Por NELSON RODRIGUES FILHO - Via Rede Democrática -
Ninguém segurou o Vasco. É bem verdade que o Flamengo deu um azar
danado com a contusão de dois de seus melhores jogadores.
A falta do
Éderson, ainda se acostumando com o time e com o futebol brasileiro, e do
Guerrero é uma senhora diferença.
Principalmente a do
centroavante, que sozinho perturba qualquer defesa, mesmo a do Vasco jogando
com total aplicação.
O que o Samir
grudava no Riascos, Rodrigo e Anderson Salles não largavam o Émerson e qualquer
outro que tentasse visitar a área cruzmaltina.
Nelson Rodrigues
tinha na Manchete Esportiva, saudosa, semanal, uma coluna intitulada Meu
Personagem da Semana. Muito lida, eram crônicas sensacionais.
Eu lembrei da página porque o Marsília bem que poderia ser um , ou
melhor, o Personagem da Semana.
Que ginástica fez
nosso querido comentarista de arbitragem para explicar que o corta-luz não
corta nada.
Cheguei a mudar de
canal e verifiquei (ainda bem) que o Ricardo Rocha, obviamente, disse que um
corta-luz interfere no lance. Do contrário, nem teria essa denominação.
Precisava que o
jogador rubro-negro “impedidíssimo” fosse invisível para que, abrindo as pernas
de repente, não viesse interferir no lance.
O futebol tem seus
segredos e um deles é ser, também, um jogo de azar. Desta vez, o azar foi do
Flamengo.
O vasco teve um
ataque em que a bola foi sucessivamente defendida na linha do gol primeiro pelo
Jorge e depois duas vezes sendo que o Paulo Vítor tirou com o pé para escanteio.
Tudo indicava o
empate e os pênaltis, mas a noite era aziaga para o Flamengo e o azar maior foi
a entrada do Rafael Silva.
Fez o gol
decisivo no Estadual e agora entrou, fez a boa jogada ( sua primeira jogada) em
que sofreu a falta, se colocou na área e, de peixinho, faturou o gol
definitivo. Bateeu o martelo. O azar mudou de lado.
Como ele ficou sem
marcação na área, como primeiro jogador a receber a bola, é um mistério que os
rubro-negros ainda não descobriram.
O Fluminense se
classificou com uma boa vitória em que perdeu o Edson.
Fraturou o nariz. O
Tricolor fica sem mais um titular. Edson vem sendo um bom nome do meio-campo.
Tudo de primeira no
gol do Marcos Júnior, que não pegou tão bem assim na bola, mas valeu pela
excelente combinação.



