HELIO
FERNANDES –
Só no ano passado caiu de terceira maior petrolífera do
mundo, a décima segunda. E continua caindo. Dou essa notícia chorando e
lamentando. Já disse e repito: “Sou dos Maiores petrobrasistas do mundo”. Não
tenho uma ação da empresa, mas sou acionista majoritário do Brasil, que precisa
da Petrobras rica e progressista para se impor como país-potência.
Equívocos
desde o início
Quando a Petrobras foi criada, num pais “que não tinha
petróleo”, royalties para a repetida afirmação dos EUA, defendi com
insistência, que a Petrobras não abrisse capital ao público. No meu
entendimento, isso prejudicaria o desenvolvimento da empresa. Prejudicou a
empresa, os acionistas, e lógico, o Brasil.
Prejuízos
colossais
Uma ação da Petrobras chegou a valer 53 reais, hoje
oscila entre 11 e 13 reais, com tendência para menos e não para mais.
O
“otimismo” de Dona Graça
Apesar dessa realidade, a presidente da Petrobras,
acena para os acionistas e garante sem constrangimento: “Este 2014 será o ano
da recuperação das ações”. O que é que a senhora chama de recuperação? Não será
melhor encher essa palavra de aspas? Para “recuperar” o tempo e chegar no
mínimo a 71 reais, isso só no imaginário folclórico da arrogante Dona Graça.
A
recompra das ações
Agora, alguns participantes deste espaço, fazem
sugestão, que quase se equipara a que fiz na formação da empresa. Apresentam a
ideia da Petrobras comprar o máximo de ações da Petrobras. Isso teria muitas
vantagens. Como as ações estão altamente desvalorizadas, a Petrobras teria que
despender poucos recursos para “ficar quase que totalmente dona da empresa”.
Agora,
a corrupção
No momento Dona Graça não pode se movimentar para
qualquer providencia que transforme a Petrobras num aríete do progresso do
Brasil. Progresso que não pode demorar ou não terá salvação. Voltamos aos
tempos nada gloriosos do “japonesinho” Shigeaki Ueki.
Depois de arruinar a Petrobras e enriquecer na
Petrobras, o que lhe aconteceu? Foi promovido a ministro de Minas e Energia,
que controla a Petrobras. Enriqueceu ainda mais, sob a proteção do general
“presidente” Geisel.
Shigeaki tem que ser responsabilizado
Mora com os filhos (á participantes), no Texas, feudo dos Bush, presidente dos EUA, pai e filho. E Shigeaki mais rico do que os ex-presidentes. Crime de corrupção não prescreve Dona Graça. É preciso mostrar à comunidade, como enriqueceram.
Mora com os filhos (á participantes), no Texas, feudo dos Bush, presidente dos EUA, pai e filho. E Shigeaki mais rico do que os ex-presidentes. Crime de corrupção não prescreve Dona Graça. É preciso mostrar à comunidade, como enriqueceram.
Falam
muito em Joaquim
Ele não sai das manchetes para o bem e para o mal. Ele
mesmo faz questão dessas coisas. Primeiro ficava em silêncio. Agora resolveu
falar, mas a cada dia diz uma coisa, contraditoriamente.
Semana passada: “Não sou candidato a nada, mas posso
deixar o Supremo. Já estou há muito tempo”. Logo a seguir, gente ligada a ele,
“vaza” para jornais: “Ele pode ser candidato a senador”. Joaquim sempre foi
muito polêmico, inegável, mas pouco inteligente, visível.
Se Joaquim se candidatar a presidente, mesmo perdendo, circunstâncias.
Mesmo ganhando, incoerência. Nesse caso seria ridicularizado.
O
equivoco de Dona Dilma
Afirmação pública da presidente: “Vou convocar o
Exército para coibir (sic) a violência das ruas durante a Copa”. Só mesmo ela
seria capaz dessa contradição. O Exército é mestre em provocar, estimular e
acelerar a violência, em vez de combatê-la.
