Via Agência Petroleira de Notícias -
Diante de uma proposta que não atende
nem de longe a pauta de reivindicações aprovada pelos petroleiros no 9º
Congresso da FNP, em julho, e significa uma série de prejuízos e incertezas
para os mais de 80 mil trabalhadores da ativa, além dos aposentados, pensionistas
e terceirizados, a direção da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), reunida
na sede do Sindipetro-RJ na tarde desta sexta-feira (13), considerando seu
compromisso de democracia e transparências em suas decisões, indica aos seus
sindicatos filiados a rejeição da proposta da Petrobrás, a manutenção do
movimento grevista iniciado no dia 24 de setembro e a realização de assembleias
até o dia 18/11.
Além de manter a categoria angustiada pela
incerteza da preservação da empresa e de seus empregos, já que a Petrobrás não
respondeu nossa reivindicação de suspensão do Plano de Desinvestimentos e a
venda de qualquer ativo e manteve cláusula que permite demissão sem justa
causa, a proposta que a empresa apresentou depois de mais de dois meses de enrolação
e apenas após um movimento grevista com mais de 50 dias significa uma série de
prejuízos para os petroleiros. Não prevê aumento real e não abona os dias
parados numa greve cujos únicos responsáveis são a própria direção da empresa e
o governo federal. Também não garante que não haverá punições aos grevistas,
como advertências, transferências compulsórias e qualquer outro tipo de
retaliação, apenas promete que se houver punições elas serão discutidas com os
sindicatos. Além disso, a Petrobrás ainda quer interferir na organização
sindical de seus empregados.
Já enviamos ofício ao presidente da empresa,
Aldemir Bendine, e também vamos envolver e responsabilizar o governo federal,
acionista majoritário da Petrobrás, nas negociações. Nenhum direito a menos e
não à venda de ativos!



