15.1.14

DESESPERANÇA ELEITORAL, NÃO HÁ INDÍCIOS DE QUE O BRASIL VAI MUDAR PARA MELHOR ATÉ 2018

DANIEL MAZOLA –

Os “iluminados” marqueteiros e toda a cúpula da campanha reeleitoral de Dona Dilma Rousseff, incluindo aí o ex-presidente Lula, sabem e identificam algumas graves fragilidades que podem atrapalhar ou comprometer a vitória nas urnas esse ano.

O mais assustador e perigoso pra essa turma, que não quer lagar o osso (digo filé), é sem dúvida a tensão pré e pós Copa do Mundo, um replay das grandes manifestações com o povo na rua é o maior pesadelo para Dilma e Lula. Mas ainda tem a possibilidade do estouro de um tsunami de denúncias de corrupção, com os sinais de agravamento da crise econômica. Não tarda, voltará a brotar, novamente, o clima de rebeldia, indignação e revolta nas ruas, com efeitos eleitorais negativos para o grande esquema PT.

Com a aproximação do pleito, surgirão denúncias e acusações de todos os lados. No curtíssimo prazo temem que seja politicamente fatal o repique do Mensalão. A previsão é de que vazem novas denúncias sobre velhos casos impunes de corrupção. O mais apavorante seria o Rosegate, arrasando com Lula (que pode tentar o Senado por São Paulo, caso Dilma se mantenha em alta nas pesquisas). A evidente união estável do PT com a decadente família do poderoso chefão Sarney, na aliança sempre desconfortável e péssima para o povo com o PMDB, aumenta a tensão eleitoral.

No curto prazo, Dilma e aliados temem pelo agravamento de problemas de governança na Petrobras, Eletrobrás, Caixa e Banco do Brasil – sustentáculos do sindicalismo-pelego-cutista-e-boquinhas-afins que mobiliza recursos do BNDES e dos fundos de pensão para os principais negócios, que “sócios” e comparsas dirigem nas sombras. Sabem que o esquema mafioso já foi mapeado pela espionagem norte-americana, que irritou e desesperou Dona Dilma, Lula e aliados.

Para agravar as incertezas dos petistas, as obras de infraestrutura para a Copa da FIFA dificilmente ficarão prontas a tempo ou a contento. O previsível e notório caos aéreo, a especulação de preços com a competição e a péssima prestação de serviços aos turistas vão provocar desgaste de imagem internacional para o governo Dilma. O torneio tende a ser um fracasso de público se os patrocinadores não subsidiarem a compra e distribuição dos caríssimos ingressos para os jogos. E ainda, tudo pode virar uma dor de cabeça gigante se a seleção brasileira não for a campeã. Aí, todos se lembrarão do quanto se torrou de dinheiro público com esse torneio particular do Josef Blater & empreiteiras.

Muito ainda virá a tona até o período da propaganda eleitoral "gratuita". Na avaliação dos estrategistas do PT, o risco de perder existe e pode se agravar. O governo de Dona Dilma conta com o apoio dos banqueiros e empreiteiros nacionais, e com a oligarquia financeira internacional – que controla quase todos os negócios no Brasil – mas essa “turma seleta”, dependendo dos rumos da corrida presidencial pode apostar-apoiar repentinamente em Campos-Marina, Aécio, Barbosa, etc.

A manipulação da opinião pública via jornalismo de mercado, investimentos em espionagem, fabricação de dossiês que vazam na hora certa, e até atuação na mobilização de manifestações de rua, são evidências concretas que expõe a instabilidade e fragilidade do processo eleitoral, e que governos, partidos, cidadãos e eleitores são "reféns" e estão submetidos. Grupos políticos são financiados por grupos econômicos, e assim são postos por eles no poder, e dependendo dos interesses, tendem a ser descartados facilmente. 

Marqueteiros de Dona Dilma sabem que uma das táticas, é seguir divulgando pesquisas manipuladas para sinalizar uma vitória clara, se possível já no primeiro turno. Outro artifício, desesperado, pode ser a fraude eleitoral, com um sistema de votação totalmente eletrônico que não permite recontagem impressa de votos, tudo é possível.

No médio prazo, outro grande medo petista rumo a reeleição: os efeitos internos previsíveis e imprevisíveis da crise econômica que prenuncia o estouro da bolha brasileira. Economistas-elaboradores de cenários macroeconômicos apostam que a bomba explode em 2015, combinando inflação, instabilidade cambial, fuga de investidores, desemprego, descontrole dos gastos públicos, juros ainda mais altos e inadimplência generalizada pelo endividamento descontrolado de empresas e das famílias.

O cenário para o Brasil já é de derrota, vença PT, PSDB ou PSB. O País caminha na contramão do mundo que produz e se desenvolve. Até a sempre próspera agricultura, mesmo sem reforma agrária e entregue ao agronegócio, vocação natural brasileira, está prejudicada na competitividade internacional, pela falta de infraestrutura. 

O mais grave é que não há indícios concretos de que o Brasil vai mudar para melhor até 2018. Com os candidatos que se apresentaram o país continuará inviável. Fica pior com o PT, com o PSDB, ou PSB, a não ser que algo de muito profundo aconteça, por obra e graça da união e mobilização dos segmentos mais esclarecidos do povo brasileiro.