Isso está em toda a História do Brasil, desde a
República, manifestação de grandeza transformada num golpe, por dois marechais que
como coronéis vieram brigados da estranha Guerra do Paraguai.
Dona Dilma, data vênia, não tem liderança, carisma,
competência. É solerte, indecifrável, estigmatizada, que palavra, e para
espanto do país e do mundo, deve ficar mais cinco anos no Poder. Ninguém
aguenta ou suporta. E acredita que reeleita, seus novos tempos serão
tumultuados, controversos, com o povo nas ruas. Assim, quer o Exército
também nas ruas.
Nem percebe que chamados para as ruas, os militares
provavelmente não voltarão para os quartéis. Dona Dilma acredita que vão
salvá-la. O Exército violento só combate o Exército pacífico que está sempre ao
lado do povo.
Venezuela:
a pátria nas ruas
Com todos os erros, equívocos, defeitos e incapacidade,
Chaves era Chaves, pelo menos tinha domínio sobre o povo. Seus mandatos foram
todos fracassados. Levou o país ao desespero e à fome. Nem ele conseguiu fingir
que o povo podia comer e beber petróleo.
Morreu, deixou um incompetente no seu lugar, o povo
rigorosamente separado. Vieram às eleições, Maduro não chegou aos 51 por cento,
a oposição passou um pouco de 49. Agora, decorrido pouco mais de 1 ano, o que
parecia desencontro de números, é uma terrível divisão da população.
A
diferença de 1,6% nas urnas, faz o sangue correr nas ruas
O sangue mancha as ruas de Caracas, a capital. Embora se
propague por outros estados, o grande confronto acontece na bela Caracas,
cercada de favelas, desde o aeroporto. Os aviões pousam e decolam com
dificuldades, “roçando” nas favelas.
Isso há dezenas de anos, mas não tão dramático e
trágico quanto agora. Com a população toda insatisfeita, guerreando pelo que
nem o governo nem a oposição pode conceder: o mínimo de vida, de abastecimento,
de paz, tranquilidade, uma inflação chegando aos 30 por cento, embora o governo
diga que não chegou a 10 por cento.
A Venezuela se “argentinizou”, embora quase todos
acreditassem, que nos tempos de Chaves, estivesse se “cubanizando”. Agora,
Maduro pode se “dilmizar”, ela é tão insensata quanto ele.
A
Venezuela tem salvação?
O povo está nas ruas no mundo oriental e ocidental. Mas
não em massa como na Venezuela. Metade atirando para um lado, a outra metade
revidando. O líder da oposição foi preso e continua encarcerado. Aparentemente continua
com vida, teria morrido não fosse a reação enérgica do mundo.
Não do povo mas de países, de presidentes e Primeiros Ministros. União? Pacificação? Contemporização? Quase impossível. Metade da
população tem as armas e a força do poder. A outra metade ao se defender é
atacada e rotulada de agressiva.
Com
exclusão de Dona Dilma, os “presidenciáveis”, pensam em 2018
Antes e depois do golpe de 64, é a sucessão mais
estranha. Antes não havia reeleição, agora só ela centralizada em continuar no
Poder. Todos os outros querem apenas assinar a inscrição para 2018. Consideram,
e estão praticamente certos: nesse auspicioso 2018, o PT não terá mais Lula ou
Dilma, quer dizer, ficará sem ninguém.
Surgirá
alguém que não seja poste?
Lula acredita que manterá Dona Dilma mais quatro anos
inoperantes no Planalto-Alvorada. Ele mesmo na época com 73 anos, não se leva a
sério como candidato. Os postes que enterrou em São Paulo têm uma caminhada difícil
até poderem se apresentar, digamos em 2022.
Padilha
nem chega perto de Alckmin
O já ex-ministro da Saúde pensa (?) mesmo que Lula pode
lhe dar uma vida ou sobrevida eleitoral e política. Não me satisfaço com a
derrota de Padilha, isso significa mais quatro anos de Alckmin. Uma anestesia
que São Paulo e o Brasil não merecem. Nem é segredo: ganhando agora, Alckmin
será presidenciável pela segunda vez em 2018.


