JOSÉ CARLOS WERNECK -
Todas as pesquisas, feitas até hoje, que avaliaram o desempenho do
governo da presidente Dilma Rousseff também apontaram aqueles itens que a
população acha que devem ser corrigidos, e é aí que Dilma deve concentrar seus
esforços para conseguir apoio do eleitorado.
A presidente deve prestar atenção nos dados abaixo transcritos de uma
pesquisa feita, em 2012, e fazer os necessários acertos nesses itens:
A área com pior avaliação é a de impostos. A carga tributária brasileira
foi desaprovada por 65% da população, seguida pelas áreas de saúde (63%) e
segurança pública (61%).
As altas taxas de juros cobradas nos empréstimos também são motivo de
profundo descontentamento para aqueles que têm de fazer empréstimos em
estabelecimentos financeiros.
No Brasil, o "spread” bancário é risível, o que inclusive
desestimula a poupança e é sabido que nenhum país consegue ter uma economia autossustentável
sem uma poupança interna robusta.
Os bancos brasileiros cobram dos tomadores de empréstimos juros de
agiotas e remuneram os poupadores com taxas ridículas.
Quanto aos juros praticados pelos bancos brasileiros, Dilma já deu a
resposta quando determinou a redução das taxas por parte dos estabelecimentos
governamentais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, medida que
já foi posta em prática com total apoio da população.
A presidente tomou algumas medidas, embora ainda muito tímidas, no que
diz respeito a nossa carga tributária, uma das mais altas do mundo, com o
agravante que a população tem um péssimo retorno daquilo que lhe é cobrado por
parte do Governo.
A população também clama por melhores serviços de Segurança, Saúde e
Educação Públicas.
Realmente nossos serviços públicos de Educação, Saúde e Segurança são de
péssima ou nenhuma qualidade e representam uma verdadeira ofensa a todo o povo
brasileiro.
São esses os pontos que o eleitor brasileiro gostaria que o Governo
fizesse com urgência a correção devida, e a população está coberta de razão e
não está pedindo nada além de seus direitos para uma qualidade de vida digna.
Está mais que provado e aprovado
que a presidente Dilma Rousseff não precisa do apoio desse amontoado de
ninguém, que atende pelo nome pomposo de Base Aliada.
A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff subiu cinco pontos
percentuais e atingiu 77%, de acordo com pesquisa Ibope encomendada, em 2012,
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na pesquisa anterior, o índice
dos eleitores que aprovavam a maneira de Dilma de governar era de 72%.
Cito esses dados, porque que a consulta ocorreu logo em seguida ao auge
de uma das crises do Governo com a Base Aliada, quando o Governo sofreu
derrotas em votações importantes e a presidente trocou os líderes do Governo na
Câmara e no Senado para tentar solucionar o impasse, o que fez cair por terra
todas as previsões catastróficas dos adeptos da tese da ingovernabilidade, sem
o apoio da Base Aliada.
Em relação ao ex-presidente Lula, Dilma apresentou maior popularidade em
comparação com os dois primeiros anos dos dois mandatos de seu antecessor. Em
março do segundo ano do segundo mandato, Lula tinha 73%. A melhor avaliação de
Lula, no mesmo período, foi obtida em março de 2003, quando chegou a 75%. No
último Ibope de seu governo, em dezembro de 2010, o ex-presidente obteve 87% de
aprovação.
Esta pesquisa mostrou que assuntos críticos para o governo, à época,
como os conflitos com a base aliada e a votação do Código Florestal, foram
pouco lembrados pelos entrevistados na consulta. A crise com a base foi
lembrada, apenas, por 4% dos eleitores, o que mostra que o povo não dá a menor
importância para as sinistras figuras do toma lá, dá cá.
O Brasil precisa de alguém, que sem disparar um único tiro e usando só a
caneta, desmantele um esquema, viciado e bolorento, que há muitos governos está
encastelado na política brasileira, para tristeza, desânimo e desilusão dos
cidadãos de bem.
A população sempre aprova medidas tomadas pela presidente Dilma
Rousseff, desmontando os velhos feudos da política brasileira. Dilma deve
continuar firme em seus propósitos saneadores. A presidente, certa vez, afirmou
que iria fazer uma "faxina", em seu Governo. Com a “crise’ que
surgiu, tem, agora, uma excelente oportunidade”. Vai precisar de muito desinfetante,
água e sabão!



