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Podem ter ocorrido ilícitos na compra, mas o "prejuízo" de US$ 580,4 milhões, na realidade foi lucro de US$ 6,3 milhões.
Leia artigo de Paulo Cesar Ribeiro Lima, Consultor Legislativo Aposentado da Câmara dos Deputados, elaborado após a venda para a Chevron, em 2019. Lima analisa a compra do Complexo de Pasadena pela Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás da Astra Oil Company Inc. – Astra, em 2006, o Acórdão 1927/2014 - Plenário do Tribunal de Contas da União – TCU e a venda para a empresa Chevron U.S.A. Inc. – Chevron, em 2019.
De acordo com o especialista, na compra do Complexo de Pasadena "podem ter ocorridos atos ilícitos". No entanto, o “prejuízo” indicado pelo Acórdão 1927/2014 (TCU) não aconteceu. Muito pelo contrário, em relação ao principal prejuízo de US$ 580,4 milhões, estima-se, na realidade, um “lucro” de US$ 6,3 milhões.
"O fato é que no Brasil há grande desinformação ou má-fé"
"Dessa forma, não são adequadas as notícias veiculadas na grande imprensa brasileira acerca dos “prejuízos” da Petrobrás referentes à aquisição do Complexo de Pasadena. O fato é que no Brasil há grande desinformação ou má-fé", afirma Lima, acrescentando que a refinaria está bem posicionada para acessar e processar o relevante crescimento previsto do petróleo americano, beneficiando-se de conexões diretas com a Bacia de Permian, Campo de Eagle Ford e o Campo de Bakken.
Ativo estratégico
"A operação (de venda) com a Chevron, da ordem de R$ 2,08 bilhões de reais, pode ser considerada de baixo valor", afirma o consultor. O valor da transação foi de US$ 562 milhões, sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 212 milhões de capital de giro. "O alto valor da venda evidencia, mesmo após 13 anos de operação e consequente depreciação, tratar-se de um ativo estratégico, muito bem localizado, com logística adequada e de elevado fator de complexidade, sendo capaz de produzir 89% de gasolina e diesel para o exigente mercado dos Estados Unidos, o que garante ao sistema margens de refino acima da média."
Fonte: AEPET



