esses os pontos que o eleitor brasileiro gostaria que o Governo fizesse com urgência a correção devida, e a população está coberta de razão e não está pedindo nada além de seus direitos para uma qualidade de vida digna.

 Está mais que provado e aprovado que a presidente Dilma Rousseff não precisa do apoio desse amontoado de ninguém, que atende pelo nome pomposo de Base Aliada.

A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff subiu cinco pontos percentuais e atingiu 77%, de acordo com pesquisa Ibope encomendada, em 2012, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na pesquisa anterior, o índice dos eleitores que aprovavam a maneira de Dilma de governar era de 72%.

Cito esses dados, porque que a consulta ocorreu logo em seguida ao auge de uma das crises do Governo com a Base Aliada, quando o Governo sofreu derrotas em votações importantes e a presidente trocou os líderes do Governo na Câmara e no Senado para tentar solucionar o impasse, o que fez cair por terra todas as previsões catastróficas dos adeptos da tese da ingovernabilidade, sem o apoio da Base Aliada.

Em relação ao ex-presidente Lula, Dilma apresentou maior popularidade em comparação com os dois primeiros anos dos dois mandatos de seu antecessor. Em março do segundo ano do segundo mandato, Lula tinha 73%. A melhor avaliação de Lula, no mesmo período, foi obtida em março de 2003, quando chegou a 75%. No último Ibope de seu governo, em dezembro de 2010, o ex-presidente obteve 87% de aprovação.

Esta pesquisa mostrou que assuntos críticos para o governo, à época, como os conflitos com a base aliada e a votação do Código Florestal, foram pouco lembrados pelos entrevistados na consulta. A crise com a base foi lembrada, apenas, por 4% dos eleitores, o que mostra que o povo não dá a menor importância para as sinistras figuras do toma lá, dá cá.

O Brasil precisa de alguém, que sem disparar um único tiro e usando só a caneta, desmantele um esquema, viciado e bolorento, que há muitos governos está encastelado na política brasileira, para tristeza, desânimo e desilusão dos cidadãos de bem.

A população sempre aprova medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff, desmontando os velhos feudos da política brasileira. Dilma deve continuar firme em seus propósitos saneadores. A presidente, certa vez, afirmou que iria fazer uma "faxina", em seu Governo. Com a “crise’ que surgiu, tem, agora, uma excelente oportunidade”. Vai precisar de muito desinfetante, água e sabão!