ROBERTO MONTEIRO PINHO -
O eleitor analfabeto poderá recuar na hora das
urnas, levando a uma abstenção neste segmento. As alianças regionais para
governadores colidirem com o próprio discurso petista, o que não é difícil de
ocorrer. O trio com a ex ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o governador
de Pernambuco Eduardo Campos e o senador mineiro Aécio Neves (ou José Serra)
somarem um número percentual de votos para levar a eleição para o segundo
turno.
A
eleição de outubro possui vários e curiosos ingredientes. Começamos por aqui. A
Constituição brasileira determina o voto facultativo para os analfabetos –
pessoas que não sabem ler nem escrever. Elas são inelegíveis, portanto não
podem ser candidatos a cargos eletivos. Os dados do eleitorado divulgados pelo
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que mais da metade do eleitorado
brasileiro (53,56%) são pessoas com nenhum ou pouco nível escolar: 33,09% têm
primeiro grau incompleto, 14,57% apenas leem e escrevem e 5,9% são analfabetos.
A Região Nordeste tem o maior número de eleitores analfabetos, 11,05%. Os que apenas leem e escrevem – chamados de analfabetos funcionais - são 24,19% dos eleitores. Em segundo lugar, está a Região Norte, com 8% de analfabetos e 18,29% de pessoas que leem e escrevem. A Região Sul é a que apresenta o menor índice de analfabetos e analfabetos funcionais, mas tem o maior número de pessoas com o ensino fundamental incompleto, 36,36%. As pessoas com ensino superior completo são minoria no eleitorado brasileiro. O Sudeste é a região em que essa parcela da população aparece em maior número, 4,9%, seguida do Centro-Oeste, com 4,39%.
Um relatório da UNESCO ressalta que “em 10 países vivem 557 milhões de adultos analfabetos, o que representa 72% da população de adultos analfabetos do mundo” (página 82). No gráfico que ilustra o texto da entidade (“72% da população mundial de adultos analfabetos se concentra em 19 países”) o Brasil aparece acompanhado de alguns dos países mais populosos do mundo (China, Índia, Indonésia, Paquistão e Nigéria, entre outros).
A Região Nordeste tem o maior número de eleitores analfabetos, 11,05%. Os que apenas leem e escrevem – chamados de analfabetos funcionais - são 24,19% dos eleitores. Em segundo lugar, está a Região Norte, com 8% de analfabetos e 18,29% de pessoas que leem e escrevem. A Região Sul é a que apresenta o menor índice de analfabetos e analfabetos funcionais, mas tem o maior número de pessoas com o ensino fundamental incompleto, 36,36%. As pessoas com ensino superior completo são minoria no eleitorado brasileiro. O Sudeste é a região em que essa parcela da população aparece em maior número, 4,9%, seguida do Centro-Oeste, com 4,39%.
Um relatório da UNESCO ressalta que “em 10 países vivem 557 milhões de adultos analfabetos, o que representa 72% da população de adultos analfabetos do mundo” (página 82). No gráfico que ilustra o texto da entidade (“72% da população mundial de adultos analfabetos se concentra em 19 países”) o Brasil aparece acompanhado de alguns dos países mais populosos do mundo (China, Índia, Indonésia, Paquistão e Nigéria, entre outros).
De
acordo com o 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos,
atualmente o número de adultos analfabetos chega a 774 milhões em todo o mundo.
A Índia lidera esta lista, com 287 milhões de pessoas, e é seguida por China,
Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Etiópia, Egito, Brasil, Indonésia e República
Democrática do Congo, que ocupa a 10ª posição. "As mulheres correspondem a
quase dois terços do total, e não tem havido progresso na redução dessa
porcentagem desde 1990", explica a UNESCO.
O fato é que o voto do analfabeto, das regiões do norte e nordeste, bem como dos servidores federais nomeados, onde 29 mil deles são petistas declarados, descontam dos seus proventos a contribuição partidária, jamais somariam 10% do eleitorado brasileiro. Aqui nada mudou ou mudará desde a eleição de Lula até a eleição de Dilma Rousseff. O programa Bolsa Família é outro dispositivo a luz do crime eleitoral, montado para garantir as bases do PT os votos regionais.
Todavia os fatores que podem inviabilizar a reeleição de Dilma se consistem em três pontos: O eleitor analfabeto poderá recuar na hora das urnas, levando a uma abstenção neste segmento. As alianças regionais para governadores colidirem com o próprio discurso petista, o que não é difícil de ocorrer. O trio com a ex ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o governador de Pernambuco Eduardo Campos e o senador mineiro Aécio Neves (ou José Serra) somarem um número percentual de votos para levar a eleição para o segundo turno.
Diante dessas hipóteses, se questiona uma dos pontos vitais da eleição, como Dilma iria se comportar diante da avalanche de denúncias dos crimes cometidos pelos seus correligionário e aliados em seu governo. Essa é por derradeiro a questão cerne.
O fato é que o voto do analfabeto, das regiões do norte e nordeste, bem como dos servidores federais nomeados, onde 29 mil deles são petistas declarados, descontam dos seus proventos a contribuição partidária, jamais somariam 10% do eleitorado brasileiro. Aqui nada mudou ou mudará desde a eleição de Lula até a eleição de Dilma Rousseff. O programa Bolsa Família é outro dispositivo a luz do crime eleitoral, montado para garantir as bases do PT os votos regionais.
Todavia os fatores que podem inviabilizar a reeleição de Dilma se consistem em três pontos: O eleitor analfabeto poderá recuar na hora das urnas, levando a uma abstenção neste segmento. As alianças regionais para governadores colidirem com o próprio discurso petista, o que não é difícil de ocorrer. O trio com a ex ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o governador de Pernambuco Eduardo Campos e o senador mineiro Aécio Neves (ou José Serra) somarem um número percentual de votos para levar a eleição para o segundo turno.
Diante dessas hipóteses, se questiona uma dos pontos vitais da eleição, como Dilma iria se comportar diante da avalanche de denúncias dos crimes cometidos pelos seus correligionário e aliados em seu governo. Essa é por derradeiro a questão cerne.



