O projeto que o presidente levou pessoalmente á Câmara é complicadíssimo,
incompreensível, todo esburacado. E não passa de uma promessa. Que terá que
enfrentar obstáculos intransponíveis para se transformar em realidade. Precisará
tramitar, primeiro na Câmara, (duas votações em plenário) e depois, a mesma
coisa no Senado.
Líderes-coordenadores começaram a falar em 2 meses, (Rodrigo
Maia), já estão em 6 meses. O mais certo, é que chegue o recesso do fim de ano,
sem aprovação nas duas casas. 5 especialistas respeitados, falaram, (desperdiçaram)
quase 5 horas, deixando mais duvidas do que certeza. Alem do mais, é preciso
contar com as emendas que serão apresentadas no plenário.
Muitos governadores apoiam a reforma, mas não esse
projeto, integralmente. Como é comum no Legislativo, haverá debate acirrado. E é
preciso contar ou pelo menos calcular os números necessários para aprovação na
Câmara, 308 votos. O vice-presidente Mourão foi textual e taxativo: "Temos
250 votos, precisamos ARRANJAR mais 60 ou 70". Realista.
Rodrigo Maia, entusiasta da vitoria, otimista, considera,
"já passamos dos 270, faltam 38, conseguiremos durante a tramitação".
Ninguém examina o efeito negativo da crise provocada pela cumplicidade armada pelo
cambalhaço entre pai e filho, para derrubar o ministro Bebiano. Perdão, o
próprio Bolsonaro está duplamente preocupado.
1- Considera como presidente responsável pelo projeto,
que a repercussão desastrosa, pode tirar muitos votos, indispensáveis para a aprovação.
2- Do ponto de vista pessoal, Bolsonaro está
assustadíssimo, ouve de varias fontes, que Bebiano, abrirá o jogo, contará
tudo. É lógico que o ex-ministro sabe muito, política e administrativamente.
3- Mas um fato trouxe Bolsonaro para "chorar"
em publico. Circula que Bebiano cobraria os serviços de advogado, (dele e de
amigos, muitos) prestados durante anos.
4- Sem constrangimento, mostrando seu interesse por
dinheiro, revelou publicamente: "Se ele cobrar, para pagar, terei que
vender um dos meus apartamentos”.
5- Que Republica!!!
A DIGNIDADE DO VACCARI, A FALTA DE CREDIBILIDADE DE
PALOCCI
Era tesoureiro do PT, foi preso sem provas. Está sem
liberdade ha mais de 2 anos. Em completo silencio, apesar do cerco que sofre
para cometer a deslealdade da delação. Agora, numa revisão automática da sua
condenação, foi inocentado e mandado libertar. Só que estão demorando a
mandá-lo para casa.
O contrario aconteceu com Palocci. Condenado a 9 anos
pelo Magistrado (?) Moro. O TRF4 aumentou para 18 na segunda instancia, para facilitar
uma delação feliz e prazerosa. Está em casa, o que discutem agora, é o destino
dos 342 milhões, dos quais se aproveitou e se apossou de forma ilegítima.
O corrupto Eduardo Cunha, que teve a delação recusada,
pediu para depor novamente. Outra recusa.
O INSTÁVEL E INCONFIÁVEL MORO
Não merece a menor confiança, principalmente depois de
afirmar, "jamais farei carreira política". Mudou a convicção (?), não
sai das manchetes, garantindo e negando em seguida. Afirmação logo na primeira longa
entrevista: "O Caixa 2 é um crime terrível, pior do que qualquer outra
forma de corrupção".
Ante ontem foi á Câmara entregar seus projetos anti-crime
e anti-corrupção, sentiu que a condenação violenta ao Caixa 2, podia prejudicar
o andamento dos projetos. Rapidamente inocentou o Caixa 2, "pode ser
julgado pelo tribunal eleitoral". O estarrecimento foi total, com esse "toma
lá da cá inesperado".
AS VIAGENS DO PRESIDENTE
Serão três, a primeira seria para os EUA. Encontro com
seu ídolo, TRUMP. Resolveu fazer um ligeiro desvio, dará uma passada pelo
Chile. Qual o interesse de ir ao Chile? Nenhum. Só que seu presidente é também
de extrema direita. 1 ou 2 dias, verá Trump.
Volta, mais 1 mês aqui, outra viagem inútil a Israel. Já
mudou de ideia, não mudará a capital para Jerusalém. A não ser que Trump peça. O
vice já está fruindo essas interinidades.
A FORD QUER VENDER A MONTADORA DE SP
Ela (e as outras) vieram para o Brasil, numa aventura
ruidosa, ruinosa para o Brasil. E para os compradores. Montaram e venderam
carros medíocres, a preços de Mercedes, Alfa Romeu, Ferrari. Ganharam fortunas,
que enviaram para os EUA.
Agora, que os tempos são diferentes, precisam investir,
as ordens da matriz são curta: "Investimentos não". A não ser com
dinheiro brasileiro. E sugerem: "Essa montadora de SP, pode ser negociada
com o governador ambicioso”. (Pelo menos são bem informados).



