28.8.15

DESTA VEZ, NEM O CORTA-LUZ, NEM O JUIZ E NEM O MARSILIA

Por NELSON RODRIGUES FILHO - Via Rede Democrática -


Ninguém segurou o Vasco. É bem verdade que o Flamengo deu um azar danado com a contusão de dois de seus melhores jogadores.

 A falta do Éderson, ainda se acostumando com o time e com o futebol brasileiro, e do Guerrero é uma senhora diferença.

Principalmente a do centroavante, que sozinho perturba qualquer defesa, mesmo a do Vasco jogando com total aplicação.

O que o Samir grudava no Riascos, Rodrigo e Anderson Salles não largavam o Émerson e qualquer outro que tentasse visitar a área cruzmaltina.

Nelson Rodrigues tinha na Manchete Esportiva, saudosa, semanal, uma coluna intitulada Meu Personagem da Semana. Muito lida, eram crônicas sensacionais.
Eu lembrei da página porque o Marsília bem que poderia ser um , ou melhor, o Personagem da Semana.

Que ginástica fez nosso querido comentarista de arbitragem para explicar que o corta-luz não corta nada.

Cheguei a mudar de canal e verifiquei (ainda bem) que o Ricardo Rocha, obviamente, disse que um corta-luz interfere no lance. Do contrário, nem teria essa denominação.

Precisava que o jogador rubro-negro “impedidíssimo” fosse invisível para que, abrindo as pernas de repente, não viesse interferir no lance.

O futebol tem seus segredos e um deles é ser, também, um jogo de azar. Desta vez, o azar foi do Flamengo.

O vasco teve um ataque em que a bola foi sucessivamente defendida na linha do gol primeiro pelo Jorge e depois duas vezes sendo que o Paulo Vítor tirou com o pé para escanteio.

Tudo indicava o empate e os pênaltis, mas a noite era aziaga para o Flamengo e o azar maior foi a entrada do Rafael Silva.

 Fez o gol decisivo no Estadual e agora entrou, fez a boa jogada ( sua primeira jogada) em que sofreu a falta, se colocou na área e, de peixinho, faturou o gol definitivo. Bateeu o martelo. O azar mudou de lado.

Como ele ficou sem marcação na área, como primeiro jogador a receber a bola, é um mistério que os rubro-negros ainda não descobriram.

O Fluminense se classificou com uma boa vitória em que perdeu o Edson.

Fraturou o nariz. O Tricolor fica sem mais um titular. Edson vem sendo um bom nome do meio-campo.

Tudo de primeira no gol do Marcos Júnior, que não pegou tão bem assim na bola, mas valeu pela excelente combinação.