Via Quem Se Omite Permite -
Quem não tem voto, nem time, apela para o “tapetão” ou vai para as ruas fazer baderna na esperança de que outros os sigam, com a aprovação da mídia liberal. É o que vem ocorrendo em diversas partes do mundo como Venezuela, Ucrânia e, não faz muito tempo, no Brasil, Egito, Síria, etc. Por que essa gente não espera a próxima eleição? Talvez porque saiba que vai perder, pois não tem maioria para vencer democraticamente.
Então apela exatamente para o que não sabe exercer: a democracia, e aposta no “quanto pior, melhor!”
Aproveitei a abordagem das manifestações para alertar o que está ocorrendo na ABI – Associação Brasileira de Imprensa – onde estamos vendo a história se repetir. A oposição perdeu e não aceitou o resultado; apelou para a Justiça e a diretoria eleita não conseguiu trabalhar, levando o presidente Maurício Azêdo à morte, porque não resistiu à traição dos que pensava serem seus amigos. Mesmo assim, enquanto vivia, derrotou-os na justiça por duas vezes.
Em reunião soberana, o Conselho Deliberativo elegeu o jornalista Davit Chargel para completar o mandato de Maurício Azêdo na presidência da ABI e marcou eleições para abril. Mas a oposição, não satisfeita, apelou novamente para o tapetão. E a entidade representativa dos jornalistas de todo o Brasil está novamente acéfala por mais uma decisão judicial, que certamente será derrubada. Como as outras.
MAS POR QUE TANTO INTERESSE PELA ABI?
Em 1992 a ABI juntamente com a OAB derrubaram o presidente eleito, Fernando Collor.
Em 2004 Maurício Azedo disputou a eleição para a presidência da ABI, venceu, e se dedicou a sanear as contas da entidade, o que conseguiu recuperando uma imagem que já não era mais aquela de 1992. Para isso, precisava não abrir mão da autoridade que sabia exercer com dignidade, o que lhe valeu a imagem de centralizador.
Uma vez saneada financeiramente a ABI, Azêdo partiu para a recuperação da imagem da entidade, e lançou mão do que sabia fazer melhor: O Jornal da ABI.
E logo a ABI voltou a merecer o respeito de seus associados e de todos os brasileiro.
Hoje, com as finanças saneadas e a imagem reconstituída, a ABI passou a ser alvo do interesse de oportunistas comprometidos com os interesses de grupos que torcem contra o Brasil.
Será que estão querendo, mais uma vez, usar a ABI politicamente?
* Texto de M. Pacheco.



