Por LÚCIO FLÁVIO PINTO - Via blog do autor -
Para os brasileiros, State Grid é um nome que não diz muita
coisa. No setor elétrico, porém, ela impressiona. Nem tanto pelo que já é, mas
por aquilo em que se tornará quando seus investimentos maturarem. Ela é uma das
empresas que mais tem investido nos últimos anos, principalmente na
transmissão, para o sul do país, da energia gerada na Amazônia, por extensas e
caras linhas.
A empresa estatal chinesa está se preparando para assumir
inteiro controle sobre a transmissão da energia da hidrelétrica Teles Pires,
com 1.820 megawatts, a primeira das seis usinas previstas para o vale do rio
Tapajós, entre Mato Grosso e Pará.
A State Grid tem 51% das ações das duas empresas que
organizou, em sociedade com a Copel, para construir as duas linhas iniciais
(chamadas de bipolos) da usina, que deverão entrar em funcionamento em novembro
e dezembro. Já no próximo mês começará a sair energia de Teles Pires por um
ramal até Sinop, em Mato Grosso. Tudo indica que as duas sócias se apresentarão
para a terceira linha (ou bipolo), que a Aneel deverá licitar ainda neste ano.
A energia da Amazônia estará assim, cada vez mais, sob o
controle da estatal chinesa. Nada de anormal nisso?



